Friday, May 17, 2019

despachada: The Big Bang Theory


Fico contente que tenham arranjado o raio do elevador, para o penúltimo episódio. Não o deixaram mesmo mesmo para o fim. Foi um um bom pormenor.

Foi um spoiler? Toda a gente estava à espera, certo? Até porque afecta 0 a história. Bem, se fosse qualquer um dos personagens da série a ler (dos homens, entenda-se), eles ficariam chateados. Como os nerds há muito deixaram de ver a série, acho que não estou a incomodar ninguém.

BBT teve um início até engraçado e, durante um tempo, foi uma boa companhia. Eu tinha uma box na cozinha cheia de episódios, que via e revia, enquanto por lá andava. Nas duas últimas cozinhas, aliás. Foi bom ir descobrindo todos os maneirismos do Sheldon, o personagem que verdadeiramente manteve a série viva. A partir do momento que os abandonou ou tornaram-se banais, BBT perdeu gás e entrou em modo automático.

Já devia ter acabado há mais tempo. Teria outra qualidade se tivesse acontecido. O assustador é que só acabou porque o actor que faz de Sheldon não quer fazer mais fazer de Sheldon. Um pouco como o Seinfeld acabou porque o Seinfeld não queria mais o stress. Ninguém do elenco do Seinfeld queria que a série acabasse, tirando o próprio. Nenhum deles fez grande coisa entretanto (tirando a Dreyfus com o Veep), e o Kramer até acabou por arruinar a carreira. Mesmo assim Seinfeld acabou. E ninguém do BBT queria que BBT acabasse tirando o Sheldon, pois ninguém vai fazer grande coisa depois disto. Talvez a Cuoco, que já era popular antes. Tudo o resto vai ser remetido para papéis reles secundários, regra geral para tentar trazer público/atenção para a série ou filme. Mesmo o Sheldon poderá achar que vai começar a fazer grandes filmes ou séries com qualidade, mas não costuma ser o caso. Todos eles farão a sua vidinha de andar de convenção em convenção, a juntar mais uns dinheiros. E aparecem aqui e ali, só para alguém dizer «olha, o Wolowitz».

Vamos não ter pena desta gente, por favor. São ricos. E a vida das convenções paga muito bem, se fores estrela, o que eles são, para já. Estão a viver o sonho de qualquer actor. Ter um papel que paga tudo na vida. Não precisam fazer mais nada. Pode vir a ser frustrante, mas é o sonho de muita gente. E não é como se a coisa não possa ser esticada. Poderão sempre dar uma perninha no Young Sheldon. E até se anda a falar doutros spin-offs.

O que nos devemos concentrar é na ironia que o Sheldon voltou a fazer o que queria, mesmo que toda a gente quisesse outra coisa. Acontece até na vida real. E isso sim, tem piada.

Monday, May 13, 2019

despachada: Veep


Aquele discurso que Dreyfus faz no último episódio à amante do House... Que coisa de sonho.

É a marca da série. A maneira sanguinária como Dreyfus tudo faz e é capaz de fazer para chegar a um só objectivo: ser presidente dos EUA. E ela é capaz de fazer tudo. Tu-do!

Se pararmos um pouco para pensar, a série é deprimente. Tudo o que é sujidade possível dentro do universo político americano (mundial?) é mostrado. E enquanto pensamos que é tudo uma brincadeira, está tudo bem. O problema é se, de repente, começarmos a pensar quão real pode tudo ser. Obviamente que há coisas absurdas que recusamo-nos a acreditar. Porque se forem verdade então estamos entregues aos bichos e, de forma muito simples, estamos lixados. Mas depois há mesmo cidades nos EUA que têm cães como mayors...

Fazendo um paralelo que poderá parecer não muito lógico, embora ambas as séries são HBO, façamos uma comparação com Game of Thrones. Como GoT, Veep entrou na sua última temporada com duas limitações:
1. Um grande atraso no lançamento da temporada, no caso de Veep por questões de saúde de Dreyfus.
2. Ter de acabar cedo demais, pois a história até dava para mais algumas temporadas.

Sim, todo o enredo da última temporada foi acelerado. E ainda mal tínhamos consciência que a série ia terminar, e tudo já tinha acontecido. (Convenhamos que fast pacing sempre foi marca da série.) Mas, ao contrário de GoT, foi tudo bem feito e com respeito ao passado narrativo e aos seus personagens. Sim, já se sabia que ela ia ser presidente. E então? Qual o problema? Não precisa haver surpresas a cada minuto. Foi espectacular só vê-la chegar lá.

Eu sei. É estúpida a comparação e não há necessidade de sujar um post duma excelente série com novas menções ao incidente GoT. Ainda estou com azia. Vai continuar, eu e muitos, durante muitos bons (maus) anos.

Talvez ajude rever Veep, um dia destes.

Tuesday, April 30, 2019

filme do mês: Abril '19

Foi um mês que consegui ver bastantes coisas. Coisas diferentes do que andava a ver. Começou no estrangeiro, em pleno conforto, logo após uns dias de bastante trabalho. Vi uns quantos engraçados. Table 19 foi giro. Tully teve um óptimo twist final. Estranhamente gostei do Covenant. Instant Family trouxe uma lágrima ao olho. Dragon 3 foi um bom desfecho para a saga. Valerian é uma boa história de ficção científica/fantasia. Mas nenhum encheu as medidas. Esses foram Marvel (mesmo repetido) Shazam! ou Endgame, mas já não posso escolhê-los.

Tem de ser um. Apenas um. Escolha não é fácil. Em boa verdade deveria destacar canais do YouTube, que ajudaram a relembrar filmes vistos há muito. Foi a grande evolução este mês e é algo que mudará os meus visionamentos daqui para a frente.



Mas vá, que seja o Grinch, que surpreendeu e está bem feito.

Saturday, April 27, 2019

despachada: Santa Clarita Diet


Não há muito a dizer sobre esta série. É sobre zombies, sim. Mas, mais que isso, é sobre o quão divertida consegue ser Barrymore que, com uma data de gente engraçada à sua volta, todos a meterem-se em «peripécias», fazem uma narrativa gira. A série era fixe, atenção. Mas não há mesmo muito mais de registo.

O que fica é o revelado dos planos da Netflix. Que querem ter volume, que querem dominar o mercado, isso já sabia. O que não me era claro ainda eram os planos de cancelar maior parte das coisas até um máximo de três temporadas. Passo a explicar.

Li algures que a Netflix faz contratos razoáveis a três anos, com a promessa de aumentos substanciais no quarto ano. Isto permite-lhe ter até três temporadas duma série, com pessoal de renome, a preços acessíveis. Porque há uma promessa de ganhar muito mais, a certo momento. Se uma série provar ser um angariador massivo de utilizadores, então a Netflix continua a pagar a produção e renovam contratos. Se eles vêem que angariou as pessoas que conseguia angariar, então cancelam a série. Independentemente de boas críticas. Santa Clarita Diet até foi bem recebido pelos críticos, tendo um público que apreciava bastante a série. Não é isso que interessa à Netflix.

Orange is the New Black ou Stranger Things todos os anos continuam a trazer novos utilizadores. Logo, não interessa quanto custam, é para ir fazendo. Coisas como Santa Clarita ou Easy, trouxeram umas quantas pessoas, que entretanto consomem também outros conteúdos. Outros utilizadores que chegam, graças a outros chamarizes, têm nestas séries mais alguma coisa para ver. Passam de séries angariadoras para serem só volume dum catálogo diversificado.

O chato aqui é que nós, consumidores, assim como os criadores, não sabendo destes planos, vamos acabar sempre por ter uma história inacabada. O que é frustrante. Se a Netflix abrir o jogo, então os criadores podem preparar-se para um story arc de três anos. Se correr bem, criam novo story arc. Se não correr bem, ao menos todos temos um conteúdo que funciona só por si, sem ficar pendurado. Isto seria menos mal, mas não creio que as coisas venham a ser tão às claras assim.

Com a nova guerra pelo negócio streaming, vamos ter «canais» a prometer mundos e fundos, só para garantir conteúdo. E nós vamos levar com uma data de coisas que nunca chegarão a um fim digno.

Como este post, aliás.

Sunday, April 7, 2019

despachada: Crazy Ex-Girlfriend


Nos idos tempos de 2016 a série ganhou um Golden Globe. Preparei-me para reclamar, na altura. «Que porcaria de séries andam por aí a ser premiadas?», pensava eu. Ainda por cima um musical. «Onde anda esta gente com a cabeça? Quem ainda vê musicais?» Como gajo claramente ponderado que sou, decidi ver por que raios tinha isto ganho seja o que for.

Achei piada. Mesmo às músicas. No limite, mas até às músicas achei piada.

Fui assolado com uma onda de vergonha. Tornou-se o meu guilty pleasure, que não tinha como justificar. Não há nada na série que costumo gostar (tirando a protagonista meio tonta, com volumosos argumentos, cheia de problemas). Tive de investigar um pouco mais a série. Descubro algo que desculpabiliza-me, de certa forma. Bloom, a actriz principal, escreveu e participou no Robot Chicken, com as músicas, mas também com as vozes. OK! Menos mal. Ela vem duma escola de comédia que tem a ver comigo. Já não preciso enfiar-me num armário o resto da vida.

Independentemente de tudo isto, CE-G é inteligente em vários momentos. E tenta fazer algo diferente. Ganha também muito por ser genuíno, muito pessoal. Depois perde-se noutros momentos, em sintonia com a personagem principal, que não sabe o que quer, maior parte dos dias.

Um pouco como todos nós, não?

Thursday, April 4, 2019

despachada: You're the Worst


Durante os últimos anos disse, sempre que alguém perguntava (às vezes mesmo sem perguntarem), que as melhores coisas na televisão eram Superstore e esta série. Convenci alguns. Dentro desses uns poucos chegaram mesmo a agradecer a recomendação. Outros ficaram apenas chocados com a minha descrição das cenas brilhantes e que agarraram-me logo, do primeiro episódio.

You're the Worst era e continuará a ser das maiores mostras de amor e romantismo que alguma vez vi em cena. Mesmo com estas pessoas, todas elas, a serem literalmente os piores seres humanos que por aí andam. E a questão é essa. Por muito que fossem execráveis para qualquer outra pessoa, ou só mesmo genericamente, amavam profundamente os poucos que os toleravam e viam para além das suas usuais demonstrações de indecência. Foi muito bonito de se ver.

Para sempre ficará a cantilena, proferida por tantos nas belas manhã de Domingo.


Monday, April 1, 2019

despachada: Broad City


À boa maneira da comunicação feita sobre séries televisivas (para além do mundo machista em que vivemos), Broad City foi metido no mesmo pacote que Workaholics. Amigos(as) que fumam cenas e fazem coisas estúpidas. City é mais que isso. E é bastante melhor que Workaholics. Infelizmente só percebi isso mais tarde.

O meu raciocínio foi: «Estou a ver uma. Não vou ver outra coisa igual. Deixo uma terminar e depois vejo a outra. Assim posso prolongar o mesmo estilo algum tempo, enquanto vejo outros registos.» Sim, bem sei. É parvo... mas só tendo presente o que se sabe agora.

A minha moça melgou-me a cabeça até mais não para ver. Porque adorou a série. Porque era claramente para ela. Sempre lhe disse que aguardava que a série terminasse, para poder ver tudo. Comecei algures quando a última temporada começou. E isso permitiu-me ver os últimos episódios com ela. O que foi fixe.

Não sendo eu o público alvo de Broad City, gostei bastante do que estas duas moças inteligentes fizeram. Não é uma série de stoners, tira-se daí as ideias... embora tenho um pouco disso também. É uma narrativa mordaz e criativa, de duas moças da nova geração, que ainda terão muita coisa para dizer por aí.

Sunday, March 31, 2019

filme do mês: Março '19


Num mês simpático em termos de números, em que despachei o que ainda tinha dos Óscares, tanto deste ano como dos anteriores, e onde vi algo que seria «filme do mês» (refiro-me ao Captain Marvel), acabo por escolher The Festival. Apenas e só porque foi um regressar a filmes que deveria/quero ver. Coisas simples, divertidas e com malta que aprecio. Por muito que o filme não seja nada de especial.

Sunday, March 17, 2019

despachada: Marvel's The Punisher


Penúltima série da Disney na Netflix a ser cancelada, ainda mal tinha terminado a temporada.

Não tinha tiros suficientes, lamento. A série não era nada má, e o casting para Frank Castle foi de génio. Havia bastante violência, atenção. Mas não era o Punisher. Tinha conversa. Tinha muita conversa. Mesmo que tivesse apenas um bocado de conversa, seria conversa a mais. Punisher não é isso. Punisher não fala. Punisher é tiros e violência, com um objectivo apenas: matar todos os maus da fita, sem contemplações.

Esta versão do personagem acabou por funcionar melhor enquanto secundário no Daredevil. Teve uma participação brilhante aí. E sim, pedia-se uma série. Mas não foi incrível. Talvez uma mini-série tivesse sido melhor. Mais directo ao assunto.

Para a próxima - talvez no Disney+ -, tomem o filme War Zone como exemplo. Vale?

Tuesday, March 12, 2019

despachada: Ghosted


Malta com qualidade acaba por conseguir sempre fazer os projectos que quer. Ghosted nunca teria sido aprovado, se não tivesse os protagonistas que teve.

Claro que não basta ter bons nomes e talento. Já agora dá jeito ter alguma ideia do que se quer fazer com a série. Tudo bem que é um formato de vinte minutos, não muito conhecido pela continuidade, mas ao menos que haja um arco de história que se respeite por algum tempo. Assim de cabeça, as duas linhas de narrativa principais que começaram e abandonaram, só para voltar ou mesmo abandonar sem justificação: a esposa de Adam Scott ser raptada por extraterrestres e a paixoneta entre Scott e a moça gira do escritório.

Não houve esforço aparente em tornar o bolo em algo muito apelativo. Ficaram apenas uma ou duas fatias com piada, em mais um projecto que foi feito com os pés.

Tuesday, March 5, 2019

despachada: Ascension


Esta é uma de duas mini-séries que tinha em lista para ver. Gosto muito deste formato, tenho a dizer. Quando uma boa história tem demasiado tempo para um filme, mas não o suficiente para uma série completa. Acaba por sair uma coisa compacta, sólida, com princípio, um meio não desenvolvido até à morte, e um fim não muito tardio, como é certo e sabido que maior parte das séries americanas de sucesso acabam por ter.

Gostei muito da história, da premissa e do desenvolvimento, com uns quantos twists, alguns mais previsíveis que outros.

Para os que quererão aventurar-se a ver, sinto-me na obrigação de alertar que não há fim para a história. Não acho que tenha sido por falta de interesse em que continuasse. Parece ter havido mesmo vontade em deixar a coisa em aberto, só porque sim, para ter mais impacto.

Foi irritante, mas não me arrependo de ter visto.

Thursday, February 28, 2019

filme do mês: Fevereiro '19



Em época de prémios, o «filme do mês» vai para... Bem, eu não sou a Academia. Não posso estar sujeito a polémicas.

Green Book, Vice e Favourite são bons filmes. Christopher Robin é amoroso. Hidden Figures e En Man Som Heter Ove são divertidos. A Quiet Place, 20th Century Women e Ralph Breaks the Internet são óptimos nos seus respectivos géneros. Roma não tem grande história mas é lindo.

Como já perceberam pelo vídeo acima, eu tendo para Wes Anderson, com Isle of Dogs. Mas não quer dizer que seja melhor que os outros. Simplesmente é o melhor para mim, para quando vi, para a altura em que estamos, e pelo facto de que tinha saudades do trabalho do cavalheiro... e porque tem cães. Depois cada um sabe de si, do que é melhor para si.

Vi mais filmes este mês do que Fevereiro tem dias. Foi só mais um, mas... Há quanto tempo não acontecia. Sei que é uma idiotice, mas não consigo deixar de sentir orgulho. Agora só falta conseguir fazer alguma coisa de verdadeiramente útil, com o resto do tempo.

despachada: Alex, Inc.


Irónico que o último episódio a ir para o ar, desta mui bem cancelada série, seja um de sucesso para os personagens, que ficaram na lista em primeiro de blah blah blah snoooooooore...!

Gosto muito do que Braff faz. Scrubs estará no top séries sempre. Mas isto não era bom. Via-se no piloto. À distância. Bêbado. A única coisa verdadeiramente merecedora de atenção era o filho mais velho, que é capaz de fazer tudo.

Tenta lá outra vez, Zach. Anda lá. A gente espera.

Saturday, February 23, 2019

despachada: Friends from College


Mal soube do cancelamento pus-me a ver. Coincidiu que estava entre «novas» séries canceladas para ver.

Estava na lista há algum tempo. Sentia-se mal por ainda não entrado na coisa. Isto porque determinado amigo insistiu veementemente, quando a série saiu, que seria algo a ter em conta. E porque aprecio toda a gente que aparece. Pelo menos os que conheço. O problema é que estou a tentar evitar ver novas coisas, sem fim. Tenho demasiadas séries nos meus «to dos».

Sendo certo que não auspiciava nada de bom a notícia de cancelamento - a Netflix continua a não ser muito conhecida como um «canal» exigente para com os seus produtos -, a verdade é que acabei por apreciar bastante os momentos de humor em conjunto. Ou seja, quando os ditos amigos se juntavam todos. Aí começava a paródia de adultos, uns mais bem sucedidos que outros, a comportarem-se como os miúdos que eram nos tempos de universidade. Havia muita química entre os actores, proporcionando momentos em que ri-me a bom rir, algo pouco comum neste tipo de séries mais «sérias», que não têm um qualquer gancho ridículo.

A parte «dramática» dos amores e desamores, entre todos eles (quase literalmente todos eles) era só a confusão necessária para proporcionar os tais bons momentos de tontices. Acabou por valer a pena o visionamento.

despachada: LA to Vegas


Gostei da ideia.

Todos os episódios passam-se em viagem entre Los Angeles e Las Vegas, sempre com mesmos viajantes e tripulação. Havia mais alguns interesses em viajar, para além do jogo, o que achei piada, tendo ainda um elenco que não é nada de se deitar fora, com ponto mais algo Dylan McDermott (não confundir com o outro, que também aparece) que, brilhantemente, faz de piloto egocêntrico, absoluta diva, completamente fora deste mundo.

Apreciei ver as tolices dentro e fora do avião (no aeroporto e à volta deste, entenda-se), na curta duração desta «viagem».

Wednesday, February 20, 2019

despachada: Other Space


Voltei ao meu velho vício de ver séries canceladas, em especial comédias de vinte minutos, vulgo «sitcoms».

Comecei por algo tolo. Uma série de «ficção científica» no espaço, com uma equipa invulgar, liderada pelo agora famoso Dopinder. Não defraudou expectativas. É o que se pode dizer, assim de repente. O humor não era parvo, com uns quantos clichês a serem batidos de forma inteligente. Os claros fracos níveis de produção e um elenco que não se poderá considerar caro, levariam a pensar-se que até poderia ter alguma duração. Infelizmente não terá conseguido angariar sequer público suficiente para isso.

Pena. Tinha algum potencial. Não muito, mas algum.

Friday, February 8, 2019

despachada: Dark Matter


Não sei que se passa, hoje em dia, mas parecem haver poucas séries de ficção científica. Posso ser só eu, mas a sensação que tenho é que, com o fim de Stargate e o insucesso de Firefly, ficou um vazio que dificilmente é preenchido. Sim, há sempre os Star Treks e, no futuro, teremos séries de Star Wars no Disney+. Mas parece faltar conteúdo original. Mais, parece haver falta de investimento no género. O que é estranho, porque a era dos geeks impera. E se há gente que gosta de gastar dinheiro são os geeks fãs.

Dark Mattter não era brilhante, mas apesar do início algo fraco estava a melhorar bastante para o final. Foi curioso ter sido cancelado talvez na melhor fase. Estava ainda cimentada numa boa premissa: meia dúzia de pessoas acordam numa nave, sem terem qualquer ideia de quem são e do que fazem ali. O instinto natural é serem bonzinhos, mas o certo é que descobrem, pouco depois, que são os maiores vilões da galáxia.

Admito que estive algo desligado durante maior parte do início. Via só para alimentar a necessidade de algo do género. Mas fiquei mesmo com pena que fosse cancelado. Haverá alguma coisa por aí, perdida no espaço, que possa saciar a necessidade?

despachada: The Odd Couple


Arriscaria a dizer que foi a série que demorei mais tempo a despachar.

Sem exagero, acho que demorei quase três anos a ver 38 episódios de vinte minutos cada. Em situação normal, eu vejo isso num fim-de-semana em que durmo 10 horas por noite. O motivo da demora é porque a série é péssima, sem qualquer piada, destruindo o respeito criado para com os actores durante anos. Porque a série tinha talentos. E não eram poucos. O resultado é que não estava ao nível.

Porque continuei a ver as representações robóticas de Perry? Porque respeito maior parte do pessoal, e gosto mesmo de Perry. Sou parvo. Nada a fazer.

O surpreendente é que esta é, sem qualquer dúvida, a pior representação (se é que se pode chamar isso) de Perry. Era tudo mau. Limitou-se a dizer as falas, sem qualquer compromisso para com a personagem, a história, ou os colegas. No entanto, enquanto outros projectos seus foram rapidamente cancelados, Odd Couple chegou a ter uma segunda temporada. Porquê?

A única justificação que encontro é o amigo/vizinho/ex-desportista meio tolinho, que teve piada um bom par de vezes. Era a única coisa que se aproveitou, numa série que até tinha a Teri Hatcher.

Thursday, January 31, 2019

filme do mês: Janeiro '19



Ui, isto assim é complicado escolher. Prometi que não escolheria mais filmes baseados em BD como filmes do mês. Mas tenho de incluir nesta categoria coisas como o Split ou o Glass? É que filmaço do mês seria um destes, o MI Fallout ou o Atomic Blonde.

Vá, OK. Criemos espaço para outros géneros. Seja o Bad Times at the El Dorado.

Fico contente só de estar a ver muitas coisas. Mais, ou menos boas.

Thursday, January 17, 2019

despachada: Trial & Error


Esta série acabou por ser uma sucessão de surpresas para mim.

Primeiro foi alguém chamar-lhe a nova Parks and Rec, quando nem sabia que existia.
Não estando verdadeiramente ao nível, até surpreendeu pela criatividade e maneira como conseguiram fechar o final.
Depois surpreendeu não só por não ter sido cancelado, como por terem-lhe dado uma segunda temporada.

É que a premissa da série era: defender um caso impossível de defender. Eles conseguiram fazê-lo, mesmo com todas as personagens incompetentes e momentos ridículos. Nunca pensei que os argumentistas conseguissem inventar um segundo caso impossível de defender. Mas ainda bem que o conseguiram, porque foi bem divertido.

Será que há um terceiro caso impossível de defender?
- Não. Surpresa. Cancelámos a série.

Tuesday, January 1, 2019

top dos filmes do ano 2018

Revisitando a forma como faço estes posts, todos os anos, dá a entender que a minha vida é um conjunto de maus anos, seguido de maus anos.

Calma, DaMaSCo! Também não pode ser assim tudo tão horrível.

Vamos lá recapitular: 2017 foi o pior ano que se podia desejar, mas mesmo esse acabou por ter uma alegre surpresa, perto do final. Em termos de filmes vistos, foi o mais fraco desde que fiz o blogue (72).

À custa dessa surpresa no final de 2017 (mas não só), consegui quebrar novamente em 2018 este recorde negativo. Foram 60 filmes vistos, no total. Alguns nem eram novidades, apenas filmes revistos. Maior parte, ou mesmo todos, por serem partilhados. Coisa positiva foi que em 2018 vi pelo menos um filme por mês, algo que não sucedeu no ano anterior.

O ano de 2018 foi muito intenso. Apenas isso. Não foi mau. Que seja a primeira vez que o diga aqui: não foi mesmo mau. Teve apenas muito a acontecer e a decidir, com partes mesmo de reviravolta na vida. Parece até que os cabelos ficaram mais brancos, segundo me dizem... muitas vezes... repetidamente!

Veremos agora o que essas reviravoltas vão trazer, se coisas boas ou... das outras.


Segue a lista da praxe, sem ordem nenhuma propositada:

Black Panther
The Big Sick
I, Tonya
Almost Famous
Avengers: Infinity War, primeira e segunda vez
Deadpool 2
Baby Driver
The Big Chill
Super Troopers 2
The Hitman's Bodyguard
Captain Underpants: The First Epic Movie
Professor Marston and the Wonder Women
The Princess Bride
Spider-Man: Into the Spiderverse

Monday, December 31, 2018

filme do mês: Dezembro '18



Não estou a ser tendencioso. Spider-Man: Into the Spider-Verse foi o único filme que vi este mês. Piadinha! Também vi o Aquaman, mas esse não conta.

Wednesday, December 26, 2018

despachada: Marvel's Daredevil


Se dúvidas havia...

Foi anunciado o cancelamento da série que começou, e bem, este universo Marvel Knights na Netflix. As duas que faltam (Jessica Jones e Punisher) têm uma temporada cada ainda por dar no Netflix. Depois disso certamente serão canceladas, terminando assim a parceria entre as duas empresas, Disney e Netflix.

E já nem se fala duma segunda temporada de Defenders, que era o que queria verdadeiramente ver. Isto deles andarem sozinhos é muito bonito, mas quando se juntaram é que tudo fez sentido. Para mim, Defenders foi a melhor temporada de todas as séries. Outros dirão que foi a primeira de Daredevil.

Também eu digo que foi uma temporada muito boa, com lutas cruas, «reais», com o personagem a sofrer e muito para as ganhar. E com um vilão incrível, soberanamente interpretado por D'Onofrio. A segunda temporada foi bastante miserável, com Matt Murdock a ser tão mau advogado como herói. A terceira teve os seus momentos, mas parece que já se sentia o inevitável cancelamento nos últimos episódios.

Até Murdock já o estava a ver. badum pssss

Friday, November 30, 2018

filme do mês: Novembro '18



Só houve um. Podia ter havido mil. The Princess Bride for life.

Wednesday, October 31, 2018

filme do mês: Outubro '18



A concorrência não foi grande, mas achei Molly's Game mais interessante do que pensava.

Saturday, October 20, 2018

despachada: Marvel's Luke Cage


Cá está.

Quase tempo nenhum depois, sai notícia da segunda série Marvel na Netflix a ser cancelada. Ainda há quem acredite. Li algures que o D'Onofrio não tem qualquer dúvida que o Daredevil não será cancelada. Veremos como corre a nova temporada, mas não acho que te safes, Vincent.

Cage, enquanto personagem que surge no Jessica Jones, era óptimo. Cage, enquanto série independente, não era espectacular. O próprio actor rapidamente deixou de ter tanto impacto no papel. A primeira temporada não era má. A segunda começou OK mas, ao contrário de Fist, Cage terminou pior do que começou.

Mesmo assim, foi bom ver a famosa dupla da BD junta. Os dois actores tinham alguma química e até um pouco de piada.

Saturday, October 13, 2018

despachada: Marvel's Iron Fist


A notícia do cancelamento apenas poderá ter apanhado de surpresa os mais distraídos. Primeiro porque... Bem, a série não era muito boa, tendo como ponto máximo a mediocridade de representação do actor principal (a actriz que faz de Colleen bem que tenta equilibrar, mas era quase impossível). A primeira temporada era bastante má. A segunda foi melhor mas, mesmo em situação normal, não acredito que conseguisse «tirar-lhe a cabeça do cepo».

A situação não é normal porque é certo e sabido que a Disney/Marvel quer passar todos os seus conteúdos para o seu novo sistema de streaming, a ser lançado algures no próximo ano.

Não fico triste por Fist ser cancelado. Fico triste porque é a confirmação do que aí vem.

Sunday, September 30, 2018

filme do mês: Setembro '18



Procurando começar a contrariar a tendência, evitemos que seja Ant Man and the Wasp e escolhamos Professor Marston and the Wonder Women. Com total mérito, atenção. A temática é-me particularmente interessante.

A origem da personagem de BD. Não a outra parte, seus pervertidos!

Thursday, September 20, 2018

despachada: Great News


Tenho uma paixão assolapada por Briga Heelan. Verei tudo o que fizer. Não que seja complicado, porque ou faz pouca coisa, ou então faz coisas giras que já veria em situação normal. Como é o caso de Great News, que conta a história do maior pesadelo para qualquer ser humano normal: trabalhar com a mãe.

Sim, será muito bonito ter um negócio de família, em que toda a gente está envolvida há décadas, muitas vezes com gerações mais novas a substituir as mais velhas, nas mesmas posições. Não será assim tão giro quando trabalhas num local, já tens colegas e dinâmicas e, de repente, aparece-te o progenitor a intrometer-se (ainda mais) na tua vida. Já para o comum espectador, é algo digno de se ver.

Great News chamou-me ainda a atenção para as mentiras que a Netflix conta. Vá-se lá saber porquê, mas a nossa Netflix considera esta como sendo uma série sua. Achei curioso. Porque quando apareceu no canal de streaming como «série Netflix», tinha acabado de ser anunciado o cancelamento. Quantas mais haverá, que afinal não são deles?

Friday, August 31, 2018

filme do mês: Agosto '18



Não é só o fascínio por Reynolds, The Hitman's Bodyguard é mesmo um filme giro.