Monday, July 1, 2013

despachada: Dharma & Greg


De rever a série ficam duas sensações que já tinha tido da primeira vez (eu enamorado pela Dharma; não perceber o que ela via no Greg), e uma sensação diferente: o pai do Greg é hilariante. Não sei porquê, mas ri-me mais com ele, desta vez. Achei-o muito mais parte da história e mais mordaz. Pelos vistos eu não dominava o mordaz há 15 anos. Tudo o resto é o que é. A série é divertida e a personagem de Dharma é encantadora. Por muito que tenha dois nomes no título, era Dharma o centro de tudo. Era Dharma que destabilizava as situações «normais». Greg ia atrás e retrocedia em toda a situação que mostrava que era totó.

Mais que procurar algo novo na série que tinha ainda bem presente, acabei por fazer contas à carreira de Chuck Lorre (criador) e o seu brilhantismo. O homem sabe vender uma série de televisão. Sabe apostar nos nichos e nas massas. Começou com uma série para sulistas. Depois veio Cybill, também para mães solteiras, D&G para os yuppies, pais de hippies e, no fundo, para todos os casais com problemas com sogros. E quando se pensava que só fazia séries de «curta duração» (4/5 temporadas), manda-se com Two and a Half Men, que dura há dez anos (qual barata em holocausto nuclear), mesmo sem dois terços do elenco original que dá o nome à série. Com este sucesso, atira ainda para o mercado Big Bang Theory para os nerds e Mike & Molly para os gordos. Duas categorias que perfazem 90% da população americana [números científicos e fidedignos fundamentados em rigorosamente nada]. E qual o ponto em comum a todas as séries: sexo! Aliás, esse é o único ponto em comum para o público de T&HM. Não há mais nada. O sucesso da série baseou-se única e exclusivamente em piadas de cueca. E sim, tal diz tudo da nossa sociedade.

No fundo, Lorre é um génio nesta área, gostando-se ou não do que faz.

despachada: Happy Endings


Ora aqui está um post que não queria fazer.

Descubro hoje que a série foi definitivamente cancelada. Já tinha sido pelo canal onde passava, mas havia esperança que outro canal pegasse neste maravilhoso grupo de cómicos e lhes desse uma casa digna do seu talento. Happy Endings era uma óptima sitcom. Tinha personagens divertidos. Tinha já piada recorrentes. Até gozavam consigo mesmos, de forma às vezes não tão súbtil, sempre genial. O elenco crumping with Black Santa ficará para sempre na minha memória como um momento de TV... bem, não histórico, calma. Divertido. Mesmo muito divertido.

Ainda ontem falava desta situação de ter demasiadas sitcoms boas canceladas, nos últimos tempos. Será que os americanos não sabem fazer as coisas? Depois de algumas décadas a liderarem esta tarefa de entreter milhões através da caixinha mágica, porquê esta péssima gestão dos seus activos? Primeiros achou-se que o género estava morto. Depois surgem três ou quatro mega-sucessos, o género é revitalizado e, afinal, até dá dinheiro. Segue-se uma inundação de sitcoms nos últimos anos, com consequentes cancelamentos de algumas coisas boas, porque não há público para tudo, ou porque não é possível divulgar todos de forma condigna. Tenho pena que assim seja. Culpo os americanos, claro. Culpa minha não pode ser. Eu ao menos tento ver e falar tudo, mas de pouco vale a minha opinião. Depois admiram-se.

Ide obter as três únicas temporadas e vejam-nas todas com alegria. Acho que farei o mesmo, outra vez.

Sunday, June 16, 2013

despachada: Guys with Kids


Não fosse Jimmy Fallon ter criado a série e isto nunca teria visto a luz do dia. Por muito que tenha um típico gajo com muita piada, uma filha do Cosby, um caramelo que fez qualquer coisa quando miúdo, um outro caramelo que fez exactamente este papel num filme que não deveria ter tido tanto êxito, uma moça que é mal empregue aqui, e uma outra moça que faz muito por mim mesmo sendo péssima actriz (o Turtle é um idiota), esta série não tem ponta por onde se lhe pegue. Basta dizer que é filmada ao vivo com público. E o Fallon anuncia isso no início dos episódios... para além de cantar o genérico.

Nada poderia, nem deveria, salvar Guys with Kids do cancelamento. Em boa verdade, GwK sobreviveu demasiado tempo.

Sunday, June 9, 2013

despachada: Up All Night



Up All Night é sobre um casal que muito gostava de celebrar a vida, só que agora tem uma filha e as noites sem dormir acabam por ser outras. Não que os impeça de fazer noitadas à mesma, mas não é a mesma coisa. No início a série provou ser uma desilusão. Esperava algo mais hilariante. Lá para o meio começou a empatia com os personagens. O casal é fixe e as suas inseguranças divertiram-me. A melhor amiga destrambulhada tinha piada. Pouco mais havia para além disso, ou não trocassem uma assistente tímida, se bem que psicótica, pelo irmão desorientado e simpático, duma temporada para a outra. Aparece ainda Sean Hayes na segunda a fazer de... Bem, Sean Hayes. As diferenças não se ficaram por aí. Na primeira temporada Arnett era o pai que larga o emprego para ficar em casa. Na segunda Applegate perde o emprego. Pouca evolução trouxeram estas mudanças. Faltava alguma coisa, por muito que alguns momentos tivessem piada, em especial a animosidade com os vizinhos totós. E Arnett e Applegate são muito bons. Não bastou e, como qualquer noitade que se preze, pouca coisa restará na memória.

despachada: Go On


Matthew Perry está amaldiçoado. Será esta a justificação para todos os anos ter uma série nova sempre cancelada? É possível. Muitos há e houve, como ele. Apenas alguns se safam da maldição. Perry é um caso especial, no entanto. Porque depois de ser um sucesso enorme de televisão - na parceria dos seus cinco amigos -, Perry atravessa agora este limbo, teimando em não conseguir manter-se no panteão das estrelas televisivas. Estrela já é. Consagração é que não é muito com ele. Em Go On, o actor estava novamente bem rodeado. Não que estivesse mal rodeado nas outras tentativas, mas aqui tinha consigo um misto de actores conhecidos (alguns até já tiveram as suas próprias séries de sucesso) e/ou gente com talento para poder safar-se no registo da série. Go On é sobre um grupo de apoio a pessoas que lidam com a perda, sendo Perry o rei deles... mais ou menos. Falamos de gente tonta, fazendo as suas tontices em conjunto. Tudo gente com bastante piada e muita química entre eles. Mesmo os personagens mais bi-dimensionais ou representado por actores menos conhecidos estavam a começar a revelar-se de forma agradável, mais para o fim da temporada. Talvez tenha sido este o problema. Um conjunto de pessoas com talento custará ainda algum a manter. Seria uma série cara, apesar de simples? O próprio Perry não será barato. Fico com alguma pena de ver Go On ser cancelado. Não era incrível, mas tinha potencial. Acabou por ir pelo mesmo caminho de demasiadas séries cómicas este ano. Houve mesmo muita coisa a desaparecer, mesmo pouco tempo depois de ter aparecido. A aposta no formato mantém-se. Ainda há casos de sucesso, até mesmo recentes. Esperemos que continuem a existir muitas coisas destas, mesmo que seja só por um ano.

despachada: Ben and Kate


A improvisação veio para... não necessariamente ficar. Veio para tentar, vá. O que é certo é que é só mais uma sitcom a ser cancelada, este ano. E era mais uma que usava (não teve tempo para abusar) do improviso. Em bom, entenda-se. As deambulações de Ben eram divertidas e as tiradas esquisitas de Kate também. As do primeiro já lhe eram conhecidas, ou não fizesse parte da trupe dos Broken Lizard. Já a filha do Don Jonhson e da Melanie Griffith foi uma surpresa. Ao início parecia um pãozinho sem sal, mas quando era encostada à parede revelava-se muito engraçada, com frases cuspidas à pressa, num misto de vergonha e genialidade. Feita a análise aos personagens principais, Ben and Kate tinha ainda um par de secundários muito bom. O rapaz não o conhecia de lado nenhum, já a moça que interpretou BJ (óptimo nome para a personagem, já agora) anda agora mais ou menos na berlinda. Ambos têm jeito para os papéis que representaram. No seu todo, Ben and Kate era engraçado e tinha algum conteúdo. Não muito, mas algum. Era o que se pretende que uma sitcom seja. E a série teve óptimas críticas ao início, não perdendo fulgor ao longo da «extensa» temporada de 16 episódios. O não ter funcionado terá apenas a ver com audiências. Já o que se passa com o interesse do público americano é algo que ultrapassa-me.

Friday, May 31, 2013

Sunday, May 26, 2013

despachada: Don't Trust the B---- in Apartment 23


Esta moda de meter celebridades a fazer deles mesmo, em versão tarada e idiota, tem que acabar. Teve piada. Sim, muita. E admito que ver o Dawson a ser um idiota deu-me algum gozo. Mas já chega, não?

Don't Trust the B---- in Apartment 23 teve um ou outro bom momento. Gostei especialmente da b#%$& a tomar conta da revista People, simplesmente entrando numa sala de reuniões e despedindo pessoas que faziam perguntas. No final, quando foi apanhada, ainda gozou com eles por terem demorado tanto tempo a descobrir que não trabalhava lá. De resto, não percebo porque lamentou-se tanto o cancelamento.

Saturday, May 25, 2013

despachada: Rules of Engagement


É verdade. Por incrível que pareça, teve sete temporadas. Sim, sete! Esteve sete anos no ar. E enquanto se cancelou muita coisa boa, este chorrilho de disparates, bocas à secundário e total inexistência de rumo, manteve-se no ar. Não que me queixe. Eu gosto de disparates e de ver adultos a insultarem-se livremente durante longos períodos de tempo. É chato para as outras pessoas que gostam de ver coisas eruditas na caixa localizada em frente ao sofá. A mim fez rir ainda um par de vezes, por muito que amanhã não me recorde sequer da existência desta série.

Resumindo:
Conteúdo = Zero
Gargalhadas = Algumas

Sunday, May 19, 2013

despachada: The Office (US)


Esta custa-me ver «despachada». O que é ridículo, porque comecei a ver a série contrariado. Fui obrigado a isso. Era e sou grande fã do original. E custa-me sempre ver as versões americanas. Porque são sempre demasiado iguais ao original... mas em mau. O que é estranho. Como é que algo igual pode ser pior? O que é certo é que as duas primeiras temporadas da versão americana são más. Porque são iguais à britânica e não trazem nada de novo. Mas a partir da terceira...

A série sobrevive por sorte e por liderar os downloads no iTunes, na altura, segundo os próprios revelam no especial retrospectivo, que sai ao mesmo tempo que o último episódio. E ainda bem que sobreviveu. Terá sobrevivido demasiado tempo. Há ali uma temporada ou outra que podia não existir. Mas no seu geral foi incrível. Tive demasiados momentos de rir-me a bom rir, sozinho ou acompanhado. Ainda agora, quando vejo certas cenas, parto-me a rir. Os personagens realmente desenvolveram bem. A história desenvolveu bem, conseguindo separar-se de vez do original. E dei por mim a torcer por personagens duma série de televisão. Em especial pela Pam e o Jim, claro. São dos melhores, senão o melhor casal duma série de televisão. E é impossível não ficar emocionado e torcer por eles.

Vou ter saudades das tontices. Vou ter saudades duma série que finge ser um documentário sobre uma empresa de papel. Documentário esse que dura nove anos. Eles gozam com isso.

Tuesday, April 30, 2013

Saturday, March 23, 2013

despachada: The PJs


Alguns (eu) consideram que The PJs foi a última coisa decente que Eddie Murphy fez. Desde então e mesmo antes disso, como se sabe, o rapaz andou perdido com uma data de coisas que não interessam. Os primeiros episódios de The PJs continuam muito bons. A partir do momento em que Murphy deixou de dar voz ao personagem principal, a série perdeu-se um bocado. Não deu para ver tudo, que não é fácil de arranjar, mas considero a série despachada na mesma.

despachada: The Ben Stiller Show


The Ben Stiller Show lidera a lista de séries que a Fox devia ter cancelado... nem digo na fase de produção. Antes. Será possível cancelar uma série na fase em que os pais do Ben Stiller estavam a pinocar, há muitos anos atrás?

Eu até gosto de três quartos do elenco. É verdade, eu não odeio o Andy Dick. Só que no meio de 13 episódios de sketches só se conseguir aproveitar a ideia do Cops noutro períodos, tipo época mediaval, é mau demais. Tudo o resto é de deitar fora. No fundo, The Ben Stiller Show era um conjunto de piadinhas de miúdos adolescentes, que não tinham nada para fazer e demasiados recursos para o fazer. Havia um sketch recorrente sobre um cantor romântico que cantava em pig latin. Haja santa paciência.

Saturday, March 16, 2013

despachada: Stark Raving Mad


Antes do Monk ser o Monk e do Barney ser o Barney, ambos eram loucos nesta sitcom. O rapaz à direita também anda a fazer algo com relativo sucesso. Ainda não vi. Já as moças nunca mais fizeram nada com jeito. O que é certo é que o Barney começava a nascer aqui. Mais que não seja, o Dougie Howser passa a usar fatos. Da série lembro-me de alguns momentos de quando vi os episódios soltos na TVI. É curioso. Quando víamos séries naquela altura não havia como confirmar se se seguia a ordem certa, ou sequer se se viam todos os episódios. Tinha visto tudo, afinal.. Pensava apenas ter visto meia dúzia de episódios e afinal despachei a temporada toda na altura. Não deixou de ser agradável de rever.

despachada: Blue Mountain State


Confesso que não tenho 100% de certezas que a série tenha acabado. Espero que não. Durante algum tempo deu-me a dose certa de parvoíce, loucura e m@m@s, para poder aguentar o dia a dia.

despachada: 30 Rock


Quando surgiu 30 Rock fui um dos muitos idiotas que criticou, porque havia uma série «melhor» a estrear ao mesmo tempo, exactamente com a mesma premissa... se bem que um bocadinho mais séria. Mais idiota fui quando a outra foi cancelada e 30 Rock continuou. O que é certo é que sete anos depois ficam umas quantas expressões que acho que vou usar sempre, mesmo que já não saiba de onde vieram. E fica ainda um momento hilariante com Baldwin a filmar algo dentro da ficção.

Esse foi um bom momento.

Wednesday, March 6, 2013

despachada: Chuck


Em tempos tentaram ensinar-me que deve ser-se feliz porque se teve. É mais forte que eu. Fico sempre triste quando algo acaba. No caso, fico triste quando uma boa série termina. Chuck era feito por nerds, para nerds. Tinha o product placement mais descarado que alguma vez vi, mas tinha a ilusão dum geek poder sacar uma miúda lindíssima, de conseguir que a durona se tornasse lamechas. Tinha a loira, a Lisa - The Giftshop Girl, uma outra moça asiática e um chorrilho de outras belas presenças. Tinha um sidekick imparável, tanto em humor como em amizade. Tinha o The Man Called Jayne ao seu melhor nível. Tinha uma data de excelentes referências. E, acima de tudo, tinha o eterno sonho de que um herói não precisa ser um alfa. It was a sweet ride.

Thursday, February 28, 2013

filme do mês: Fevereiro '13



Já vou tarde. Este mês não teve muita coisa. Não fui o único a elegê-lo. Argo f#$% yourself.

Thursday, January 31, 2013

Tuesday, January 22, 2013

Monday, January 7, 2013

despachada: Weeds


Começou por ser uma sátira aos subúrbios e à maneira como vemos certas coisas... sociedade, etc. Eventualmente acabou por tornar-se muito mais. A primeira e segunda temporadas são muito boas. A terceira deixava pouco espaço para crescer. Lembro-me do exacto momento em que vi esse último episódio da terceira e pensei que a quarta seria uma trampa. A quarta temporada acabou por ser das melhores coisas que alguma vez vi em televisão, elevando a série a patamares que nunca poderia imaginar. A partir daí surgiram deambulações do que poderia ser a vida destas pessoas. Como elevar a fasquia. Como suplantar o que estava para trás. Em muitos momentos conseguiram. Confesso que desliguei um pouco na sétima temporada. Não que fosse má. Até seria melhor do que 98% do resto que passava na televisão. Só que não era tão boa como as outras. Talvez tenha tido uma ou duas temporadas a mais. O que é certo é que Weeds é das melhores coisas a alguma vez passar na pequena tela. E lutarei na neve, com vidros colados aos punhos, com quem disser o contrário.

...

Vou sentir saudades do Andy e dos seus constantes discursos meio enlouquecidos, completamente broados, que pareciam não ir a lado nenhum... que tinham mais direcção que maior parte das vidas.

Tuesday, January 1, 2013

top dos filmes do ano de 2012

Este ano, como vi muitos filmes, decidi alargar para um top 10. Segue abaixo esse top dos filmes de 2012:

1. The Avengers
2. The Avengers
3. The Avengers
4. The Avengers
5. The Avengers
6. The Avengers
7. The Avengers
8. The Avengers
9. The Avengers
10. The Avengers


O «ano perfeito».

Em nada que não ver um filme por dia em média, entenda-se. Tirando isso foi só mais um ano atroz. Terminou, por fim. Dele ficam as memórias de óptimos filmes. Uns quantos Woody Allen, todos os Bond, animações aos fins-de-semana de manhã, entre bastantes outros, para além dos desta lista:

Chronicle
Like Crazy
Haywire
21 Jump Street
The Muppets
Project X
Ted
Bacholerette
The Cabin in the Woods

Esqueci-me duma data deles, concerteza. Este foi um primeiro, rápido levantamento. O melhor foi ali o de cima, sem dúvida. Deste ano e de todos os outros. Agora, depois de ver os Avengers em filme e depois de conseguir fazer o pleno, o «ano perfeito», não há muito mais a ambicionar.

Monday, December 31, 2012

filme do mês: Dezembro '12



Podia ter sido muita outra coisa. Este não é o melhor. Foi o perfeito no momento necessário. E nada bate uma combinação de tal ordem.

10 Years

Sunday, December 30, 2012

despachada(s): Life on Mars/Ashes to Ashes


Durante demasiado tempo desconheci a existência destas séries. Não tinha ideia sequer da versão americana de curta duração. Com muita pena, entenda-se. Porque tanto a primeira série nos anos 70, como o spin-off nos anos 80, são ambas muito boas. E completas, como só séries britânicas conseguem ser. Ou seja, têm um princípio, meio e fim. Ainda não sei se gosto do fim. Estou a habituar-me. Acho que desagradava-me quando via mais porque implicava que a série ia terminar. Com mesmo muita pena, entenda-se.

O cavalheiro à esquerda na imagem é o personagem principal da primeira série, a homónima à canção Life on Mars. É um polícia de dois mil e meios que é atropelado, acordando na dita década, trabalhando na mesma esquadra onde era chefe, mas agora para um polícia meio salafrádio chamado Gene Hunt. No início odeia-o, mas aprende a respeitá-lo e a querer ser como ele. A belíssima moça à direita na imagem vê-se no mesmo imbróglio, mas pior, indo parar aos famigerados anos 80. Ao início também odeia Hunt, tendo já conhecimento de relatos do personagem. Mais à frente na série (não muito) quer ir para a cama com ele.

Sim, o personagem de Gene Hunt é incrível. E é mesmo com uma tremenda pena que despeço-me dele... e deles. Vou ter saudades dos enredos por vezes rebuscados, mas sempre com objectivo. Vou ter saudades dos finais de temporada que não só resolviam todas as questões pendentes, como eram boas e enormes surpresas de história. Vou até ter saudades de alguns momentos bem maus, de actores mediocres, coisa que passou-se muito no início.

Demorei imenso tempo a ver o último episódio... porque não queria que acabasse.

Tuesday, December 25, 2012

despachada: The Wonder Years


Tive duas séries marcantes no início da adolescência. Esta e Doug. Lembro-me de as ver nos sábados de manhã, na televisão só minha, acabadinha de ser oferecida. Recepção má. Ter que sair do quente da cama para orientar as antenas, enfiadas à pressão num cubículo dum simples armário, meio tortas. Havia uma posição para elas, que quase nunca variava, assim como havia uma posição para mim, dentro do quente da cama. Vista agora, The Wonder Years traz um misto de emoções. Por um lado é surpreendente a quantidade de coisas que acabei por aprender, e a maneira como cenas da série influenciaram a maneira como vejo certas coisas, certas relações. Tenho dois ou três momentos que ficaram na memória, mesmo sem saber enredo ou contexto. O murro no ombro do bully era a minha imagem da série. Mais que não seja há o saudosismo da altura em que a vi, não da altura em que se passa. Não faria sentido se assim não fosse. Por outro lado é mau ver a série agora, com uma frieza que cresceu de anos de ver séries a vulso, vendo numa altura em que já não é para a minha faixa etária, em que as mensagens morais já não são para mim. E é ver que Fred Savage era um actor horrível, que ainda por cima sofria do problema que advinha de ter um voz-off sempre presente: pausas longas, falas simples, sempre a dar espaço para o outro actor (não presente) entrar. O que é certo é que The Wonder Years teve uma data de gente a aparecer num ou outro episódio. Alguns em mais. Certo actores não foram a lado nenhum, como até é o caso de maior parte dos principais. Outros nomes como David Schimmer, Seth Green, Paula Marshall, Juliette Lewis, Carla Gugino, Giovanni Ribisi ou mesmo um muito, mas muito novo Kevin Bacon, acho que andam por aí, a fazer uma coisa ou outra. O próprio Savage, esse ainda tentou acabar com a maldição das crianças actores, mas limitou-se a conseguir fazer o Working. Teve duas temporadas. Ficam as memórias e a música maravilhosa do Cocker.

Thursday, December 13, 2012

despachada: Men of a Certain Age


Com esta série, Ray Romano conseguiu criar uma nova espécie de underdog. Temos três caramelos que queixam-se da vida. Ao início até temos pena deles, porque não concretizaram os seus sonhos e tudo mais. À medida que os vamos conhecendo melhor, percebemos que se estão num qualquer buraco, acaba por ser apenas e só por culpa própria. Estes caramelos só estão bem na m€rd@ e, como tal, tendem sempre a estragar tudo o que o Universo atira-lhes para o colo. Então em que sentido são underdogs? Porque acabamos por gostar deles na mesma. Porque nos identificamos. Porque se há uma certeza na vida é que as pessoas estragam tudo. As coisas até são simples e fixes, mas o ser humano encontra sempre alguma forma de as estragar. Por sorte, em quase todas as ocasiões, os três caramelos safam-se. Apenas e só. Porque por eles a coisa corre mal. O Universo é que acha-lhes piada (ou à série, não sei) e recompensa-os no fim. Tudo isto na história da série. Já na vida real foi cancelado porque não tinham audiências suficientes.

Para finalizar, diga-se que terminou como começou: com o Romano em sofrimento.

ao fim de...

Sunday, December 9, 2012

despachada: Greg the Bunny


Greg the Bunny não é o típico programa sobre bonecos. Para todos os efeitos, nesta realidade, são pessoas como as «normais». São vítimas de discriminação. Bebem, fumam e... errr... fazem outras coisas. E têm um programa de televisão que sim, será algo como a Rua Sésamo. Alguns são amorosos, outros nem por isso. Há estrelas e alguns humildes. Não querem ser chamados de socks.

A série não teve tempo para desenvolver. E viu-se que sofreu demasiadas pequenas alterações, aqui e ali, claramente encomendadas pelo canal. É o problema de ser uma série um pouco baseada em talento e improvisação. Não que os episódios não estivessem estruturados. Penso é que terão vendido a ideia à base da improvisação, que tem piada, mas quando foi para escrever uma coisa mais limpa, mais cuidada, para poder ser mostrado em TV, acabou por perder qualidade. Eu estava a gostar dos personagens. Um ou outro não fazia nada por mim. Alguns teriam potencial para levar-me às lágrimas. Em especial a tartaruga Tardy. Que boneco incrível. Que personagem hilariante. Espero que ainda possa aparecer noutro sítio qualquer. A sério.

Monday, December 3, 2012

despachada: Good Vibes


Formas peculiares de saber de séries: Estar a ver vídeos de mesas de debate com o elenco do Firefly/Serenity no YouTube (neeeeeeeeeeeerd!!). Numa delas o Alan Tudyk dava parafernália dos seus vários projectos a quem fazia perguntas. Folhas do guião do Transformers e coisas assim. Entre os itens estava ilustrações dos personagens. Creio que na altura a série ainda ia estrear. Hoje em dia está morta e enterrada, depois duma curta dose de 13 episódios. E confesso que não tenho grande opinião sobre como me sinto em relação à sua curta vida / célere morte. Se alguns episódios até fizeram-me esboçar um sorriso, maior parte das vezes nem me lembrava que isto existia. Via episódios porque ia à procura de algo para ver.  Talvez tivesse pernas para desenvolver para algo que via-se, mesmo que não marcasse. Se tivesse surgido há uns anos atrás, só agora seria cancelada. Ok. Sim. Seria cancelada exactamente na mesma altura, porque hoje em dia os miúdos são mais exigentes (parvos, entenda-se), mas teria durado mais tempo.