Sunday, May 30, 2021
despachada: Shrill
Uma série moderna. Podemos dizer isso. Diversidade. Quebrar com estereótipos visuais. E, acima de tudo, ter em cena personagens falíveis.
Confesso que odiei a personagem principal em vários momentos. A moça foi egoísta, manipuladora, parva ou, por vezes, apenas e só muito tola. Mas depois lá vinha a redenção. E ela explicava-se e percebia-se que as suas acções vêm de traumas e frustrações. Somos todos assim, certo? Eu sei que tenho reacções muito parvas, a quente, que arrependo-me e procuro mitigar. Nem sempre consigo. Seria mais fácil evitar. Só que quase sempre é algo impossível no momento.
Ou seja, Shrill tem personagens «reais». Agora, é mesmo isso que se quer em ficção?
despachada: Shameless
People say "you can't drink your troubles away". I say "you're just not drinking enough". - Frank Galagher
Não deveria ter esperado um final feliz. Esse nunca foi o objectivo da série. Shameless lembrou-me muitas vezes o Party of Five. Independentemente do que fizessem, tudo corria mal, em prol da história. Convenhamos que essa premissa cansou facilmente no PoF. Aqui correu esse risco, só que era disfarçado com sexo (muito), narcóticos (variados), álcool (para todos), um qualquer crime (maior ou menor) ou muita violência (moderada). E uma pessoa ficava agarrada mais um bocado, qual droga de eleição.
Frank é um péssimo exemplo. Para tudo. As suas crianças vivem traumatizadas a vida toda. E é também por causa disso que nunca conseguem viver bem, ou pelo menos melhor. Porque estes traumas impedem-nas de tomar as melhores decisões.
É o caso de Lip, o mais inteligente de todos, mais inteligente que maior parte das pessoas, mas nunca conseguiu afastar-se do buraco para poder fazer algo da vida. Ele e todos vêem a coisa como sendo nobre. Não abandonou a família. Mas isso é estúpido por demais. Se ele tem seguido a carreira que se previa podia ter ganho o suficiente para ajudar todos. Não foi essa a decisão e, como tal, passou todas as temporadas a cometer erros atrás de erros.
Para mim for o exemplo mais flagrante. Mas são todos iguais. Protegem a família a todo o custo, mas depois não se ouvem uns ao outros e são incapazes de trabalhar em conjunto. A família é a coisa mais importante para qualquer um deles, mas também a fonte de todo o mal nas suas vidas, qual vício nefasto.
Era uma «casa a arder». Tudo e todos, vizinhos incluídos. Mas admito que foi um bonito espectáculo de se ver, durante mais duma década.
Saturday, May 22, 2021
despachada: The Flash
Mais uma que tardou, mas foi. Andava a ver esta série há um bom par de anos. Não é que seja má, atenção. Mesmo para hoje em dia. Sim, tem coisas muito datadas, mas não é pior que uma Batwoman ou mesmo alguns momentos mais chatos de Arrow. Em termos de histórias, emoção e até alguma atenção ao material de origem, este Flash está ao nível dos melhores. Então porque durou apenas uma temporada? Acredito que fosse cara, com os efeitos especiais, mesmo sendo básicos. Mas mais que isso acredito que tenha sido feita cedo demais, muito antes desta boa geek trend que estamos a viver.
Lembro-me bem de ter visto isto em miúdo. E de ter gostado. Como gostei de rever agora. Só que este estilo antigo de contar histórias, ainda para mais sem continuidade alguma, já não é para mim. Custa-me ver. Daí que tenha demorado tanto tempo, com um episódio ou dois aqui e ali, entre muitas outras coisas.
Foi engraçado ver actores como Paula Marshall, Angela Bassett, Bryan Cranston, Gloria Reuben, muito novinhos. Para além do aqui já famoso Mark Hamill, que foi magistral como Trickster. Para além disso, é de destacar que a série era muito preenchida com cenas banais, postas em alta velocidade. Implica que o actor que faz de Flash passou muito tempo a fazer a cama, limpar a casa, lavar a loiça, arrumar esta ou aquela sala, etc. O actor terá pensado que chegou ao ponto alto na carreira, ao ser contratado para uma série grande de TV e, no fundo, afinal passou o tempo quase todo a fazer tarefas domésticas.
Não serei o único a guardar boas recordações de The Flash. Maior parte do elenco já apareceu ou aparece regularmente na nova versão do scarlet speedster da DC. Até a música do genérico facilmente fica na memória.
despachada: Eureka
À custa de Warehouse 13 descobri que Eureka existia. Deveria ter sido ao contrário, já que W13 é spin off desta série. O registo é o mesmo. Humor e algumas fórmulas (estou a ser simpático, só há uma fórmula). Uma data de fantasia em supostas tecnologias avançadas que existem na pequena povoação de Eureka. Não deixa de ser um mundo bem mais interessante.
Sim, a série repetia-se, de episódio para episódio. Pelo meio tínhamos alguns acontecimentos maiores, que baralhavam um pouco. Mas era sempre a mesma coisa. Não me incomodava por aí além. Desde que funcione, por mim siga. A verdade é que não será uma boa série para embaçar, por muito que seja fácil fazê-lo.
Podiam ter diversificado de forma muito simples: não ser sempre o Carter a resolver tudo, na sua forma atabalhoada. Mas então qual seria a piada, né?
Monday, May 17, 2021
despachada: Schitt's Creek
Voltámos a ver porque ficou disponível num serviço de TV / streaming nacional. Não vimos só por isso. A série é realmente muito boa. Não tem propriamente grande diversidade no elenco, mas tem personagens fortes femininas e toca numa data de assuntos que, há uns anos atrás, teriam sido particulamente controversos. Felizmente hoje só «ofendem» quem não interessa.
Todos os personagens são geniais. O do pai talvez seja o menos genial, mas apenas e só porque o Levy pai já faz este papel há uns anos. Não preciso, ou não precisam, que volte a falar de Catherine O'Hara ou do Levy filho, ou mesmo da moça que faz de filha. Todos eles já foram louvados e laureados por tudo e por todos. Desta feita, quem impressionou-me mais foi a actriz que faz de Jocelyn. Especialmente ao início é uma personagem deliciosa, com pormenores grandes, que me fizeram rir bastante.
Se depender da minha senhora, acho que vamos andar a ver Schitt's Creek com mais regularidade do que seria de esperar. Não será coisa que me custará muito a fazer.
Thursday, May 13, 2021
despachada: Friday Night Dinner
Começo difícil. Os primeiros episódios são super repetitivos, sempre com as mesmas piadas, as mesmas expressões. Cada episódio era um chorrilho de chatchfrases. Só que o truque residia aí. Após este estabelecer das personagens, marteladas em dois ou três episódios, começou então o caos.
E que caos foi.
Cada jantar de sexta à noite trazia um novo absoluto disparate, seja com a avó, com ex-amigos de faculdade, uma actividade, ou uma fêmea... quero dizer, uma namorada. E sempre, mas sempre, com o magnífico vizinho a aparecer.
Jim, com o seu cão (fera) Wilson, é dos personagens mais incríveis que tenho visto, que vi nos últimos tempos, que talvez alguma vez tenha visto. Um ser completamente alucinado, cheio de medo do doce cão, que fazia sempre todas as tropelias fora de câmara. Embora quando outros o vissem fosse o mais civilizado possível. Todos os momentos com Jim eram especiais. Para o fim, quando aparecia, eu começava logo a rir.
Gostei muito de FND. Só espero que não se lembrem de fazer uma versão americana. Seria parvo. Não sei se continuará. Imagino que não. À boa maneira britânica tinha sempre pausas demasiado grandes, também muito porque os intérpretes iam crescendo na carreira e tendo menos tempo para esta série. É o caso do pai, que começou a fazer séries de maior nível, a ganhar mais destaque. Infelizmente o cavalheiro faleceu recentemente, pelo que será de acreditar que efectivamente a série não continuará. Ainda ninguém o disse. Convenhamos que não é o que se quer falar logo após um falecimento.
Uma realidade triste, para contrastar com uma série muito engraçada.
Friday, April 30, 2021
filme do mês: Abril '21
Caraças!
Já não vou conseguir chegar aos números que tinha no início do ano, pois não? Faz sentido. Janeiro e Fevereiro são específicos. Nos últimos anos foram sempre meses onde tinha mais tempo e/ou disposição para ver filmes, para além de ser um período frio que dói. É bastante convidativo para ficar no sofá com a mantinha, a comer M&Ms. Ou outras coisas gostosas. Não sou propriamente esquisito.
Bem, não posso queixar-me. Se chegar sempre aos vintes por mês, ficarei contente.
Abril trouxe para estas bandas um par de blockbusters, um clássico e a sua péssima sequela, uma miscelânea de géneros, os últimos filmes dos Óscares, um belo filme de tiros e porrada, e um outro par, desta feita de animação. Volto a dizer que Druk é o filme a ver dos Óscares deste ano (Hollywood já se decidiu a estragar tudo e a fazer a sua própria versão), e até poderia perfeitamente ser o filme do mês. Só que nos «derradeiros segundos finais» do mês chegou The Mitchells vs. The Machines, que leva o bolo, o prémio, o gato, a avestruz e o que couber mais na carrinha.
Já não vou conseguir chegar aos números que tinha no início do ano, pois não? Faz sentido. Janeiro e Fevereiro são específicos. Nos últimos anos foram sempre meses onde tinha mais tempo e/ou disposição para ver filmes, para além de ser um período frio que dói. É bastante convidativo para ficar no sofá com a mantinha, a comer M&Ms. Ou outras coisas gostosas. Não sou propriamente esquisito.
Bem, não posso queixar-me. Se chegar sempre aos vintes por mês, ficarei contente.
Abril trouxe para estas bandas um par de blockbusters, um clássico e a sua péssima sequela, uma miscelânea de géneros, os últimos filmes dos Óscares, um belo filme de tiros e porrada, e um outro par, desta feita de animação. Volto a dizer que Druk é o filme a ver dos Óscares deste ano (Hollywood já se decidiu a estragar tudo e a fazer a sua própria versão), e até poderia perfeitamente ser o filme do mês. Só que nos «derradeiros segundos finais» do mês chegou The Mitchells vs. The Machines, que leva o bolo, o prémio, o gato, a avestruz e o que couber mais na carrinha.
Thursday, April 29, 2021
despachada: Altered Carbon
Há uma regra não escrita sobre ficção científica televisiva. O orçamento tem de ir para o desenvolvimento da história, o que implica cenários, gadgets de tecnologia credíveis e até mais tempo para filmagens. Que se lixe a qualidade dos actores e respectiva representação.
A primeira temporada respeita a regra. A segunda temporada tem a estrela Anthony Mackie. Já o filme de animação não tem nada. É só uma confusão. E, pior, tenta vender mais maus filmes de animação como sequelas.
Não que desgoste do Takeshi e dos seus poderes como último envoy, que variam consoante a narrativa. Aprecio o rapaz e os companheiros que escolhe para o acompanharem. Assim como gosto do universo criado. Mas confesso que fico contente que fechem a história. Preferiria com um final mais digno, mas como a produção do género nos ensinou: não se pode ter tudo.
Friday, April 23, 2021
despachada: The Falcon and the Winter Soldier
WandaVision tenho quase a certeza que não terá segunda temporada. De tFatWS também achava que sim, mas andam por aí rumores que vai continuar. A começar pelo facto de que a Disney meteu a série a concorrer a uma categoria qualquer de «série contínua», em vez de mini-série, como fez com WV. De qualquer modo, mesmo que venha a continuar (depois de vários outros filmes e séries Marvel saírem entretanto) acredito que terá outro nome, algo mais adequado à história. Até porque, será que continuará a ter estes dois mesmos personagens?
Sobre a série em si, dá sempre a sensação de ter um endredo meio desconexo. Houve atrasos por causa de Covid, mudaram parte da história precisamente por ter uma parte demasiado parecida com o que se passa com a pandemia, e era suposto ter saído bem mais cedo. Tudo isto justifica que a história ande aos tropeções, em determinados momentos. Para mais, tentaram que fosse uma coisa com intriga, como foi precisamente o Winter Soldier. Acontece que, não tendo os mesmos criadores (ou orçamento), acaba por ser uma tentativa difícil. E esta malta acabou a apoiar-se mais no humor e na pancadaria. E não há nada de errado nisso, atenção. Serve também muito bem a missão de deixar uns enredos prontos a serem desenvolvidos, pelos próximos ou projectos futuros.
Agora vem uma pausa grande de coisas Marvel. Porque Widow era suposto sair em Maio mas foi adiado para Julho, deixando um buraco até Loki começar em Junho.
Que vou eu fazer agora às sextas, às 9 da manhã?
Thursday, April 8, 2021
despachada: Enlightened
Devia ser mais entitled do que enlightened.
Porque maior parte foi irritante, com um idealismo nonsense desmedido sem consequências. A personagem de Dern roubou e divulgou conteúdos privados duma empresa. É crime. E, no entanto, nunca se fala no que pode advir das suas acções. Ela nunca se preocupou com isso, nem o que podia acontecer a quem a ajudou. Para mim esta parte foi muito estúpida e assustadora. Foi irresponsável, no mínimo. E irritou-me.
Demorámos a terminar a série. A partir de certa altura custava ver os episódios, mesmo que curtos. Não foi uma experiência nada de especial.
Wednesday, March 31, 2021
filme do mês: Março '21
Perdi do ritmo com que estava e, consequentemente, a média dum filme por dia. Não que fosse objectivo, mas sempre era qualquer coisa de «feito», este ano.
Há algumas justificações para o abrandamento. Acima de tudo há poucos filmes de qualidade por aí. Nos últimos tempos vi-me forçado a rever filmes antigos. Há limites para a quantidade de coisas que dá vontade de rever. E as novidades... Têm saído mais «filmes de Oscar» e menos «filmes divertidos». A vontade de ver coisas densas é cada vez menor. Uma outra justificação é que vi algumas boas séries. A balança pendeu mais para esse lado. E, por fim, o mês foi algo marcado pelo Snyder. Digamos que o Cut deixou algumas feridas abertas.
De qualquer modo, vi coisas engraçadas. Os clássicos Air Up There e V.I. Warshawski foram óptimos de rever. Moxie e Bad Trip foram divertidos. E não custou assim tanto rever o que precedeu ao raio do Cut. Como filme do mês escolho Boss Level, porque foi divertido e teve alguma animação (entenda-se «tiros»).
Venha daí Abril e melhores números (entenda-se «ovos de chocolate da Páscoa em barda»).
Há algumas justificações para o abrandamento. Acima de tudo há poucos filmes de qualidade por aí. Nos últimos tempos vi-me forçado a rever filmes antigos. Há limites para a quantidade de coisas que dá vontade de rever. E as novidades... Têm saído mais «filmes de Oscar» e menos «filmes divertidos». A vontade de ver coisas densas é cada vez menor. Uma outra justificação é que vi algumas boas séries. A balança pendeu mais para esse lado. E, por fim, o mês foi algo marcado pelo Snyder. Digamos que o Cut deixou algumas feridas abertas.
De qualquer modo, vi coisas engraçadas. Os clássicos Air Up There e V.I. Warshawski foram óptimos de rever. Moxie e Bad Trip foram divertidos. E não custou assim tanto rever o que precedeu ao raio do Cut. Como filme do mês escolho Boss Level, porque foi divertido e teve alguma animação (entenda-se «tiros»).
Venha daí Abril e melhores números (entenda-se «ovos de chocolate da Páscoa em barda»).
despachada: Cougar Town
Depois de despacharmos Scrubs, claro que tínhamos de avançar para a outra série do Bill Lawrence, recentemente disponibilizada no Star/Disney+. Vai ser mais complicado arranjar algo para ver a seguir, na mesma linha. A série seguinte do criador não foi grande sucesso. E a depois dessa e mais recente, essa sim com sucesso, está no AppleTV, serviço ao qual não temos acesso.
Cougar Town é mais tropelias e menos história que Scrubs. Imagino que tudo tenha começado quando Cox apareceu no Scrubs. A amizade e empatia entre Cox e a «actriz» melhor amiga em Cougar Town e mulher do criador na vida real, ter-se-á criado então. (Está entre aspas porque: 1. Não é como se tivesse muitos mais papéis que não nas séries do marido; 2. Convenhamos que faz sempre o mesmo papel.) A partir daí foi arranjar uma malta tonta para fazer tontices à beira praia. Não imagino que tenha sido difícil.
Posto isto, voltei a achar piada às mensagens no genérico inicial. E, embora tenha reparado mais, não fiquei por aí além incomodado com partes aparecerem apenas num ou outro episódio e rapidamente desaparecerem, apesar de serem «importantes». Alguns exemplos: truth guns, a filha do Grayson, o Andy ser ou não mayor. Eles até gozam com isso e, para mim, está tudo bem. Já a minha senhora...
Convenhamos que o processo criativo não terá sido fácil. Cougar Town teve uma existência algo aos tropeções, com constantes ameaças de cancelamento e a necessidade de terem de passar para outro canal, entre uma temporada e outra. Perder o actor que fazia de Bobby, na última temporada, também não terá ajudado.
No final ajudou que o grupo fosse unido e dedicado. Viessem os tropeções de onde viessem. A malta certa estava lá para continuar com os brindes.
Saturday, March 27, 2021
despachada: Superstore
São mais de 40 as séries que acompanho. Algumas sabe dEUS quando terão nova temporada mas, enquanto não forem oficialmente canceladas, estão na minha lista. Tenho tentado reduzir. Sei que vejo demasiada coisa. Alguma não vale a pena. Nos tempos que correm é difícil. Precisamente porque cada vez há menos estrutura. Aumenta o número de séries que passam quase dois anos (ou mais) sem episódios novos. Para colmatar, mais e mais novas séries são lançadas ao mundo, todas a lutarem pela sua quota de mercado. O Netflix então é um exagero. O objectivo é lançar temporada atrás de temporada de novidades. Cada vez menos interessa-lhes ter boas séries no canal. Querem é conteúdo novo. Todas as semanas. Não recrimino, atenção. A nossa capacidade de dedicação reduziu. Estamos ao nível do mosquito. É normal que a estratégia assim tenha evoluído.
Tudo isto para dizer que, mesmo com 40 e tal séries na lista, não tenho nada que possa verdadeiramente recomendar, se alguém perguntar. Durante uns anos tive You're the Worst e Superstore, como as «hidden gems» televisivas. Foram séries que não tiveram metade da atenção que deveriam ter tido. Porque, na minha mui modesta opinião, estão vários pontos acima da média. Superstore era inteligente, adaptou-se de forma genial a tudo o que ia aparecendo no mundo real (foi das poucas que vi abordar a pandemia, como uma coisa de dia a dia), tinha coração e muito, mas muito talento, num elenco que se complementava e preenchia cada espacinho livre, durante os episódios, com humor e alguma loucura. Não foi só um conjunto de episódios individuais, com riso em lata. Teve pormenores que duraram desde a primeira à última temporada.
Para mim Superstore foi especial porque terá sido das últimas - ou mesmo a última -, série que comecei a ver na televisão, semanalmente. Aconteceu por motivos não muito bons. E sim, foi um oásis que permitiu-me sorrir, numa altura em que a vontade de o fazer não foi muita. Depois da visualização semanal (que tortura), revi tudo de enfiada. E apanhei mais uns tantos detalhes geniais. O plano que houve para o tornado, por exemplo. Estava tudo previsto. Comentários que não ligávamos nenhuma, coisas soltas num ou outro episódio, tinham o culminar muito mais tarde. Genial!
A série teve um boost com o movimento Me Too. Porque Ferrera fez parte e, como tal, levou a que mais pessoas prestassem atenção ao que estava a fazer, à sua série. Não sei até que ponto foi bom. O canal ter-se-á habituado a outro tipo de números. Só que, como refiro acima, as pessoas têm a atenção duma criança. Os números eventualmente terão baixado. Não ajudou a que Ferrera saísse da série, para fazer... outras cenas (não faço ideia que anda a fazer). Regra geral quando um personagem principal sai é morte certa da série.
Foi o caso. Superstore teve direito a uma última temporada, para fechar pontas soltas e dar um ar da sua graça num período muito conturbado. Mais uma vez voltou a trazer sorrisos onde pouca vontade de os ter havia. Deixa um grande vazio. A verdade é essa. Para mim e para muita gente. Procurarei sempre recomendar, quando alguém precisar.
Thursday, March 18, 2021
despachada: Scrubs
O Star ficou disponível. Com este novo lado do Disney+ veio o Scrubs. É! Não ia rever. Claro!
A série sobreviveria, quase sem ataques, nesta altura tão PC em que vivemos. A sério, hoje em dia tenho suores frios sempre que começo a ver uma série que não seja de anos recentes, à espera daquele comentário ou cena infeliz que provoca arrepios na espinha e noutros espaços corporais.
Com Scrubs estava relativamente sossegado, confesso. Tinha uma impressão de ser uma coisa simpática para toda a gente, genericamente. O que acabou por surpreender foi:
1. O quanto o JD e a Elliott são horríveis. A sério, o JD disse constantemente coisas ofensivas e parvas, tudo porque é inseguro e egoísta. Regra geral sem grandes consequências.
2. Vê-los a acabar juntos, depois de serem tão estúpidos um com o outro, tantas e tantas vezes, foi demasiado frustrante. Até porque há um momento em que JD acaba a relação precisamente porque sente que não será feliz com Elliot. Tudo muda perto do final da série, porque dá jeito ter um «final feliz». Foi algo gratuito.
Mas mesmo com estes «defeitos», Scrubs vê-se muito bem. Na altura cheguei a ler algures que era a série com menos erros médicos, o que surpreende ainda mais por ser uma comécia. É divertida, bem disposta, inteligente, está cheia de personagens secundários geniais e tem um final de 8.ª temporada incrível. É o final de série perfeito. Fez-me chorar da primeira vez e, mesmo desta feita, fiquei emocionado. Não terei sido o único. Depois veio a ganância do canal, que deu-nos a 9.ª temporada. Yeeey! Tivemos que levar com uma dúzia de episódios desinteressantes e uma fornada de interns que não merecia lavar os scrubs de qualquer uma das turmas anteriores.
A 9.ª é a mancha no pano. Recomendarei a qualquer pessoa, que queira ouvir a minha opinião, para ver apenas as oito temporadas. Nunca vai acontecer. Mas se acontecesse, recomendaria a série com todo o fervor, mesmo assim.
Saturday, March 6, 2021
despachada: Travelers
Fizeram um início de temporada com um episódio a passar-se no 11 de Setembro. Nas Twin Towers. Alguém estava lá dentro, sabia o que ia acontecer. Fez a sua missão e meteu-se na alheta. Houve outro episódio com a premissa de «matar o bebé Hitler». Não literalmente o Hitler. Alguém que ia tornar-se numa má pessoa. E tiveram ainda um episódio sobre uma espécie de COVID e eu só pensava «O gajo não usa a máscara. Então mas esta gente é estúpida ou quê?»
Isto tudo entre 2016 e 2018. Nalguns casos a serem «apenas» arrojados. Noutros a preverem um pouco o futuro. O que tem piada só por si, ou não fosse esta uma série sobre viagens no tempo.
Não prestei atenção aos primeiros episódios. Estava no meu modo automático de meter mais uma série a dar e «ver» enquanto faço outras coisas. Foi um erro. Porque não dá para ver esta série assim. Tem de se prestar atenção. Há muito a acontecer, logo desde o início. É fácil perder o fio à meada. E se é uma boa meada.
A verdade é que esqueci-me porque tinha esta série nas minhas listas. É dum dos criadores de SG-1 et al. E alguns dos nomes e caras comuns a esse grande franchise até aparecem em Travelers. Devia ter visto quando saiu. Essa é a realidade. Vi agora e, mais uma vez, o meu coração está em pedaços porque voltaram a cancelar uma série do sr. Wright.
O Netflix voltou a fazer das suas. Sim, deu mais uma temporada aos criadores, para que pudessem terminar a história. Cancelou mais uma série na sua terceira temporada. Porque são os números que lhes interessa ter. Porque fica demasiado caro produzir mais temporadas depois da terceira.
Se ao menos houvesse alguém no futuro que viajasse para trás no tempo, para poder corrigir estes erros de cancelamentos estúpidos. Hey, se deu para aprender alguma coisa com Travelers é que a humanidade não tem qualquer possibilidade de salvar-se. Não temos futuro, tendo em conta que o continuamos a destruir com a nossa ganância e falta de interesse em algo que não seja gratificação imediata. Se assim é, ao menos que estejamos entretidos enquanto caminhamos para um futuro muito negro.
Estou a brincar. Claro que não aprendi nada disto com Travelers. Estou farto de saber que não há esperança nenhuma para a humanidade.
Friday, March 5, 2021
despachada: WandaVision
DISCLAIMER: Neste texto existirão alguns detalhes que poderão ser considerados spoilers.
É verdade. Aqui em casa vimos assim que saiu o último episódio no Disney+. Foi igual nas últimas semanas. Vejos poucas alternativas melhores a um bom começo de dia.
Não há qualquer informação na Net que não vá existir uma segunda temporada. Assim como não há qualquer informação que haverá continuidade para esta primeira série da Marvel Studios / Disney+. Sim, eu sei que houve outras séries da Marvel, mas nenhuma «debaixo do mesmo chapéu» dos filmes.
Parece-me que a Marvel também não sabe se há ou não temporada 2. É como tem sido até agora. Vai ao sabor do vento, com objectivos específicos para se irem alcançando, mas testando coisas pelo caminho. O princípio de «OK, eventualmente temos de fazer uma batalha com o Thanos, mas pelo meio vamos introduzindo personagens e logo vemos se aparecem no final».
Claro que se houver uma demanda estúpida por mais temporadas de momentos amorosos e românticos (e esquisitos) entre Wanda e Vision, a Marvel Studios acederá. Nesse caso provavelmente chamar-se-á outra coisa pois, convenhamos, a história que contaram agora é bastante fechada. Há ramificações e coisas por tratar, sim, mas há muitos filmes e outras séries previstas onde esses assuntos serão tratados.
Sobre WandaVision, a série que, para mim, é um mini filme, uma storyarc «fechada» (ou uma mini-série, porque não?), é um projecto incrível, cheio de atenção ao detalhe e conhecimento do material de origem. Para mais, o formato série permitiu que se fosse revelando a informação, mas também deixando espaço e tempo para as pessoas especularem sobre o que se passava e o que viria a passar-se. O mundo acabou por levar esta liberdade ao extremo e inventou demasiadas teorias. Também isso deu piada à experiência.
Nos últimos dias, antes do último episódio sair - e graças a tanta teoria e expectativa que se gerou -, o criador fez questão de vir pôr água na fervura, procurando não defraudar essas mesmas expectativas. Porque as pessoas teorizaram que ia aparecer o Mephisto, o Reed Richards, que os mutantes iam «nascer» desta história, que Kang, Doom e outros poderiam aparecer. Tudo cheio de pressa para que tudo aconteça já.
Pessoal, o plano é manter-nos agarrados (entenda-se «que estejam sempre a sacar-nos dinheiro») até morrermos. Vão prolongar a história sempre que possível. Isto é BD. A narrativa nunca acaba.
WandaVision is dead.
Long live The Falcon and the Winter Soldier.
PS - Naturalmente que, se estiver errado (altamente possível), continuarei a ver e voltarei a falar da série aqui. Com gosto.
PPS - Melhor frase dos últimos tempos, dito por uma personagem/actriz maravilhosa: «They recast Pietro?!»
Monday, March 1, 2021
despachada: Mrs. America
Quarenta e tal anos passaram-se desde o início da narrativa apresentada nesta mini-série. Não foi o início do movimento pela igualdade de direitos entre géneros. Terá sido sim um auge político de «influência feminina» no governo norte-americano. Terá sido um momento em que o movimento teve um avanço maior e houve um salto qualitativo nas vozes, de parte a parte. Mulheres geniais a apoiar o ERA e contra o ERA. Porque podemos discordar da opinião (e discordo, atenção) mas pelo que pude ver nesta ficção, a mulher, a «líder contra» e as que estavam com ela, eram mulheres muito inteligentes. Vê-se na forma como batalharam pelas suas convicções, por muito que não fossem convicções muito correctas.
Passaram-se mais de 40 anos, com muitas mais mulheres inteligentes a lutar. E, pelos vistos, pelas américas ainda há dúvidas que têm todos os direitos e deveres iguais aos dos homens.
Confere. É uma realidade algo desoladora. Vale que a série é bastante agradável de se ver. Há isso.
Sunday, February 28, 2021
filme do mês: Fevereiro '21
Que fazem vocês, pessoas normais, com o vosso tempo?
Confesso que já não sei o que é «normalidade». Lembro-me que era possível fazer outras coisas que não ver filmes e séries. Lembro-me que até havia pouco tempo para estes divertimentos. Mas não sei porquê. Não sei com que preenchia os meus dias, que parecem longos e impossíveis de preencher, mas que depois desaparecem muito rápido, como a comida no meu prato. Estranha coisa esta, que chamam de «dia a dia».
Precisei de dois meses apenas para ver tantos filmes como no «pior» ano do blogue. Precisarei de apenas um pouco de tempo para ver mais do que no pior ano, espero eu. Não tenho qualquer pretensão de quebrar muitos mais recordes este ano, mas não deixa de ser um belo começo.
Sobre o que vi, num mês em que meti-me a ver obras duma parelha emblemática (o que abriu uma porta para filmes antigos e que poderá trazer-me mais desgosto que alegrias), destaco Teen Spirit e Willy's Wonderland (por serem tão maus, que são bons), Uncle Frank e Monsters (por serem bons no que tentam fazer), Locked Down (por ser uma história na realidade em que estamos), Barb and Star... (pelo bom ridículo), Brightburn (pelo assustador que é), Map Of Tiny Perfect Things (pelos detalhes) e See No Evil, Hear No Evil (porque ainda conseguiu fazer-me rir).
O «filme do mês», por ser uma bela história, é Little Fish.
Confesso que já não sei o que é «normalidade». Lembro-me que era possível fazer outras coisas que não ver filmes e séries. Lembro-me que até havia pouco tempo para estes divertimentos. Mas não sei porquê. Não sei com que preenchia os meus dias, que parecem longos e impossíveis de preencher, mas que depois desaparecem muito rápido, como a comida no meu prato. Estranha coisa esta, que chamam de «dia a dia».
Precisei de dois meses apenas para ver tantos filmes como no «pior» ano do blogue. Precisarei de apenas um pouco de tempo para ver mais do que no pior ano, espero eu. Não tenho qualquer pretensão de quebrar muitos mais recordes este ano, mas não deixa de ser um belo começo.
Sobre o que vi, num mês em que meti-me a ver obras duma parelha emblemática (o que abriu uma porta para filmes antigos e que poderá trazer-me mais desgosto que alegrias), destaco Teen Spirit e Willy's Wonderland (por serem tão maus, que são bons), Uncle Frank e Monsters (por serem bons no que tentam fazer), Locked Down (por ser uma história na realidade em que estamos), Barb and Star... (pelo bom ridículo), Brightburn (pelo assustador que é), Map Of Tiny Perfect Things (pelos detalhes) e See No Evil, Hear No Evil (porque ainda conseguiu fazer-me rir).
O «filme do mês», por ser uma bela história, é Little Fish.
Friday, February 19, 2021
despachada: Godless
I was aiming for the other eye.
Premissa muito interessante. Para o espectador, entenda-se. Não para estas pobre pessoas. Uma povoação perdeu todos os homens num acidente na mina. Quase todos trabalhavam lá. Sobram uns donos de lojas mais velhotes e os xerifes. Para além das crianças e mulheres.
A restante população adapta-se. Um bordel já não faz tanto sentido existir, por exemplo. Ou melhor, algumas adaptam-se. Outras esperam que novos homens cheguem à povoação. Acontece que todas terão de arregaçar as mangas e pegar em armas e defender-se. Um bando de meliantes vem a caminho, prontos a levar tudo à frente, enquanto procuram o desertor que roubou-lhes o último saque.
Mini-série bem feita e com óptimos momentos, muito castiços. Quase faz pena que tenham deixado de fazer westerns.
Não faz nada. Westerns são horríveis e agora sim, definitivamente não há mais histórias para contar daquele tempo.
Friday, February 12, 2021
despachada: I Know This Much is True
Vimos o primeiro episódio. Precisámos dum pouco de tempo para digerir tudo o que se passou. A digestão não foi fácil. Demorou mais do que o expectável. No verdade, meses depois voltei só eu para ver o resto. E se pensava que o início era intenso, mal sabia o que me esperava.
É uma série cuja história e desenvolvimentos «pioram» de episódio para episódio. E falamos duma em que no primeiro episódio um dos personagens corta a própria mão. A partir daí é murro no estômago, atrás de murro no estômago. Não culminou num desenvimento que ambos previmos, felizmente. Por comparação com o resto, quase que se pode dizer que até acabou bem.
Não é o tipo de série ou história que procuro. Cada vez mais sinto-me melhor a ver coisas ou muito leves, ou escabrosamente miseráveis. Mas estas histórias têm a vantagem de nos fazer pensar «hey, ao menos a minha vida não é assim tão má».
Sunday, February 7, 2021
despachada: Looking for Alaska
Quem é que o John Green pensa que é para estar sempre a contar as mesmas histórias de dramas adolescentes, em cenários diferentes?
É um génio, é o que é. Não que sejam obras primas, mas é um nicho tremendo para fazer dinheiro, hoje em dia. Quem não teve a paixoneta inatingível adolescente? Quem não revoltou-se contra figuras parentais porque acreditava ter sempre a razão? Quem não teve fantasias de aventuras mais crescidas (não dessas... mas também, claro)? Quem não teve um desgosto nesta fase demasiado hormonal da vida, mais ou menos traumatizante?
São histórias que comunicam a todos nós.
E por «nós» entenda-se duma sociedada ocidental, classe média, maioritarimente caucasiana. Malta com guita agora. E com medo que a vida esteja a escapar-lhe, no fundo.
Sunday, January 31, 2021
filme do mês: Janeiro'21
Foi um mês em que tentei fazer coisas, mas acabei sempre por «bater na trave» ou no «muro» que apareceu sempre. Como tal, foi mais um mês onde instalou-se a letargia e pouco ou nada fiz. Tirando ver filmes. Refugiei-me neste(s) mundo(s).
Não há assim tanto para ver, mas começam a sair cada vez mais coisas nos serviços de streaming. O futuro para aí avança, com ou sem pandemia. Atenção que não acho que os cinemas vão deixar de existir, embora acredite que começam a diminuir números novamente. Começou-se algo que não acredito que vá parar. O Netflix vai lançar pelo menos um filme novo por semana, este ano. Só aí são 52. E eles continuam a comprar filmes que deveriam ter ido para cinema em 2020. A HBO Max vai passar a lançar todos os filmes grandes ao mesmo tempo que saírem (ou não) nos cinemas. A Warner, detentora da HBO e detida por um conglomerado qualquer, quer deixar de ser um estúdio dos artistas e passar a ser um grande do streaming. E a Disney é a Disney. Vão disparar cada vez mais conteúdos para o Disney+, seja Marvel, Star Wars, Pixar ou o novo Star, que sairá no final de Fevereiro e terá os conteúdos mais adultos Fox, que a empresa comprou. Ou seja, mesmo fechados em casa, cada vez teremos mais coisas para ver.
Voltando à «vaca fria», vi algumas coisas de jeito, mas não tantas como deveria, tendo em conta os números. Comecei a ver alguns «filmes de Óscares», antes de saber que o raio da cerimónia mudou para Abril. Despachei coisas que tinha há demasiado tempo em lista. Vi muita coisa com a minha senhora, pois estamos entre embaços grandes de séries.
Neste mês faço referência a Photograph, Big Time Adolescence, In the Shadow of the Moon, Promising Young Woman e The Vast of Night (por serem bons); Shadow in the Cloud (por ser tão mau, que é bom); Finding 'Ohana, Vaiana, Pixie e Magic Camp (por serem divertidos), mais The Three Musketeers e Sky High (por serem clássicos, para além de divertidos). Destaco Spontaneous como filme do mês, por ter sido uma alegre surpresa.
Não há assim tanto para ver, mas começam a sair cada vez mais coisas nos serviços de streaming. O futuro para aí avança, com ou sem pandemia. Atenção que não acho que os cinemas vão deixar de existir, embora acredite que começam a diminuir números novamente. Começou-se algo que não acredito que vá parar. O Netflix vai lançar pelo menos um filme novo por semana, este ano. Só aí são 52. E eles continuam a comprar filmes que deveriam ter ido para cinema em 2020. A HBO Max vai passar a lançar todos os filmes grandes ao mesmo tempo que saírem (ou não) nos cinemas. A Warner, detentora da HBO e detida por um conglomerado qualquer, quer deixar de ser um estúdio dos artistas e passar a ser um grande do streaming. E a Disney é a Disney. Vão disparar cada vez mais conteúdos para o Disney+, seja Marvel, Star Wars, Pixar ou o novo Star, que sairá no final de Fevereiro e terá os conteúdos mais adultos Fox, que a empresa comprou. Ou seja, mesmo fechados em casa, cada vez teremos mais coisas para ver.
Voltando à «vaca fria», vi algumas coisas de jeito, mas não tantas como deveria, tendo em conta os números. Comecei a ver alguns «filmes de Óscares», antes de saber que o raio da cerimónia mudou para Abril. Despachei coisas que tinha há demasiado tempo em lista. Vi muita coisa com a minha senhora, pois estamos entre embaços grandes de séries.
Neste mês faço referência a Photograph, Big Time Adolescence, In the Shadow of the Moon, Promising Young Woman e The Vast of Night (por serem bons); Shadow in the Cloud (por ser tão mau, que é bom); Finding 'Ohana, Vaiana, Pixie e Magic Camp (por serem divertidos), mais The Three Musketeers e Sky High (por serem clássicos, para além de divertidos). Destaco Spontaneous como filme do mês, por ter sido uma alegre surpresa.
Sunday, January 17, 2021
despachada: People of Earth
Não terminaram a história, o que é uma chatice. Pensava que já não se fazia disto. Quem é que cancela séries a meio da história? Voltámos aos anos 90?
Foi um projecto estranho. Parece ser mais um daqueles que saiem do SNL, mas desta feita com um tipo menos conhecido. Acredito mesmo que seja um dos escritores. Não desconfio do seu trabalho nessa área. Já a representação não é para ele, o que é particularmente grave quando é o personagem principal e quase todos os outros actores são infinitamente mais talentosos e são relegados para papéis secundários.
A premissa é engraçada. Um grupo de «maluquinhos» que acredita em alienígenas e que foram raptados em momentos da sua vida. Juntam-se num grupo terapêutico para lidar com o trauma. Acontece que o «malucos» afinal têm razão e existem mesmo alienígenas a raptar malta, para um qualquer propósito que acabamos por não descobrir, porque como referi, o raio da série foi cancelada antes de explicarem as coisas.
Tem uns momentos engraçados, mas não passa muito disso. Só irrita não saber para onde iam com a história.
Saturday, January 16, 2021
despachada: Boston Legal
Denny Crane
Essas são as duas palavras de ordem. A repetição dos nomes, em especial da estrela que não era a grande estrela do enredo (esse era Alan Shore), é a piada recorrente que agarrou e manteve maior parte dos fãs. Uma coisa tão simples como dizer um nome sempre que possível, mas o certo é que funciona. A coisa levava sempre a que estivessemos à espera que acontece, tendo aquela dose de endorfina a disparar quando acertávamos num momento de entrada. Denny Crane. E nem era só esse nome, sempre que se repetia o da empresa era um fartote, com cada personagem a dar-lhe o seu próprio toque pessoal. Mais ou menos irritado, mais ou menos sério.
O certo é que Crane, Poole & Schmidt era um sítio instável para se trabalhar. Na vida real, entenda-se. Na série era um sítio onde quase tudo era possível fazer, para os personagens principais. No nosso mundinho havia mudanças constantes de elenco, mesmo durante a própria temporada. Houve uma mudança quase completa da primeira para a segunda temporada, por exemplo. O elenco mudou sempre, de temporada para temporada, servindo um qualquer propósito de bastidores, mas nunca respeitando o conteúdo, em boa verdade. O mais ridículo é na última temporada, onde deixaram de tentar dar lugar a minorias, e todo o elenco são os que mais popularidade tinham (e menos tom de pele, qual coincidência).
Tirando esta parte, os processos legais eram absurdos. Havia casos a acontecer no próprio dia, só para ficar resolvido num episódio. Rigor inexistente em qualquer um deles, tudo em prol do drama. Pior, toda a gente naquele escritório (todos ricos e bem parecidos, atenção) era solteira, tirando os que acabam a andar uns com os outros, algo que durava apenas um par de episódios, só para dar aquele boost de audiências. E se se tornassem um casal, então lá saíam pela porta pequena, para dar lugar a alguém mais interessante (vulgo solteiro e bem parecido).
Denny Crane
Todos os processos eram ganhos não por apresentarem mais argumentos ou provas mas, maior parte das vezes, por fazerem discursos mais apaixonados que os outros. E, demasiadas vezes, falando de coisas maiores e inquestionavelmente erradas, só por terem uma relação, mesmo que marginal, com o crime. Qual era a cena do raio do salmão criado em quintas, afinal?
No fundo, é uma série tão realista como qualquer outra das de David E. Kelly (estou a olhar para ti, 90210). Tem é mais piada que as outras e faz um serviço notável de «quebrar a quarta parede». Dou-lhes todo o mérito nestes dois pontos. Ou seja, se procuram humor - em especial o politicamente incorrecto -, é um bom sítio. Se querem ver casos legais, vão para outras paragens.
Denny Crane
Tuesday, January 12, 2021
despachada: Timeless
Devo estar agradecido. Eu e os fãs da série. Timeless acabou por durar mais tempo do que seria expectável e, felizmente, conseguiu terminar a sua história. Muito mais apressadamente do que o previsto, mas ao menos não ficou pendurada, como muitas séries canceladas antes do seu tempo.
Acredito que Timeless seria caro demais. Falamos duma série sobre viagens no tempo, para vários pontos da história (norte-americana, claro). Implicava muita indumentária, atores secundários e extras, para além de vários cenários diferentes por episódio. Seria um orçamento apenas suportado por audiências ao nível de GoT ou Lost.
A realidade é que Timeless foi uma boa série, infelizmente fadada ao insucesso, devido à questão financeira. Alguém terá mesmo arranjado uma máquina do tempo, no futuro, mudado o «passado» e garantido que ao menos teria condições para terminar o enredo.
Parece-me uma óptima utilização para tamanha tecnologia.
Monday, January 11, 2021
despachada: Little Fires Everywhere
Será possível que acabei esta mini-série a odiar todas os personagens principais. Talvez odiasse também as secundárias. Confere que odeio algumas. Necessitaria talvez de saber mais um pouco sobre as restantes, suponho. Acredito que viesse a odiá-las também.
Faço notar que «odiar» toda a gente não é necessariamente mau. Uma boa série provoca emoções fortes. Sejam boas ou más. Mas isto foi um bocado levado ao extremo.
Começamos a mini-série com um incêndio grande. A premissa é a tradicional «quem é o culpado». Voltamos atrás no tempo para o descobrir, sendo levados na história por duas mães, uma delas supostamente «perfeita» e outra menos convencional. Ao longo dos episódios vamos descobrindo que ambas são horríveis e fazem mal aos respectivos filhos, apesar de acharem que tudo do melhor fazem. No fundo, fazem o melhor que conseguem. O que, neste caso, não é assim tanto. Ambas são egoístas e levam os seus interesses ao extremo. São seres humanos, claro. Mesmo há um ou dois momentos em que não há comiseração suficiente no mundo para aceitar determinadas decisões.
Pelo meio os respectivos filhos procuram o apoio da outra mãe, que consideram ser melhor que a que têm. Mais um erro. Até que no final tudo «explode» nesse magnífico espectáculo que é um grande incêndio.
A série é boa, atenção. As interpretações e interações entre as mães e algumas das outras personagens é notável. É só mais um daquelas casos em que, vendo de fora, achamos sempre que faríamos melhor, que somos melhores que o que vemos no ecrã. O que nem sempre é verdade.
Friday, January 1, 2021
top dos filmes do ano de 2020
Que ano tão...
Não vou adiantar-me sobre o que vivemos este ano. Quem sou eu para falar de algo tão trágico? Até porque que poderei acrescentar? Dou apenas o exemplo simples, de pequeníssima importância: fui uma vez ao cinema. Uma apenas.
Foi um bocadinho antes de tudo fechar. Foi uma óptima experiência, com um dos filmes que mais gostei de ver este ano. Foi apenas uma vez. Podia ter ido mais uma ou outra. Não havia muitas boas opções, mas havia coisas que queria ver, quando as salas reabriram. Tive medo. A verdade é essa. Não quis arriscar. E sendo verdade que abdicar de ir ao cinema está longe de ser a pior cena deste ano (muito, mas muito longe), não deixa de ser sintomático para um dos maiores problemas que ainda vamos enfrentar: o fecho de muita coisa.
Quando (se?) tudo voltar à normalidade, vamos ter muito menos salas de cinema disponíveis, assim como muito menos imensas outras coisas. Muito sítio, de várias áreas, vai fechar. Lojas, restaurantes, etc. Muita gente ficará sem emprego. Foi, é e continuará a ser, tudo extremamente assustador.
Como sempre, em vários momentos refugiei-me em filmes. Atingi o objectivo mestre que são os 200 filmes por ano. Tive dois meses com média dum filme por dia (curiosamente Maio e Dezembro, o primeiro e último mês da minha «aventura» mais recente no «sítio do costume»). Revi muita coisa (o que foi bom quase sempre) e forcei-me a ver coisas de menor qualidade (o que não foi bom quase sempre), porque este ano houve muito menos filmes para ver. Os estúdios guardaram quase todas as «armas» para quando tudo voltasse à normalidade. Vendo a coisa pela positiva, se tudo correr mesmo bem, teremos um 2021 em grande, com uma data de blockbusters.
Outro positivo disto foi a evolução dos serviços de streaming, que permitiu-nos ver grandes estreias no conforto e segurança (acima de tudo) do nosso sofá. O Netflix está um monstro ainda maior, a comprar tudo o que não tem como sair no cinema, mas precisa de ser lançado, com previsão de saírem filmes novos todas as semanas de 2021. O Disney+ superou todas as expectativas e é a grande aposta da empresa, que perdeu muito com os parques de diversões fechados este tempo todo (não tenho pena da Disney, atenção; continuam a ter mais dinheiro que todos nós juntos; indico apenas a realidade do que aconteceu) e foi uma das minhas alegrias este ano. A Warner chegou tarde à festa, para não variar, e está a tomar passos arriscados, que podem fazer ou desfazer a empresa e o HBO Max, em boa verdade. Para além de muitos outros, que ganharam o seu espaço.
Tudo isto foi uma pequena alegria para mim, no meio de tanta tristeza. Sou um gajo que gosta de ver filmes e séries, mas que também é muito comodista. Se puder ter serviços em que apenas tenho de clicar num botão para ver novidades, então serei alguém bem feliz. Mas, como toda a gente, também tenho saudades de ir a sítios, em especial a salas de cinema. Como todos nós, espero poder voltar a fazê-lo em breve.
Chega então de deambulações inúteis. A lista do ano - sem qualquer ordem específica - segue abaixo. Faço apenas notar que não incluí revisionamentos de comic book movies da Marvel apenas para não esticar ainda mais a lista, apesar de, para mim, serem sempre todos eles «filmes do ano».
The Farewell, Where'd You Go, Bernadette, Gisaengchung, Jojo Rabbit e The Trial of the Chicago 7 (pelos «prémios»)
Little Monsters, The Lovebirds, Palm Springs, The Broken Hearts Gallery, Love and Monsters, Band Aid, The Half of It, Dating Amber e Every Day (pela diversão em dupla)
Birds of Prey: And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn (único comic book movie da lista e a tal única ida ao cinema)
A League of Their Own, A Day At the Races, Go West, Working Girl, Scrooged, Big Business (revisionamentos felizes de clássicos)
Abominable, Ralph I e II, Croods I e II, Onward, Klaus, Soul (pela «animação»)
Jumanji: The Next Level
Captive State
One Cut of the Dead
A Rainy Day in New York
The Gentlemen
The Personal History of David Copperfield
Ruth
Imagine Me & You (único revisionamento de não «clássico», presente nesta lista pelo especial que é para o EuVejoFilmes)
Noelle, The Christmas Chronicles I e II (exemplificativos do óptimo visionamento adequado à época festiva em questão)
Quando (se?) tudo voltar à normalidade, vamos ter muito menos salas de cinema disponíveis, assim como muito menos imensas outras coisas. Muito sítio, de várias áreas, vai fechar. Lojas, restaurantes, etc. Muita gente ficará sem emprego. Foi, é e continuará a ser, tudo extremamente assustador.
Como sempre, em vários momentos refugiei-me em filmes. Atingi o objectivo mestre que são os 200 filmes por ano. Tive dois meses com média dum filme por dia (curiosamente Maio e Dezembro, o primeiro e último mês da minha «aventura» mais recente no «sítio do costume»). Revi muita coisa (o que foi bom quase sempre) e forcei-me a ver coisas de menor qualidade (o que não foi bom quase sempre), porque este ano houve muito menos filmes para ver. Os estúdios guardaram quase todas as «armas» para quando tudo voltasse à normalidade. Vendo a coisa pela positiva, se tudo correr mesmo bem, teremos um 2021 em grande, com uma data de blockbusters.
Outro positivo disto foi a evolução dos serviços de streaming, que permitiu-nos ver grandes estreias no conforto e segurança (acima de tudo) do nosso sofá. O Netflix está um monstro ainda maior, a comprar tudo o que não tem como sair no cinema, mas precisa de ser lançado, com previsão de saírem filmes novos todas as semanas de 2021. O Disney+ superou todas as expectativas e é a grande aposta da empresa, que perdeu muito com os parques de diversões fechados este tempo todo (não tenho pena da Disney, atenção; continuam a ter mais dinheiro que todos nós juntos; indico apenas a realidade do que aconteceu) e foi uma das minhas alegrias este ano. A Warner chegou tarde à festa, para não variar, e está a tomar passos arriscados, que podem fazer ou desfazer a empresa e o HBO Max, em boa verdade. Para além de muitos outros, que ganharam o seu espaço.
Tudo isto foi uma pequena alegria para mim, no meio de tanta tristeza. Sou um gajo que gosta de ver filmes e séries, mas que também é muito comodista. Se puder ter serviços em que apenas tenho de clicar num botão para ver novidades, então serei alguém bem feliz. Mas, como toda a gente, também tenho saudades de ir a sítios, em especial a salas de cinema. Como todos nós, espero poder voltar a fazê-lo em breve.
Chega então de deambulações inúteis. A lista do ano - sem qualquer ordem específica - segue abaixo. Faço apenas notar que não incluí revisionamentos de comic book movies da Marvel apenas para não esticar ainda mais a lista, apesar de, para mim, serem sempre todos eles «filmes do ano».
The Farewell, Where'd You Go, Bernadette, Gisaengchung, Jojo Rabbit e The Trial of the Chicago 7 (pelos «prémios»)
Little Monsters, The Lovebirds, Palm Springs, The Broken Hearts Gallery, Love and Monsters, Band Aid, The Half of It, Dating Amber e Every Day (pela diversão em dupla)
Birds of Prey: And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn (único comic book movie da lista e a tal única ida ao cinema)
A League of Their Own, A Day At the Races, Go West, Working Girl, Scrooged, Big Business (revisionamentos felizes de clássicos)
Abominable, Ralph I e II, Croods I e II, Onward, Klaus, Soul (pela «animação»)
Jumanji: The Next Level
Captive State
One Cut of the Dead
A Rainy Day in New York
The Gentlemen
The Personal History of David Copperfield
Ruth
Imagine Me & You (único revisionamento de não «clássico», presente nesta lista pelo especial que é para o EuVejoFilmes)
Noelle, The Christmas Chronicles I e II (exemplificativos do óptimo visionamento adequado à época festiva em questão)
Thursday, December 31, 2020
filme do mês: Dezembro '20
Pimba! 31 filmes em 31 dias. Foi quase até ao último minuto. Claro que a temática que sobressai é o Natal. Duh! Que outra deveria ser? Filmes com o Coelho da Páscoa? Hum... Talvez para o ano. Não me parece má ideia.
Olhando para a lista, no entanto, não há assim tanta coisa que dê para destacar. Sim, gostei de ver os filmes de Natal com o Kurt Russell ou a Anna Kendrick, claro. Adorei rever o Big Business e o Scrooged. É uma lista extensa mas não com muita coisa boa. Até porque vi Tenet e WW84, supostamentes dois dos «filmes do ano», e... Que desilusão.
No entanto, vi dois colossos e não sei bem qual deve ser o filme do mês. Soul é um mega filme Pixar, cheio de mensagem, sentimento e inteligência, mas Klaus... Klaus é um excelente filme de Natal, que deveria ter recebido muito mais louros quando saiu. É um filme também todo ele cheio de sentimento e criatividade, perfeito para a época.
Olhando para a lista, no entanto, não há assim tanta coisa que dê para destacar. Sim, gostei de ver os filmes de Natal com o Kurt Russell ou a Anna Kendrick, claro. Adorei rever o Big Business e o Scrooged. É uma lista extensa mas não com muita coisa boa. Até porque vi Tenet e WW84, supostamentes dois dos «filmes do ano», e... Que desilusão.
No entanto, vi dois colossos e não sei bem qual deve ser o filme do mês. Soul é um mega filme Pixar, cheio de mensagem, sentimento e inteligência, mas Klaus... Klaus é um excelente filme de Natal, que deveria ter recebido muito mais louros quando saiu. É um filme também todo ele cheio de sentimento e criatividade, perfeito para a época.
Por ter sido visto na altura perfeita, suponho que tem de ser.
Monday, December 21, 2020
despachada: Corporate
Que bela série!
Não estava nada à espera. Pensava que seria uma coisa meio tola, com com um ou outro bom momento. Não, é algo pessoal. Vê-se dedicação dos criadores para fazerem algo que lhes é querido. Está cheia de bons pormenores e tem «continuidade» até ao final. Não é uma coisa «episódica», como maior parte que anda por aí.
E o episódio da reunião é qualquer coisa de genial. Quem nunca esteve numa reunião destas, em que só apetece mandar toda a gente bugiar e sair dali para fazer qualquer coisa minimamente mais útil?
Havendo possibilidade, vejam Corporate. É bem fixe.
Monday, November 30, 2020
filme do mês: Novembro '20
OK, assim sim.
Não foram muitos, mas houve variedade, algumas boas surpresas e um par deles bem fixes. A escolha fica difícil, e não consigo deixar de mencionar clássicos como o Overnight Delivery, coisas «verídicas» e mais sérias como The Trial of the Chicago 7, The Boys in the Band ou Bad Education, ou mesmo os mais bem dispostos Band Aid, Save Yourselves, Love and Monsters ou The Broken Hearts Gallery.
O destaque vai para o filme que me leva a uma fase específica da vida, onde tentei (e consegui, de alguma forma) encontrar um espaço para dizer parvoíces. O «filme deste mês» é Imagine Me & You.
Não foram muitos, mas houve variedade, algumas boas surpresas e um par deles bem fixes. A escolha fica difícil, e não consigo deixar de mencionar clássicos como o Overnight Delivery, coisas «verídicas» e mais sérias como The Trial of the Chicago 7, The Boys in the Band ou Bad Education, ou mesmo os mais bem dispostos Band Aid, Save Yourselves, Love and Monsters ou The Broken Hearts Gallery.
O destaque vai para o filme que me leva a uma fase específica da vida, onde tentei (e consegui, de alguma forma) encontrar um espaço para dizer parvoíces. O «filme deste mês» é Imagine Me & You.
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