Há cerca de ano e pouco, estava eu a perder imenso tempo a fazer o post de melhores filmes vistos em 2020, e decidi que estes posts de «filme do mês» deveriam ter uma selecção maior, de modo a ajudar-me depois com o post de fim do ano. Acontece que o feito há um mês atrás demorou tanto ou mais tempo que no ano anterior. O maior problema é que agora... Agora já estou a fazer estes desta forma. Não dá para voltar atrás. Pelo menos enquanto tiver tempo para os fazer.
Pois bem, havendo tempo, hoje em dia, revejo coisas populares (Planet of the Apes 1, 2, 3, mais Matrix 1, 2, 3), vejo alguns blockbusters em atraso (Ghostbusters: Afterlife, Don't Look Up, Matrix Resurrections), encontro ainda algumas coisas fofinhas por aí (Tender Bar, Mixtape) e sou surpreendido por twists (Language Lessons, Last Night in Soho, Red Rocket).
Dou destaque maior a Verdens Verste Menneske porque não via algo assim simples, embora complexo, há algum tempo. Isso e sinto que «descobri» um realizador novo. Não descobri nada, na verdade. Ele anda nisto há anos e Menneske está em todas as listas ou de «melhores filmes de 2021», ou «melhores a sair em 2022» (em mercados específicos, que só agora compraram o filme).
Monday, January 31, 2022
Monday, January 17, 2022
despachada: PEN15
Esta série surpreendeu em vários sentidos.
OK. Foi uma boa maneira de começar o texto. É uma frase que cativa a atenção. O resto não vai estar à altura. Estará num nível baixo, como é hábito. Hey, não quero que ninguém saia daqui enganado(a). Só isso.
PEN15 foi uma daquelas séries que vi em todo o lado. Todo o lado online por onde «ando», pelo menos. A malta que sigo terá empolgado a coisa. Parecia ser a última Coca-Cola no sítio com areia. Conhecia uma das criadoras doutras paragens. Poderá ser alguém em ascenção, mas o tempo logo o dirá/provará. A série é algo no género de Big Mouth. Ambas terão sucesso pois falam das agruras duma idade específica que, pelos vistos, fala muito aos Americanos de certas gerações. É a idade em que nem é carne, nem é peixe. Começas a deixar de ser criança, para ser adolescente, mas ainda não estás lá. Pre-teen. Middle school. Nós não temos estes conceitos. O pré-adolescente talvez, mas mais como uma referência do que aí vem, na verdade. Uma espécie de «winter is coming» para pais.
Falo eu do alto do meu pedestal, que tenho tanta experiência e conhecimento disto, como de plantar batatas ou escultura no séc. IX.
Porque digo então que a série surpreendeu? Primeiro porque foi louvada por muita gente. Porque elevou a narrativa dum período traumático (para alguns) para série «real» e não de animação, como Big Mouth. Com todos os riscos que isso implica. Eram duas adultas no meio de miúdos, a agir como eles, de igual para igual. É óbvio que usaram duplos adultos para as cenas mais sexuais, mas mesmo assim foi arriscado. Porque parecia destinada a ter alguma duração e deixar um marco. E porque, no final, foi cancelada/terminada após apenas duas temporadas.
Não tenho informação suficiente porque acabou. É possível que tenha a ver com a pandemia. A segunda temporada foi interrompida e demorou bastante tempo a retomar, como muitas outras séries. Poderá ter complicado as coisas. Ou então alguém achou que, efectivamente, era demasiado ter duas adultas a agir como adolescentes. Embora, convenhamos, o que não falta por aí são adultos/crianças.
Por fim, a mim supreendeu-me pois esperava uma série mais comédia tonta, e acabou por ser para pensar e lidar com traumas. Não foi uma má surpresa. Acabei por achar «piada» à série. Mas começa a ser difícil encontrar algo bom, que seja só mesmo para rir e não me obrigue a analizar os meus traumas enquanto criança, adulto ou apenas ser humano. Quero tempo descontraído no sofá e não de psico-análise. É pedir muito?
Sunday, January 9, 2022
despachada: The White Queen
Cá está então a prequela da outra série que vi, que não é prequela nenhuma. Simplemente vi fora de ordem. Vi a sequela antes do original. Foi chato. Houve coisas em Queen que nada surpreenderam (e era suposto), pois já sabia o que ia acontecer em Princess. Ou se lesse um livro de História, suponho.
Não deixou de ter piada. Porque mesmo sabendo o resultado final, foi engraçado de se ver como chegaram lá. Uma espécie de saber que a tua equipa ganhou 5-0. O resultado não será supresa e até sabes em que minutos foram os golos, mas não deixas de querer saber como foram as jogadas que os deram.
Queen e Princess sofrem do mesmo problema. Demasiado tempo e narrativa passam, sem que os personagens mudem sequer de penteado. Um rei e rainha têm seis filhos, mas o penteado dela ou a barba dele mantêm-se exactamente com o mesmo tamanho. Os vestidos são genericamente os mesmos, ao longo de décadas. Não há sequer um cabelo branco. OK OK, naquela altura toda a gente morria antes de ter cabelos brancos. «Velhos» era gente que tinha 30 anos. Eu estaria morto há muito tempo. Mesmo assim. As pessoas mudam um bocadinho de aspecto. Especialmente se estiverem envolvidos em guerras e afins. Tira um pouco o «realismo» à coisa. Perdemos noção de urgência ou continuidade.
O único momento em que houve alterações de aspecto foi quando mudaram os actores da primeira para a segunda série, de Queen para Princess. Os personagens são os mesmos. Os actores é que não. O que até é algo parvo. Se têm mantido o elenco, ao menos assim os personagens/actores envelheciam um pouco. Mantiveram uma actriz, vá. O resto foi questões de contratos/salários?
Wednesday, January 5, 2022
despachada: Insecure
Em certas questões, a série deu uma volta de 180º, desde o princípio ao fim. Não foi um desenrolar que tenha gostado muito. Mas houve muitos outros que gostei bastante.
Quis ver Insecure pelos motivos errados. Conhecia uma das actrizes, produtora e escritora da série, dum episódio de The Characters, da Netflix. Foi das melhores dessa série, senão mesmo a melhor. Achava eu que Insecure seria uma série cómica. E é muito divertida, em variadíssimos momentos. Issa Rae tem vários talentos, e um deles é ter piada. Mas não é uma série cómica. É uma série inteligente, com vários momentos de humor, também eles bem espertos. Segue um período na vida dum grupo de mulheres, com Issa à cabeça, em que passam pelos momentos da vida que todos passamos. Amor, desgostos deste, perda, traições, ambições, desiluções, sucessos e tudo mais. E passam ainda por outros momentos que nem todos passamos. Momentos que homens não passam, de certeza. E momentos que caucasianos não passam.
Não é o principal. Não é só uma série sobre questões raciais. Mas também é. Porque é algo muito presente na vida de muitas pessoas.
Gostei de Insecure em maior parte do seu todo. Houve partes que não eram claramente para mim. E é OK. Não faço questão alguma que tudo seja para mim (excepção feita a bolos de chocolate). É efectivamente uma boa série. Ainda há dias vi-a numa lista de melhores séries da HBO, bem lá no topo, na companhia de Veep ou Sopranos. Confirma-se assim que não sou o único a dizê-lo.
Saturday, January 1, 2022
top dos filmes do ano de 2021
Sinto que este post será já uma espécie de tradição. Pelo menos para mim. Mas mais do que relembrar os filmes que vi (que também faço), acabo sempre por reler estes posts anuais. E, se por um lado ajuda-me a relembrar filmes que gostei mas dos quais já não tinha qualquer ideia (é para isso que servem estes blogues, na verdade), acontece que acabo também por relembrar o que foi a última década e pouco.
Era um tipo bastante negativo, até que coisas verdadeiramente deprimentes aconteceram e puseram tudo em perspectiva. Contrariamente ao que sempre pensei que pudesse acontecer, a verdade é que cresci alguma coisa nos últimos cinco anos. Ali a partir dos «horrores dos horrores», procurei ver mais o positivo e não tanto o negativo. Sobre a vida, atenção. Continuo e continuarei a «adorar» ver filmes de m€rd@ e a cascar neles como puder. Se bem que o post do ano passado... Chiça, que estávamos todos num burado gigantesco. Não, a economia não está brilhante. Sim, alguns cinemas fecharam e, quiçá, poderão ainda alguns vir a fechar. Mas o mundo não terminou. Felizmente.
Assim, choraminguices à parte, este ano foram 301 filmes vistos. Nas salas de cinema vi... Não vou dizer números, para alguém que não interessa não se meter a fazer matemática que possa lixar-me. Foram uns quantos em plena sala de cinema. E souberam-me pela vida. Foi das melhores coisas que voltei a fazer. Podiam ter sido mais. Deveriam ter sido mais. Mas o comodismo, o preço dos bilhetes e ter três serviços de streaming (houve um quarto em fase trial, a certa altura) que permitem-me ver coisas no sofá, só clicando em apps no telemóvel... jESUS, que momento bonito das nossas vidas. Fora testes constantes de COVID, gente ainda a morrer, outra gente a recusar-se a ser vacinada (e a morrer), o Benfas que não ganha nada a não ser novos processos em tribunal e muito tragédia, constante, diária, em todo o lado. Tirando tudo isso, adoro que o streaming seja um negócio, que até para mim é rentável (não financeiramente; não vamos pensar nisso, que fico deprimido, porque se há coisa que nasci para ser é utilizador destes sistemas).
O ano foi porreiro. Não teve stresses de maior. Só os do costume. E vi taaaanta coisa. Filmes e séries. Muito lixo. Muito revisionamento porque... (Ver frase anterior do que há muito por aí.) E vi Marvel! Bué Marvel. Depois de 2020 na secura, voltaram com tudo do ano passado, mais umas coisas adaptadas ao universo pandemia em que vivemos, mais o que era suposto sair este ano. Foi quase tudo espectacular. E a tendência é para crescer. Porque o modelo de séries na Disney+ é para continuar. Todo eu sou uma criança rejubilante.
Assim sendo e procurando não alongar-me muito (too late), fica abaixo a famigerada lista dos filmes que mais gostei, vistos neste ano que passou.
- Spontaneous (Jan.), Little Fish (Fev.), Boss Level (Mar.), The Mitchells vs. The Machines (Abr.), Post Grad (Mai.), Raya and the Last Dragon (Jun.), Bem Bom (Jul.), Free Guy (Ago.), Vacation Friends (Set.), Dune (Out.), Serenity (Nov.) e Last Train to Christmas (Dez.) foram os respectivos «filmes do mês», por motivos diversos. Atenção que alguns não pelos melhores motivos. É o que é.
- Man of Steel, Batman v Superman: Dawn of Justice e Justice League (revisionamentos, em preparação para «malhar» no Zach Snyder's Justice League).
- Black Widow 1.ª e 2.ª vez, Avengers Infinity War e Endgame (pela enésima, mas longe de ser a última vez), Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings 1.ª e 2.ª vez, Eternals, Spider-Man «Home Trilogy» I, II e III (desta feita segue lista toda de filmes Marvel (bons, entenda-se) que vi, para além das séries Disney+ WandaVision, The Falcon and the Winter Soldier, Loki, What If? e Hawkeye).
- Vaiana, Wolfwalkers, Luca, Vivo, Injustice, Ron's Gone Wrong, Batman: The Dark Knight Returns - Partes 1 e 2, Encanto e Klaus (animações das boas).
- The Three Musketeers, See No Evil, Hear No Evil, The Air Up There, Coming to America, Mystery, Alaska, Sky High, The Woman in Red, V.I. Warshawski, Ruthless People, Romancing the Stone, Planes, Trains & Automobiles, Summer Rental, Brewster's Millions, About Time, Edge of Tomorrow, Star Trek I, II e III (clássicos revistos e ainda mui apreciados).
- Godzilla vs. Kong, Mortal Kombat, Hitman's Wife's Bodyguard, The Tomorrow War, Wrath of Man, A Quiet Place Part II, Cruella, F9, No Time to Die e Red Notice (blockbusters, o género que não se devia gostar tanto, mas que cada vez mais é essencial para manter tudo à tona).
- Brightburn, The Map Of Tiny Perfect Things, Nobody, A Mãe é Que Sabe, Unpregnant ou Plan B, Small Engine Repair, Kate, Ride The Eagle e Colossal (alegres surpresas).
- Promising Young Woman, Uncle Frank, Druk, It, Parque Mayer, CODA, Together, Stillwater, The Devil All the Time, The Good Liar e tick, tick...BOOM! (bons filmes).
- Shadow in the Cloud, Teen Spirit, Willy's Wonderland, Jolt, Gunpowder Milkshake, Love Hard e A Castle for Christmas (tão maus, que acabaram por ser bons; ou seja, guilty pleasures).
PS - Se tudo correr bem conto ter menos tempo para ver coisas em 2022. Será positivo. Se não acontecer, algo irá mal no reino (quase literal) onde tenho as minhas coisas.
PPS - Será também o ano em que volto a referir-me a serviços de streaming no feminino. Ou seja, «as» Netflix, HBO ou Disney+. Em tempos ponderei e decidi-me pelo masculino. Não terá sido a decisão mais acertada. Sinto falta de ter revisores na vida. A verdade é essa.
Era um tipo bastante negativo, até que coisas verdadeiramente deprimentes aconteceram e puseram tudo em perspectiva. Contrariamente ao que sempre pensei que pudesse acontecer, a verdade é que cresci alguma coisa nos últimos cinco anos. Ali a partir dos «horrores dos horrores», procurei ver mais o positivo e não tanto o negativo. Sobre a vida, atenção. Continuo e continuarei a «adorar» ver filmes de m€rd@ e a cascar neles como puder. Se bem que o post do ano passado... Chiça, que estávamos todos num burado gigantesco. Não, a economia não está brilhante. Sim, alguns cinemas fecharam e, quiçá, poderão ainda alguns vir a fechar. Mas o mundo não terminou. Felizmente.
Assim, choraminguices à parte, este ano foram 301 filmes vistos. Nas salas de cinema vi... Não vou dizer números, para alguém que não interessa não se meter a fazer matemática que possa lixar-me. Foram uns quantos em plena sala de cinema. E souberam-me pela vida. Foi das melhores coisas que voltei a fazer. Podiam ter sido mais. Deveriam ter sido mais. Mas o comodismo, o preço dos bilhetes e ter três serviços de streaming (houve um quarto em fase trial, a certa altura) que permitem-me ver coisas no sofá, só clicando em apps no telemóvel... jESUS, que momento bonito das nossas vidas. Fora testes constantes de COVID, gente ainda a morrer, outra gente a recusar-se a ser vacinada (e a morrer), o Benfas que não ganha nada a não ser novos processos em tribunal e muito tragédia, constante, diária, em todo o lado. Tirando tudo isso, adoro que o streaming seja um negócio, que até para mim é rentável (não financeiramente; não vamos pensar nisso, que fico deprimido, porque se há coisa que nasci para ser é utilizador destes sistemas).
O ano foi porreiro. Não teve stresses de maior. Só os do costume. E vi taaaanta coisa. Filmes e séries. Muito lixo. Muito revisionamento porque... (Ver frase anterior do que há muito por aí.) E vi Marvel! Bué Marvel. Depois de 2020 na secura, voltaram com tudo do ano passado, mais umas coisas adaptadas ao universo pandemia em que vivemos, mais o que era suposto sair este ano. Foi quase tudo espectacular. E a tendência é para crescer. Porque o modelo de séries na Disney+ é para continuar. Todo eu sou uma criança rejubilante.
Assim sendo e procurando não alongar-me muito (too late), fica abaixo a famigerada lista dos filmes que mais gostei, vistos neste ano que passou.
- Spontaneous (Jan.), Little Fish (Fev.), Boss Level (Mar.), The Mitchells vs. The Machines (Abr.), Post Grad (Mai.), Raya and the Last Dragon (Jun.), Bem Bom (Jul.), Free Guy (Ago.), Vacation Friends (Set.), Dune (Out.), Serenity (Nov.) e Last Train to Christmas (Dez.) foram os respectivos «filmes do mês», por motivos diversos. Atenção que alguns não pelos melhores motivos. É o que é.
- Man of Steel, Batman v Superman: Dawn of Justice e Justice League (revisionamentos, em preparação para «malhar» no Zach Snyder's Justice League).
- Black Widow 1.ª e 2.ª vez, Avengers Infinity War e Endgame (pela enésima, mas longe de ser a última vez), Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings 1.ª e 2.ª vez, Eternals, Spider-Man «Home Trilogy» I, II e III (desta feita segue lista toda de filmes Marvel (bons, entenda-se) que vi, para além das séries Disney+ WandaVision, The Falcon and the Winter Soldier, Loki, What If? e Hawkeye).
- Vaiana, Wolfwalkers, Luca, Vivo, Injustice, Ron's Gone Wrong, Batman: The Dark Knight Returns - Partes 1 e 2, Encanto e Klaus (animações das boas).
- The Three Musketeers, See No Evil, Hear No Evil, The Air Up There, Coming to America, Mystery, Alaska, Sky High, The Woman in Red, V.I. Warshawski, Ruthless People, Romancing the Stone, Planes, Trains & Automobiles, Summer Rental, Brewster's Millions, About Time, Edge of Tomorrow, Star Trek I, II e III (clássicos revistos e ainda mui apreciados).
- Godzilla vs. Kong, Mortal Kombat, Hitman's Wife's Bodyguard, The Tomorrow War, Wrath of Man, A Quiet Place Part II, Cruella, F9, No Time to Die e Red Notice (blockbusters, o género que não se devia gostar tanto, mas que cada vez mais é essencial para manter tudo à tona).
- Brightburn, The Map Of Tiny Perfect Things, Nobody, A Mãe é Que Sabe, Unpregnant ou Plan B, Small Engine Repair, Kate, Ride The Eagle e Colossal (alegres surpresas).
- Promising Young Woman, Uncle Frank, Druk, It, Parque Mayer, CODA, Together, Stillwater, The Devil All the Time, The Good Liar e tick, tick...BOOM! (bons filmes).
- Shadow in the Cloud, Teen Spirit, Willy's Wonderland, Jolt, Gunpowder Milkshake, Love Hard e A Castle for Christmas (tão maus, que acabaram por ser bons; ou seja, guilty pleasures).
PS - Se tudo correr bem conto ter menos tempo para ver coisas em 2022. Será positivo. Se não acontecer, algo irá mal no reino (quase literal) onde tenho as minhas coisas.
PPS - Será também o ano em que volto a referir-me a serviços de streaming no feminino. Ou seja, «as» Netflix, HBO ou Disney+. Em tempos ponderei e decidi-me pelo masculino. Não terá sido a decisão mais acertada. Sinto falta de ter revisores na vida. A verdade é essa.
Friday, December 31, 2021
filme do mês: Dezembro '21
Houve dois objectivos cumpridos. Despachei os filmes de Natal que tinha em lista. Desta feita mais perto da época em questão. E consegui atingir o número que queria: 300 filmes vistos este ano. A última parte foi em esforço, já que no final do mês sabia que não teria tempo. O mês foi mais curto, mas deu para chegar aos 301 posts/filmes. Não é brincadeira.
Essa é a parte positiva. A negativa é que, olhando para o todo do mês, não foi assim um grande conjunto de filmes. Não há assim muita qualidade. Há um blockbuster ou outro. Uns revisionamentos porreiros. Mas não é um volume grande de enorme qualidade.
De qualquer modo, alguns destaques: Ron's Gone Wrong e Encanto (boas animações), assim como Batman: The Dark Knight Returns - Partes 1 e 2 (excelente adaptação), Single All the Way, Father Christmas is Back e A Castle for Christmas (maus filmes de Natal, que dão a volta), 8-Bit Christmas, A Boy Called Christmas e Klaus (bons filmes de Natal), Star Trek I, II e III (o tal revisionamento) e, como «filme do mês», por ser original e de Natal, Last Train to Christmas.
Essa é a parte positiva. A negativa é que, olhando para o todo do mês, não foi assim um grande conjunto de filmes. Não há assim muita qualidade. Há um blockbuster ou outro. Uns revisionamentos porreiros. Mas não é um volume grande de enorme qualidade.
De qualquer modo, alguns destaques: Ron's Gone Wrong e Encanto (boas animações), assim como Batman: The Dark Knight Returns - Partes 1 e 2 (excelente adaptação), Single All the Way, Father Christmas is Back e A Castle for Christmas (maus filmes de Natal, que dão a volta), 8-Bit Christmas, A Boy Called Christmas e Klaus (bons filmes de Natal), Star Trek I, II e III (o tal revisionamento) e, como «filme do mês», por ser original e de Natal, Last Train to Christmas.
Parece muito, mas não é. Mesmo destes, no meio de 30, não há muitos que recomendaria a 100%.
Wednesday, December 22, 2021
despachada: Hawkeye
Poderá ser prematuro dizer que a série não terá segunda temporada, embora seja mais uma que a Disney catalogou como «mini-série», assim como WandaVision ou The Falcon and The Winter Soldier. De qualquer forma, mesmo sem esse dado, acredito que isto tenha sido um one off. Não que haja mal nisso. Foi uma forma de destacar o único Avenger original que não teve direito a filme, assim como uma boa maneira de introduzir o segundo Hawkeye do universo Marvel. Sim, é verdade, agora há não uma, mas duas versões do Avenger menos popular.
E a verdade é que esse parece ser o caminho da Marvel Studios. Querem introduzir os Young Avengers, os Defenders Jr. ou mesmo os dois grupos. Já existem alguns destes personagens no Universo e mais virão para o ano. Desta forma conseguem contar as novas histórias que vão sendo contadas na BD, conseguem alcançar um público mais novo e com outras prioridades, e não precisam assinar novos contratos por valores exorbitantes com os actores que, entretanto, também à custa destes filmes e séries, tornaram-se super famosos.
Sobre a série em si, parecerá redutor dizê-lo, mas para mim foi a terceira melhor série Marvel deste ano. Houve cinco, o que é tão espectacular, em tantos sentidos. WandaVision, para mim, «leva o bolo», os prémios e tudo mais. Loki foi brilhante, também. What If? está mais ou menos empatada com Hawkeye, mas a segunda ganha, na minha perspectiva, por ser live action. Acredito ser sempre mais complicado adaptar uma história de BD neste formato. Para mal dos meus pecados, Falcon até foi giro, mas está muito longe das outras. Em termos de tudo, na verdade.
Hawkeye tem muito, ou mesmo quase tudo, da excelente série de livros de Matt Fraction e David Aja. E por muito que isso seja uma óptima ideia dos criadores da série, aqui está o único defeito da mesma. Enquanto Fraction está creditado, Aja foi completamente ignorado, o que é absurdo. Toda a imagem da série está na arte de Aja. E ignorar a criatividade deste ilustrador parece-me, no mínimo, criminoso.
Não deve ser ignorado, este ponto, atenção. Mas não querendo acabar o post de forma negativa, pois as demais pessoas envolvidas - e que não terão tido poder de decisão sobre o assunto - não merecem, Hawkeye tem ainda o pormenor maravilhoso que, como o novo filme do Spider-Man, foi buscar um dos actores das séries Marvel do Netflix, que interpretaram maravilhosamente os respectivos personagens. E isso foi, assim como esta e as demais séries deste ano, uma prenda incrível.
Thursday, December 16, 2021
despachada: The White Princess
It's God's will justifica praticamente tudo. Desde guerras a coisas um pouco mais egoístas, como matar crianças, para que o próprio filho não tenha concorrentes ao trono. Assim, coisas simples ou um pouco mais complicaditas, tudo com a bandeira que o «Outro» tem planos na Terra, com gente específica. Pois claro.
Não estava à espera, mas White Princess até que foi interessante. Mais que não seja pela dúvida: é ou não é o verdadeiro herdeiro ao trono? O verdadeiro problema é que vi coisas fora de ordem. Há uma outra mini-série no HBO chamada White Queen. Pensava eu ser a mesma coisa, mais ou menos. Ou, mais que não seja, que a rainha seria a sequela da princesa. Mas não, é ao contrário. E agora, para todos os efeitos, já sei o fim da história.
Oh well. I's God's will... Suponho.
Tuesday, November 30, 2021
filme do mês: Novembro '21
Em termos de números, foi o terceiro melhor deste ano e o mês em que alcancei o 4.º melhor ano do blogue. Reforço, apenas e só em termos de números. Foi também o mês com maior blockbusters, novos e antigos, parece-me. Não fui confirmar. Não estou assim tão investido na coisa, apesar de gostar de números e conversa sobre os mesmos. Em termos de filmes foi um mês porreiro. Em relação a tudo o resto... Meh!
Destaques do mês vão para The Good Liar, The Eyes of Tammy Faye, tick, tick...BOOM! e Finch (pelas representações), Love Hard (pelo momento em que foi visto e por um em especial durante), Injustice (pela criatividade e gore), No Time to Die, Edge of Tomorrow e Red Notice (pelos «tirinhos») e The Harder They Fall (pelo elenco). Já o destaque maior vai para Serenity, porque merece sempre todo o destaque possível.
Destaques do mês vão para The Good Liar, The Eyes of Tammy Faye, tick, tick...BOOM! e Finch (pelas representações), Love Hard (pelo momento em que foi visto e por um em especial durante), Injustice (pela criatividade e gore), No Time to Die, Edge of Tomorrow e Red Notice (pelos «tirinhos») e The Harder They Fall (pelo elenco). Já o destaque maior vai para Serenity, porque merece sempre todo o destaque possível.
Thursday, November 11, 2021
despachada: I May Destroy You
I May Destroy You ganhou uma data de prémios, especialmente a actriz principal e criadora da série. São merecidos. É uma história intensa, sem ser excessivamente dramática, pessoal e muito marcante. No futuro poderá ser uma série exemplificativa dos tempos em que vivemos. Um período que esperemos traga muitas mudanças a como funcionamos enquanto sociedade. É a parte optimista de mim que escreve estas palavras. Há um outro lado que sabe que demorará ainda bastante tempo para que isso aconteça, infelizmente.
Porque sim, I May Destroy You faz-me sentir sujo e culpado, sendo um homem branco nesta sociedade, apesar de não ter feito nada tão grave como maior parte dos palermas na série (e na vida da moça). De qualquer modo, continuo a ser parte do problema. O que é uma m€rd@.
O final foi um pouco «fora», tendo em conta o resto dos episódios. Mas finais são sempre complicados de escrever/fazer. Depois de «levar-nos ao pico» em vários momentos, ao longo dos episódios, seria sempre complicado culminar a coisa. Não deixa de ser um óptimo visiomanento, por vários motivos.
Wednesday, November 10, 2021
despachada: Supergirl
A última temporada e meia foi um martírio. Só terminei porque gostei da série até esse ponto.
Supergirl sofreu muito com a pandemia. A produção foi interrompida perto do fim da penúltima temporada. Os últimos episódios foram uma colagem do que tinha já sido filmado, com umas cenas antigas e um pouco do que se conseguiu filmar, com a pós-produção possível (que não foi muita). Isto numa altura em que o final da série estava à vista.
E é pena. Eu tenho bastante pena. Porque começou muito bem. Não sou o público-alvo, mas sinto que Supergirl, a série e a personagem, serviram para inspirar jovens moçoilas e moçoilos a serem mais honestos, bondosos, corajosos e melhores pessoas. Foi sempre uma série com uma mensagem muito positiva e foi quase sempre divertida de se ver. Tinha muito humor, sabia não levar-se demasiado a sério e teve até alguma acção fixe, tendo em conta os limites orçamentais de séries televisivas. Juntando a Legends, Flash e a melhor fase de Arrow, o conjunto fez um bom Arrowverse, com histórias bem fixes de crossovers, que começaram mais ou menos na altura que Supergirl saiu.
Continua a ser uma série recomendável. E se uma pessoa souber que a última temporada é um chorrilho de disparates despachados à pressa, talvez não seja tão custoso de ver o todo.
despachada: Uncle
Uncle é uma espécie de About a Boy, mas um pouco mais hardcore.
Tomemos o início como exemplo. O tio está tão triste com a sua vida de músico falhado, que quando a namorada acaba com ele o homem decide suicidar-se. Vai de fato para dentro da banheira e tem pronto um rádio a cair na água, para electrocutá-lo. Tem uma mão no fio que solta o rádio e uma mensagem pronta a enviar à ex. A irmã liga-lhe. Duas vezes para o telemóvel. Outras duas para o fixo. E se um ser humano consegue ignorar chamadas no telemóvel, no fixo é mais complicado. Ainda por cima ouvindo a mensagem a ser gravada no atendedor de chamadas. (Quem é que ainda tem um atendedor de chamadas?!) Ela precisa de alguém que tome conta do filho e ele tem assim uma razão para não se matar.
Seguem-se parvoíces várias com o miúdo, com quem não tinha uma relação até agora. O miúdo é um adolescente esquisito. Mais que o normal. Tem uma voz demasiado grave (que muda ao longo da série, ficando estupidamente mais grave) e um fascício por coisas científicas. Não tem amigos. Só o tio crescido, que é mais ou menos o mesmo nível de maturo. Talvez um pouco menos. Criam uma banda por causa duma miúda (é sempre assim) e formam laços por vezes pouco saudáveis.
A série tem ainda um bom elenco de apoio, que ajuda a que a coisa tenha piada durante mais que uma temporada.
Sunday, October 31, 2021
filme do mês: Outubro '21
Este mês não vi grande coisa com jeito. Vi pouca coisa, apesar de tudo. O número total não é mau. Está mais ou menos dentro da média. Mas houve tantos momentos em que quis ver um filme e simplemente não havia grande coisa para ver. A minha lista de novidades para ver está abaixo dos dois dígitos, pela primeira vez em mais de quinze anos. Andei este mês, não sei quanto tempo, a vasculhar o catálogo de dois dos três serviços de streaming que tenho (o Netflix é péssimo na organização da informação, algo que é propositado e que que irrita-me profundamente), a listar filmes que tivesse vontade de rever, ou à procura de coisas que tivessem escapado nos últimos anos. Não obtive resultados por aí além.
Dune é o filme do mês. É um projecto muito bem feito e um filme porreiro, com um grande elenco. Tirando isso, há Kingsman I e II (bom revisionamento), The Devil All the Time (mais interessante do que esperava), Guilty (é um projecto OK, dos tempos que correm), About Time (que continua a ser incrível) e My Salinger Year (curioso, vá). São três revisionamentos de coisas que gostei da primeira vez que vi, mais eu a ser simpático com alguns filmes. É pouco, muito pouco.
Dune é o filme do mês. É um projecto muito bem feito e um filme porreiro, com um grande elenco. Tirando isso, há Kingsman I e II (bom revisionamento), The Devil All the Time (mais interessante do que esperava), Guilty (é um projecto OK, dos tempos que correm), About Time (que continua a ser incrível) e My Salinger Year (curioso, vá). São três revisionamentos de coisas que gostei da primeira vez que vi, mais eu a ser simpático com alguns filmes. É pouco, muito pouco.
Sunday, October 24, 2021
despachada: Lovesick
Alerta geral. Aviso absoluto. Começo por dizer algo que gostaria que me tivessem dito, antes de começar a ver. A série não acaba. Foi cancelada. Não há muita coisa que fique pendente. Não há cliffhangers por aí além. Mesmo assim, não deixa de ser um bocadinho frustrante. A relação que todos esperamos que aconteça, acontece, claro. Mas ficaram num ponto menos perfeito. E havia ainda algo para cimentar, com os personagens secundários.
Não deixo de ser um belo embaço de duas/três noites, sensivelmente. Devo dizer que embaços de séries britânicas quase nem parecem embaços. Sim, foram três temporadas, mas de meia dúzia, ou oito, episódios cada uma. E todos de trinta minutos. Bem esgalhado nem é preciso um dia para despachar uma série destas. O que é espectacular para o espectador que quer uma quick fix, mas algo frustrante para quem demorou anos a idealizar, escrever, produzir e realizar uma série, não?
Sobre a narrativa em si, Lovesick é bastante divertido. Há um Barney britânico, mas não é por ser cópia que deixa de ter piada. Os restantes personagens complementam bem a coisa. E, voltando a ser semelhante a HIMYM, o personagem principal é o único que irrita, por mais que uma vez. A premissa é interessante. É diagnosticado clamídia ao principal e este tem de avisar todas as parceiras sexuais dos últimos anos, o que leva-nos a um engraçado contar de história em analepses e prolepses (sim, também como o HIMYM). Esta premissa é abandonada no final da segunda temporada e, talvez por isso, não tenha durado mais que a terceira. Ou porque é uma série Netflix e eles não fazem mais que três temporadas. Não sei. Não fui confirmar.
Moral da história é: isto foi divertido, rápido e foi pena não ter durado um pouquinho mais.
Saturday, October 23, 2021
despachada: Firefly
Sim. Vi outra vez. E então?
Fui confirmar. Não encontrei post sobre isto por aqui. Sei que houve uma vez mais em que andei a rever a série, mas não acabei. Acho que até foi no Netflix. Vi a série completa antes de ter o bloque. Daí não estar por aqui. Está agora. E, provavelmente, estará mais vezes. Porque Firefly, apesar de ter poucos (muito, muito de menos) episódios, é algo onde facilmente voltarei. Muito facilmente. Mesmo! Acabei de ver agora e fiquei com vontade de rever outra vez.
Só irrita que o Disney+ ainda não tem o filme disponível. Deve andar preso em algum contrato pendente. Depreendo que com o raio do Amazon, que é onde está disponível neste momento. Ponderei usar o mês gratuito só para ver o filme, mas é desperdício. Se vou usar o mês, que seja em algo que leve mais tempo de visionamento. Isto porque não tenciono dar ainda mais dinheiro ao Bezos. O que é pena e parvo, bem sei. Pena porque o Amazon tem algumas coisas bem fixes. É de onde estão a sair alguns filmes interessantes, por exemplo. E parvo porque dou dinheiro a outros tão ou mais sacanas que Bezos. A única diferença é que ele conheço, ou outros não.
Firefly é espectacular e continua a ser um crime não ter continuado. Eu sei, o Whedon é um idiota. Descobriu-se agora o malévolo que é. Podia ter continuado com outra pessoas à frente, é o que estou a dizer. Aliás, uma série ou um filme é muito mais que a pessoa que lidera. É um conjunto ainda bastante grande de pessoas. Nem todas podem ser más, ainda para mais quando o produto criado é tão bom. Assim como a Amazon, bem sei. Mesmo assim.
You can't take the sky from me!
Thursday, October 21, 2021
despachada: Star Wars: Clone Wars
Há alguns anos, o meu compincha destas coisas procurou convencer-me a ver Clone Wars. Dizia ele que a série tinha muita qualidade, que não era só para miúdos (mesmo que fosse), que acrescentava bastante aos filmes da altura (a segunda trilogia, de Lucas) e que tinha ainda personagens fixes. Estes viriam mais tarde a participar nos filmes e mesmo no Mandalorian.
Na altura admito que não quis dar-me ao trabalho. Tinha outras prioridades. Mas a coisa ficou na memória. Entretanto sai Mandalorian e, lá está, Ashoka aparece em grande estilo. Vai ter ela própria uma série em breve. The Clone Wars está disponível no Disney+. Admito que é um factor muito a favor, hoje em dia. Poupa-me trabalho. E sempre ajuda a justificar a subscrição do serviço. Começo então a ver The Clone Wars. Até que, ao andar a pesquisar coisas na net do porquê do fascínio da série (o início é algo moroso, convenhamos), descubro que há uma outra série chamada Clone Wars, e não THE Clone Wars. A primeira é um conjunto de curtas (coisas de poucos minutos, mesmo). A segunda é resultado do sucesso da primeira. Acontece que, nesta fase, a primeira não estava disponível no Disney+, e arranjá-la não é fácil.
Entretanto o visionamento de The CW andava lento, porque demorei a entrar na coisa. Passaram-se umas semanas e o Disney+ acrescenta algumas coisas «vintage» de Star Wars ao catálogo. Vi que estavam lá os filmes antigos dos Ewoks e outras coisas. Mas só recentemente reparei que estava lá Clone Wars. Desta feita condensada em dois «episódios» duma hora cada, mas tudo convenientemente disponível. Como eu adoro os tempos de streaming em que vivemos.
Moral da história é: sim, despachei esta e é bem fixe; sim, continuo a ver a outra e começo a apreciar mais a coisa. Há, efectivamente, muito detalhe acrescentado ao universo de então, das prequelas, que teriam ajudado a apreciar mais essa triologia, na verdade. Como consequências: ando constantemente com a música do Star Wars na cabeça e tenho andado a ter uns sonhos com mais fantasia à mistura.
Fixe!
Tuesday, October 12, 2021
despachada: Pose
Admito. É uma série que, normalmente, não seguiria. Foi recomendação e até alguma insistência da minha senhora. Acabei por apreciar a série em vários momentos. Até mais que ela! Foi bom saber um pouco da história dos «bailes», da cultura gay e transgender dos finais de 80 e início de 90. Foi doloroso ver o que acontecia a alguns personagens e ter perfeita noção que muito mais sofreram estas pessoas naquela altura. A discriminação, a violência, a intolerância. É uma temática pesada, sem dúvida. Mas depois vinham os bailes e como influenciaram tanta coisa e eu não fazia ideia, confesso. Como a Madonna «inspirou-se» no que lá era feito para criar a moda da dança «pose», por exemplo.
Foi um casting respeitoso, em que actores trans interpretaram personagens trans. Ainda bem que assim foi. É assim que tem de ser. O problema é que não serão os melhores actores do mundo. Ou até podem vir a ser. É normal que não tenham tido muita experiência em projectos de grande produção. Não é como se houvesse muitas oportunidades para actores trans antes destes últimos anos. Acredito que venham a melhorar. Excepção feita a Billy Porter, atenção, que é brilhante. Se melhorar ainda mais, leva todas as outras estrelas à frente. Mas em Pose a interpretação foi um ponto que roçou demasiado no estilo telenovela, assim como alguns momentos mais dramáticos.
Pose está ainda ao nível do franchise «Fast & Furious». Eu sei. Incrível, não é? Tem tudo a ver. Mas estou a falar a sério. Esta série tem tanta referência a «family», «we are family», «we do it because we're family», etc., por cena, como os filmes onde desponta o nosso amigo Diesel. Talvez até mais. Sem exagero.
Thursday, September 30, 2021
filme do mês: Setembro '21
Sinto que foi um mês de altos e baixos. Exemplo maior: vi dois comic book movies e Shang-Chi foi óptimo enquanto que The Squad foi meh. Vi novos filmes que foram boas surpresas, mas às tantas tive de ir ao passado porque não tinha nada mais que quisesse ver. Acima de tudo sinto que houve momentos em que vi um bom número de filmes, mas noutros não vi sequer um. Suponho que Setembro seja mesmo assim. Um mês ainda com alguns dias de sol, mas já demasiados de chuva.
O filme do mês foi Vacation Friends, porque fez-me rir a bom rir. Foi uma mui agradável surpresa. Confesso que nunca pensei que Cena pudesse ter piada. Mas aqui ficam mais alguns destaques: Cruella (pelo espectáculo da coisa), CODA (pelo sentimento), Small Engine Repair e Playing God (pelo desenrolar da história), Kate (pelos tiros), Together (pelas representações) e Planes, Trains & Automobiles, Summer Rental e Brewster's Millions (pelo saudosismo e, acima de tudo, pelo John Candy).
O filme do mês foi Vacation Friends, porque fez-me rir a bom rir. Foi uma mui agradável surpresa. Confesso que nunca pensei que Cena pudesse ter piada. Mas aqui ficam mais alguns destaques: Cruella (pelo espectáculo da coisa), CODA (pelo sentimento), Small Engine Repair e Playing God (pelo desenrolar da história), Kate (pelos tiros), Together (pelas representações) e Planes, Trains & Automobiles, Summer Rental e Brewster's Millions (pelo saudosismo e, acima de tudo, pelo John Candy).
despachada: Brooklyn Nine-Nine
Ora aqui está outra série que andámos a «embaçar» nos últimos tempos. A minha senhora lembrou-se de rever tudo, já que a última temporada ia começar em breve. Assim, «despachei» a série mais ou menos quando terminou. E que série foi...
Lembro-me de ver Nine-Nine em todas as listas de melhores séries de comédia na televisão, quando estreou. Achei exagero. Imaginei que tivesse a ver com a obsessão que os Norte-Americanos têm com malta do SNL. Ainda por cima já tinha visto um ou dois filmes com Samberg (que em tudo, até no nome, é parecido ao Sandler) e não foram mesmo nada de especial. Revirei os olhos sempre que a série ocupava a primeira posição em qualquer lista ou mesmo quando era destaque num qualquer artículo. Até que fui fraco e lá vi o primeiro episódio, para ver o porquê de tanto alarido.
E fiquei agarrado. Logo no primeiro episódio. Logo nas primeiras frases. Acabei de ver a primeira temporada e depois revi logo quando apareceu no Netflix. Aliás, acho que já revi a série, pelo menos o que existia até ao momento, mais uma ou outra vez. Porque Brooklyn Nine-Nine é es-pec-ta-cu-lar. Tem um grupo de malta talentosa, que funciona lindamente em conjunto. É que logo a primeira temporada leva tudo à frente. Tem tudo. Title of your sex tape. O primeiro heist. Doug Judy. A festa em casa do Holt, com todos os psiquiatras e psicólogos fascinados com a insanidade que é Gina Linetti. Só não teve o grito NINE-NINE, vá. Isso só aparece mais tarde, embora tenha nascido nos bastidores. Reza a lenda que era uma forma do actor Terry «motivar as tropas» e unir o grupo. Funcionou tão bem que acabou a ser mais um momento chavão.
E depois há todas as coisas que mostram que a série estava à frente do tempo. O elenco é diversificado, quando ainda não era obrigação (já devia ser há mais tempo, mas sabemos como são as coisas). Ninguém era maior que os outros. Abordavam assuntos polémicos. Procuravam abordar muitos dos problemas que existem com a polícia. As bocas nunca eram de baixo nível. Não há personagens sacos de pancada. O Boyle, que é um totó numa data de coisas, por exemplo, não deixa de ser um óptimo detective. Até Hitchcock e Scully têm os seus méritos em vários momentos. Todos estão dentro das piadas, nunca são alvos das piadas. Era tudo sempre pela positiva.
E agora terminou. Finalmente o agente do Bruce Willis terá algum sossego. Imagino que tenham sido oito anos de massacre, a tentar que a estrela de Assalto ao Arranha-Céus entrasse na série. Spoiler: não aconteceu. Mas não deixa de ser um buraco gigante que agora existe na programação, nas séries cómicas. Como é que a série foi cancelada a certa altura? Como é que não tem mais prémios? Como é que não ganhou todos os prémios? Sempre!
Terminando com as palavras do personagem principal, essa criança gigante que todos deveríamos ser, porque o mundo seria tão melhor: «I think I just wanted a big dramatic moment so that I wouldn't feel sad. Because goodbyes are inherently sad. They mean that something's ending. And this one is especially sad because what we had was so great.»
Gritemos todos juntos: NINE-NINE!
Sunday, September 26, 2021
despachada: Jane the Virgin
Isto tem andado parado em relação a posts sobre séries «despachadas», mas não quer dizer que eu não ande a ver as ditas. Ando é a fazer embaços longos, de quatro séries. Ou melhor, andava a «embaçar» quatro séries, terminando uma delas agora.
A história de Jane Gloriana Villanueva é rocambolesca de princípio ao fim, como qualquer telenovela que se preze. A premissa inicial é que ela, por acidente, engravida sem nunca ter tido sexo. É uma história tão antiga como... Até antes da Bíblia, imagino. Em especial no universo latino-americano, por um qualquer motivo. Algures durante a minha vida vi um filme sobre uma moça latina que também engravidou enquanto virgem. Ao contrário de Jane, essa moça estava a fazer umas coisas marotas com um rapaz, que teve a infelicidade de «disparar» demasiado próximo da «zona de tiro» e dos seus «rapazes» serem excelentes nadadores, mesmo fora da «piscina». Jane teve só azar da sua ginecologista estar a ter um mau dia e confundir as consultas. Straight out of a telenovela.
Depois disso os criadores e escritores fizeram todos os esforços para manter o nível de drama, a acontecer na vida da moça. E conseguiram! Com muito humor, criatividade narrativa e talento no elenco, Jane the Virgin é uma série cheia de chavões, com muita repetição, mas que nos faz sorrir bastantes vezes, para além de conseguir fazer-nos gostar muito de (maior parte) das personagens.
Jane foi um sucesso comercial, durante algum tempo, colocando Gina Rodriguez na berra. Fico curioso para ver se alguns dos actores «secundários», sem quem não teria sido possível tornar esta série tão popular, também vão atingir algum nível de estrelado internacional. Até ver, não está a acontecer. O que é estranho e triste, tudo ao mesmo tempo. Como também deve ser uma novela, aliás.
Tuesday, August 31, 2021
filme do mês: Agosto '21
É um mês que costuma ter bons números, mas este ano ficou um pouco abaixo do normal. Isto porque não é usual ir de férias em Agosto, mas este ano aconteceu. Fiz-me à estrada e visitei um par de países vizinhos em dez dias, mais ou menos. Parte deles, pelo menos. Valeu que na recta final do mês fiz um esforço para despachar algumas coisas em lista e consegui que não fosse o «pior» mês do ano. Ajudou também estar marreco, todo apanhado das costas. «Não queiras ser velho!», já dizia o meu pai. Devia ter dado ouvidos.
Notas positivas para Ride The Eagle, How it Ends, Werewolves Within, Gunpowder Milkshake e Colossal (por serem projectos «diferentes»), Vivo (por ser divertido), F9 (por existir) e Stillwater (por ser interessante), com o «filme do mês» a ser Free Guy (Reynolds = <3).
Notas positivas para Ride The Eagle, How it Ends, Werewolves Within, Gunpowder Milkshake e Colossal (por serem projectos «diferentes»), Vivo (por ser divertido), F9 (por existir) e Stillwater (por ser interessante), com o «filme do mês» a ser Free Guy (Reynolds = <3).
Saturday, July 31, 2021
filme do mês: Julho '21
Foi um mês surpreendente em termos de números. Foi o terceiro melhor este ano. Surpreende porque estive longe de casa quase metade do mês. Ou perto da ex-casa... Bem, o que quero dizer é que as condições para visionamento de filmes não foram as melhores porque, pela primeira vez em ano e meio, estive mais tempo fora de casa do que dentro.
Agora, não convém esquecer o reverso da medalha. Porque posso não ter estado tanto tempo em casa, mas isso não quer dizer que tenha estado o tempo todo na rua. Fui ao cinema! Não uma, não duas, mas trê... Duas vezes! Fui duas vezes ao cinema! Que incrível que foi! E se um dos filmes é não eligível para esta distinção mensal, o outro acaba por ganhar por exclusão de partes... de parte! E não é sem mérito. Foi com muito gosto que vi o filme deste mês: Bem Bom.
Menções honrosas para: Hitman's Bodyguard I e II (com esperança que venham daí mais); Tomorrow War, Quiet Place Part II e Wrath of Man (Verão sem blockbusters não faz sentido); Romancing the Stone (a sequela não o merece); Retfærdighedens Ryttere (só para repetir o nome esquisito) e Parque Mayer (já o devia ter visto há anos).
Agora, não convém esquecer o reverso da medalha. Porque posso não ter estado tanto tempo em casa, mas isso não quer dizer que tenha estado o tempo todo na rua. Fui ao cinema! Não uma, não duas, mas trê... Duas vezes! Fui duas vezes ao cinema! Que incrível que foi! E se um dos filmes é não eligível para esta distinção mensal, o outro acaba por ganhar por exclusão de partes... de parte! E não é sem mérito. Foi com muito gosto que vi o filme deste mês: Bem Bom.
Menções honrosas para: Hitman's Bodyguard I e II (com esperança que venham daí mais); Tomorrow War, Quiet Place Part II e Wrath of Man (Verão sem blockbusters não faz sentido); Romancing the Stone (a sequela não o merece); Retfærdighedens Ryttere (só para repetir o nome esquisito) e Parque Mayer (já o devia ter visto há anos).
Sunday, July 4, 2021
despachada: Adult Material
Um gajo espera algum conteúdo pornográfico desta série... e não desilude nesse sentido. Mas também faz pensar na realidade de trabalhar no mundo da pornografia e, mais ainda, em viver a vida de dia a dia, trabalhando neste mundo. Toma lá um 2 em 1!
A personagem de Haley/Jolene é uma estrela do género, mas também é esposa e mãe de três crianças. Só que, quando um velho trauma volta ao de cima, é confrontada com alguém que abusou dela no passado. Haley acaba por adoptar a luta duma jovem colega actriz, também ela abusada, como sendo sua. E aí ambos os mundos, tanto o de Haley como o de Jolene, tombam e tudo torna-se demasiado difícil de lidar.
Saturday, July 3, 2021
despachada: Lovecraft Country
Imagino que não tivesse audiências que justificassem o custo. É sempre essa a questão, certo? E percebo que não fosse fácil ao espectador manter o interesse. A temporada tem um desenrolar esquisito. A temática é interessante. O elenco é óptimo. Mas há uns saltos narrativos que custam a engolir. Personagens que, num momento, estão a «ir para a esquerda» e, no momento seguinte, a «viagem» que estavam a fazer nem é assim tão relevante para o enredo. Há demasiados altos e baixos. Assim é complicado uma pessoa ficar «agarrada».
Mas tenho pena que tenha sido cancelada. Claro que há sempre a possibilidade de ir parar a outro canal ou serviço de streaming. Mas LC é um bicho caro de se manter, com a história a passar-se no século passado, com tudo o que isso implica em termos de indumentária e cenários.
Lá terei de contentar-me em ver o rapaz nos próximos «episódios» do MCU. Já ela será mais complicado, pois não acredito que façam uma sequela do Birds of Prey. Mais uma coisa que tenho pena que não continue.
Wednesday, June 30, 2021
filme do mês: Junho '21
Mais do que ser um mês com números que não são por aí além (embora fique sempre contente quando são acima de 20), foi um mês em que não vi nada de especial.
Há In the Heights (que está nesta lista por causa do Miranda, apenas e só), Long Story Short (que mistura comédia romântica com o gancho de «fantasia temporal»), Luca (é sempre divertido ver um filme de animação bem feito) ou Shiva Baby e Love Spreads (que são projectos engraçados), mas não há nada que fique para a história.
O filme do mês acaba por ser Raya and the Last Dragon, mas só por ser um projecto grande, que tive o prazer de ver no conforto do lar, através do Disney+.
Há In the Heights (que está nesta lista por causa do Miranda, apenas e só), Long Story Short (que mistura comédia romântica com o gancho de «fantasia temporal»), Luca (é sempre divertido ver um filme de animação bem feito) ou Shiva Baby e Love Spreads (que são projectos engraçados), mas não há nada que fique para a história.
O filme do mês acaba por ser Raya and the Last Dragon, mas só por ser um projecto grande, que tive o prazer de ver no conforto do lar, através do Disney+.
Friday, June 25, 2021
despachada: The Undoing
A certa altura durante a série é pedido à personagem de Kidman que não mostre qualquer emoção. E é aqui que vejo a actriz brilhar, em não ter emoções. A cara dela está a ser construída de forma magistral, para poder alcançar este objectivo de ser uma pessoa totalmente desprovida de qualquer reacção facial. Perfeito para jogar poker ou representar uma inteligência artificial, um robô ou até ciborgue. E quando esse dia chegar, se alguma vez conseguirem convencer Kidman a fazer o papel de robô que destrói o mundo, será o seu maior e melhor papel. Pelo qual será para sempre reconhecida. Pelo qual ganhará todos os prémios. Um daqueles papéis que jovens actrizes darão como referência, do que sonham alcançar.
Mas até fazer este papel magistral e histórico, temos de contentar-nos em vê-la sempre como esposa enganada, que não consegue ver o mal nas pessoas que lhe são mais próximas. Mesmo quando é psicóloga de topo, especialista em comportamento humano.
Em defesa de Kidman, todos nós conhecemos Hugh Grant do famoso filme dos casamentos. Todos nós queríamos casar com o homem, salvo seja. Ou, pelo menos, temos tal apreço pelo cavalheiro, que nunca acreditaríamos que seria capaz de homicídio.
Thursday, June 24, 2021
despachada: Jupiter's Legacy
Com a mania de quererem tudo, tiveram de «encher chouriços». É que ainda por cima estava tudo feito na BD. Até parecia que foi feito de propósito para o Netflix. Três arcos de história (dois estão publicado, o terceiro está a sair neste momento) a fazer as três temporadas que o serviço de streaming tanto gosta de ter. Seria necessário desenvolver algumas partes, para complementar as temporadas, mas nada do que se andou a fazer aqui.
Os traumas do Utopian (herói principal) com o paizinho não existem na BD. E com razão, porque não têm interesse nenhum. É um exemplo. Outros existem, como toda a verborreia sobre matar ou não matar, que não acrescentou nada à história, é uma narrativa já gasta e apenas fez com que as pessoas não conseguissem ter interesse. Para que fizeram isto? Quiseram ter um produto maior e acabaram por não ter produto nenhum.
Na BD há factos que são dados como adquiridos. Na década de 20 há um tipo que quer ir numa expedição. E a malta vai! Não interessa se é porque teve uma visão. O tipo era líder e também por isso torna-se o maior herói que existe. Para que foi preciso a conversa se era maluquinho ou não? Só debilitou o personagem aos olhos do espectador. É uma coisa com que nos preocupamos agora, não então. E para quê mostrar o que se passou na ilha? Aposto que foi teimosia dum qualquer produtor, que não consegue não saber algo. Less is more, caramba! É assim tão complicado?
Estava tudo feito. Tudo pronto. Personagens com uma evolução ideal em dois ou mais espaços temporais. Uma narrativa porreira que vai dando detalhes e explicando mais, mais à frente, sem pressas e sem necessidades extremas. «Era só encostar.»
Depois, no final, com toda a gente fã do universo, podiam inventar os spin offs que quisessem e contar as histórias da treta que excitam produtores, que a malta ia sempre ver. Mas Millar quer é dinheiro e com isso abre mão da parte criativa. Deixou e deixa que lhe destruam as suas boas histórias.
Olha, vou reler a BD. Não há muito mais que possa fazer.
Tuesday, June 8, 2021
despachada: The IT Crowd
Vi outra vez. Claro que vi outra vez. A série é genial. Continua a ser. E, para mais, a minha senhora é fã, o que ajuda. E vá, veio na sequência de termos visto outra boa série Britânica.
Adorei voltar a ver momentos que ainda me fazem rir, que tenho ainda bem presentes. Adorei rever episódios que já não tinha tão presentes. É tudo bom por demais. Aqui está uma óptima série, que toda a gente devia ver.
E rever.
Saturday, June 5, 2021
despachada: Catastrophe
- Is that a boner?
- I'm so sorry.
É um diálogo, tido entre os personagens principais, enquanto ele consolava-a na cama, depois da morte do pai dela. E é OK. Não é nada abusivo, como poderá soar pela breve descrição. Acontece que o homem é bastante atraído pela mulher. Independentemente das circunstâncias. E vice-versa.
Catastrophe é muito divertido, principalmente pela enorme empatia dos dois personagens. É cheio de alma e coração, apesar das constantes asneiras e até alguns insultos. E não se fica pelos principais. Os secundários têm óptimos momentos também. É tudo malta com piada.
Há algum tempo que andava com esta debaixo d'olho. Valeu bem a pena.
despachada: Sharp Objects
Uau!
Estou em choque. O final é qualquer coisa. Tudo é bastante intenso, bastante chocante. Ou não começasse com a morte duma miúda adolescente numa pequena terriola, e com o desaparecimento de outra. A segunda acaba por aparecer também morta. Ambas assassinadas. Ou seja, começo forte, quase a fazer crer que não precisa haver muito mais, mas depois...
Amy Adams, jornalista, volta à terra natal para investigar os crimes, ao mesmo tempo que a polícia local e um agente federal. Ao longo dos episódios vamos sendo levados numa montanha-russa de abusos, entre a história das pobres moças e a da própria Adams, que perdeu a irmã tragicamente, enquanto ambas eram adolescentes. E o pior é que não é o único trauma que Adams tem. Vai desde a mãe, uma sádica manipuladora emocional, à própria terriola, cheia de gente vil, mesquinha e pequena.
Uma história, ou mesmo várias histórias, terríveis e extremamente bem contadas. Belíssima série.
Subscribe to:
Posts (Atom)















