Wednesday, July 9, 2025
despachada: Mythic Quest
Esta série tem momentos de absoluta genialidade e emoção pura, ao mesmo tempo tendo personagens execráveis. Soa bastante contraditório (e é), mas isso é o que também faz da série especial. Recomendável? Talvez não. Mas sem dúvida que é diferente de muito do que há por aí. Mais que não seja pelos episódios isolados, a quebrar completamente o registo por vezes infantil da narrativa. Esses episódios são de lhe tirar o chapéu.
Por outro lado, é mais uma série que não consegue escapar da típida novela americana, com muito conflito forçado e repetido. Sim, os personagens principais tinham uma relação pessoal complicada. E dou-lhes o mérito de que desenvolveram muito bem o porquê de assim ser, com flashbacks a justificarem muito do que se passava no presente, para além de dar dimensão ao relacionamento. Só que, a partir de certa altura, o «conflito» entre os dois resolveu-se, parecia que finalmente conseguiriam ultrapassar os defeitos de personalidade e vingar, contra tudo e contra todos, só para voltarem à infantilidade, tudo para conseguir esticar a coisa um pouco mais.
Não será a última parte que ficará para a História. Não tenho muitas dúvidas disso. Logo...
Continuo sem saber se a recomendo.
Monday, June 30, 2025
filme do mês: Junho '25
Saltamos dum máximo para um mínimo como quem muda de cuecas.
Só um filme. Poderia não destacar, mas destaco A Nice Indian Boy. Não deixou de ser um filme simpático.
Só um filme. Poderia não destacar, mas destaco A Nice Indian Boy. Não deixou de ser um filme simpático.
Saturday, May 31, 2025
filme do mês: Maio '25
Oito filmes num mês. Até fui ao cinema. Loucura. Qualquer dia chego à dezena, não?
Não. Não mesmo. Não tão cedo. A não ser que algo mude radicalmente na minha vida. Não vai acontecer. Não sou assim tão interessante.
Posto isto, destaques para Moana 2 (acho que vou ver muito deste filme, cá por casa, por bastante tempo), mais Watchmen I e II (não é por ter adormecido que é mau, é uma boa adaptação), com o filme do mês a ser Snack Shack, porque gosto de filmes castiços (versão adolescente).
Não. Não mesmo. Não tão cedo. A não ser que algo mude radicalmente na minha vida. Não vai acontecer. Não sou assim tão interessante.
Posto isto, destaques para Moana 2 (acho que vou ver muito deste filme, cá por casa, por bastante tempo), mais Watchmen I e II (não é por ter adormecido que é mau, é uma boa adaptação), com o filme do mês a ser Snack Shack, porque gosto de filmes castiços (versão adolescente).
Friday, May 30, 2025
despachada: Andor
Que sonho de série, de história, de respeito por aquilo que é Star Wars, sem ter necessidade alguma de puxar ao saudosismo. F#d@-s€, Andor é espectacular!
É tudo bom. A narrativa, o desenrolar, os actores, os personagens, a envolvência. E já Rogue One tinha tido a seriedade de saber para onde a história tinha de ir, onde tinha de ir parar. Muito, mas muito bom.
Pontos máximos são discurso de Skarsgård (ainda tenho arrepios, só de pensar nisso) ou as duas revoltas em planetas básicos, cheias de significado e desespero. Porque as pessoas nem tinham bem noção do porquê da sua revolta, o porquê da sua situação. Mas nós sabemos. E nós vemos em Andor o que realmente foi a governação do Império. Não as batalhas no espaço, com lasers ou gajos encapuçados a usarem uma «magia» esquisita. Nada disso. São pessoas comuns a sofrer com um governo tirânico. E, lá está, nem sabem elas da missa a metade.
Não tenho palavras suficientes para recomendar Andor. Mesmo para pessoas que não gostam de Star Wars. É por demais um dos maiores projectos recentes. E, sem dúvida, a única coisa que está quase ao nível da trilogia original.
Não, não queria que continuasse. Não, não tenho pena que não tenham feito as quatro ou cinco temporadas que estavam inicialmente previstas. Está óptimo assim. Não tenho pena que seja pouco. É mais que suficiente. Porque é bom. E, como o restante de bom que este franchise tem, terei todo o prazer em rever vezes e vezes sem conta.
Wednesday, April 30, 2025
filme do mês: Abril '25
Não é uma decisão difícil, este mês. Dois filmes. Um é péssimo. O outro é bonito, mesmo que não seja muito cativante. Logo, a escolha é o Here.
Sobre a vida, nada a registar. Somos quatro. Um número fixe, de que sempre gostei, mas é muito cansativo. Está tudo óptimo, mas estou de rastos.
Sobre a vida, nada a registar. Somos quatro. Um número fixe, de que sempre gostei, mas é muito cansativo. Está tudo óptimo, mas estou de rastos.
Monday, March 31, 2025
filme do mês: Março '25
O que é que recomendo, dentro dos quatro filmes que vi? Epá... O Wolfs? Sei lá! São os dois uns castiços. Faço-lhes o gesto. Mas não. Se alguém me pedisse uma recomendação de algo para ver (ideia parva, bem sei), nunca na vida recomendaria qualquer um destes filmes, a verdade é essa.
Thursday, March 27, 2025
despachada: Star Trek: Lower Decks
Um ano depois descubro que foi cancelada. Ainda há pouco tempo vi a quinta temporada. Que tristeza.
Talvez o sucesso do Quaid tenha levado a uma difícil renovação. Mas o mais provável é não ter tido audiências suficientes. O que é normal. Tudo é caro. Para se pagar é preciso muita gente a ver. O que não acontece com tanta facilidade, hoje em dia. Porque há demasiado para ver. O público está super disperso. E, convenhamos, é uma série de animação dentro do universo Star Trek, não tem grande ligação às demais séries actuais, e é uma paródia da coisa. Pareceu-me sério, atenção. Ou seja, fiel ao que é o universo e as suas regras, mas simplesmente feito com um tom muito mais humorista.
Não conheço fãs de Star Trek. Gostaria de perguntar-lhes se gostaram de Lower Decks. Acho que qualquer pessoa, com um mínimo de sentido de humor, tenha gostado. Eu gostei. Super divertido. Mas eu não sou ninguém. Verdade.
Tuesday, March 11, 2025
despachada: The Penguin
Olha, Sony! Estás a ver, Sony? É possível fazer histórias com vilões a serem vilões. Não é preciso fazer deles heróis, ou ter de salvar um gato da árvore, para nós, espectadores, gostarmos de ver a história. Basta serem humanos. Basta terem defeitos e ligações. Serem falíveis e terem fraquezas. Basta contar-se uma história como deve ser. E os vilões têm muitas. Têm quase tantas histórias como os heróis.
Eu não sou fã de Batman. Não gostei especialmente do último. Não gosto do Penguin enquanto personagem. Estou habituado a uma criatura ridícula, de quem é difícil ter medo. É complicado alguém ficar impressionado com um pinguim. No entanto, este Penguin do Colin Farrell, isto é outra conversa. Isto já é qualquer coisa. Metes-lhe uma Milioti muito impressionante e, de repente, uma série que achei que não ia ver, captou toda a minha atenção.
Estás a tomar notas, Sony? Já vai tarde, bem sei, mas talvez seja útil para um próximo franchise que te lembres de fazer.
Friday, February 28, 2025
filme do mês: Fevereiro '25
Friday, February 21, 2025
despachada: Dopesick
Mais uma mini-série baseada em factos verídicos, mas à qual têm de chamar ficção, para não serem processados até à quinta casa.
Uma empresa farmacêutica, pertença duma família rica, faz tudo ao seu alcance para fazer dinheiro com uma droga extremamente viciante. Subornos, estudos aldrabados, extorsão, marketing muito «específico», e um rol de mentiras que acredita quem precisa desesperadamente e quem é ganancioso. Uma péssima amostra de gente, por sinal.
Parece real, certo? Pois.
Friday, February 7, 2025
despachada: Black Bird
Pesado. É uma série intensa, que aborda um assunto pesadíssimo. Claro que é tudo romantizado.
Dando contexto: um tipo porreiro e cheio de lábia, preso por tráfico de drogas, tem uma hipótese de melhorar a sua situação. É-lhe pedido que vá para uma prisão bem pior, tornar-se amigo de alguém suspeito de ter violado e morto umas quantas adolescentes, e levá-lo a confessar. E o pior é que isto é baseado numa história verdadeira.
Digo que é romantizado porque o tipo principal é pintado como um gajo porreiro e cheio de escrúpulos, mas convenhamos que ele ganhava dinheiro a fazer heroína chegar as ruas. Vamos lá ter calma com os endeusamentos.
Vê-se bem. Óptimas representações. Mas ainda tenho alguns arrepios.
Friday, January 31, 2025
filme do mês: Janeiro '25
Não. Não vou aqui destacar nada. Vi dois filmes. Um de Natal, que não é nada de especial. E outro que é só mau, que nunca deveria ter visto.
Vem aí um ano novo, com muita coisa prevista. Continuam a haver demasiadas sequelas e remakes, mas esperemos que haja alguma originalidade pelo caminho. Não sei se terei oportunidade de ver muita coisa. O ano antevê-se ainda mais limitado de tempo para ver filmes que os anteriores, mas espero que surjam coisas novas para animar a malta. Espero mesmo que sim, a bem de todos.
Tuesday, January 28, 2025
despachada: What If...?
Sempre gostei de ler as pequenas histórias de What If em formato BD. Não ia tão longe como comprar e ler toda a série de livros de enfiada. Mas gostava quando metiam uma história completamente «fora» no final dum livro qualquer. Isto acontecia muito nas edições brasileiras, que compilavam mais que um comic americano. Gostava de ver como, bastando uma ligeira diferença, uma pequena alteração do desenrolar de acontecimentos que era conhecidos, como isso podia dar um mundo completamente alterado. Algumas ideias eram só parvas, mas muitas eram interessantes. E isso depois levou aos universos paralelos, e a histórias excelentes como Age of Apocalypse ou House of M. Também levou à tentativa falhada da Marvel Studios com a multiverse saga, mas não entremos por aí.
A série What If...? foi fiel a esta origem. Pegou no que foi construído no MCU e desconstruiu-o. Deu-nos versões que tínhamos curiosidade em ver. Deu mais tempo de cena à Hayley Atwell, algo que apoiarei sempre a 100%. E deu-nos uma boa história na primeira temporada. A segunda foi fixe e acrescentou personagens porreiros, embora não tivesse um grande fio condutor. Na terceira esticaram a corda. Talvez não devesse ter existido, fazendo sentido que, no final, a série tenha sido cancelada.
Mesmo assim, é bom visionamento para os fãs absolutos. Acho que é das coisas boas para ver, para os que querem ver tudo MCU. Para quem só quer ver o principal, não perdem nada em saltar. Tirando perderem uma boa história global na primeira temporada, lá está.
Monday, January 20, 2025
despachada: Kevin Can F**k Himself
O projecto é original. O conceito é óptimo. E foi tão bem concretizado. Faz-me acreditar na Humanidade. Faz calar o macaquinho que tenho na cabeça, que diz que tudo já foi feito e não há nada original. E depois sei da origem da história. É baseado na vida real, mais ou menos. O macaquinho riu-se. Não deixei de gostar da série.
Não sei os detalhes todos. Não vou entrar muito na parte real. Consta que houve uma série, daquelas básicas de riso de lata, cheia de clichês e coisas básicas. Pai de família, working man, que só quer divertir-se com os amigos, e que tem uma esposa chata, yadda yadda. Já não há paciência para este formato. É pena que continue. Agora, nos bastidores parece que a actriz que faz de esposa não achava piada ao desenvolvimento do seu personagem «chapa 5». Ou não se dava com o elenco maioritariamente masculino, e houve arrufos. A estrela da série ganhou a batalha. A actriz foi despedida, ou não lhe renovaram o contrato, e a personagem simplesmente deixou de aparecer, duma temporada para a outra. Sem justificação sequer na série.
É o clássico exemplo de Hollywood. Tudo bonito em frente às câmaras. Tudo muito podre atrás delas.
Essa é a parte fixe de Kevin Can F**k Himself. Tem esses dois lados. Uma parte da série é colorida e filmada como uma sitcom parva, com riso em lata e afins. Mas sempre que a esposa afasta-se do idiota do marido, tudo fica escuro, real, sem risos e situações ridículas. As transições eram deliciosas. Ele, um completo idiota, mas com toda a gente à volta dele a compactuar com as ideias parvas. Mas quando saía de cena, ou quando os personagens começam a verdadeiramente perceber o quão idiota ele é, ou quando eram traídos ou expulsos do círculo interno, por este ou por aquele motivo, tudo mudava. Eles passavam de personagens secundários cómicos para seres com produndidade, com opiniões, desejos, ambições ou simplesmente com necessidade de serem respeitados. E neste lado da história víamos as verdadeiras consequências de ter de lidar com um ser egocêntrico e tóxico.
O exemplo mais simples é o Alf. Não é referência para toda a gente. É para uma geração específica e, mesmo dentro dessa, nem todos seguiram a série. Eu adorava o Alf, em miúdo. Era um boneco peludo e fofinho, que mandava todas as piadas. Depois revi a série em adulto. O Alf era um alienígena, preso na Terra quando a sua nave despenhou-se. Mas era um personagem execrável. Infernizava a vida da família que o adoptou. E não fez nunca nada para merecer isso. Nunca pedia desculpa. Fazia porcaria, era apanhado e, no episódio seguinte, fazia porcaria outra vez. Não havia qualquer justificação para não o expulsaram de casa, ou simplesmente entregá-lo ao governo. Não havia razão alguma para gostarem dele ou quererem-no na família. Numa situação real, a família tinha-o morto, facilmente, num momento de raiva. E não poderiam ser incriminados de nada. Era só fazê-lo desaparecer, já que ninguém sabia que ele existia sequer.
Kevin Can F**k Himself mostra essa parte mais real, ao mesmo tempo que mostra o riso em lata. E fê-lo de forma genial. A única coisa que tenho a apontar é que o final é apressado. Os criadores tinham o enredo todo idealizado, do princípio ao fim. Só que contariam com mais uma temporada, algo que o estúdio decidiu cancelar. Ou outra coisa aconteceu. Não sei ao certo. Felizmente conseguiram terminar a história que queriam contar, mas tiveram de apressar os últimos episódios. É especialmente notório no penúltimo, onde todos os enredos, de repente, resolveram-se quase na totalidade.
Mesmo assim. Gostei de ver.
Thursday, January 16, 2025
despachada: Star Wars: Skeleton Crew
Vivo num mundo de altos e baixos.
Apenas e só em relação ao MCU e, neste caso concreto, a Star Wars. No resto, a minha vida é muito básica. Anda a roçar o enfadonho, em boa verdade, de tão rotineira que é. Não. Refiro-me apenas a estes dois franchises.
O que acontece é que eles (estúdio, Disney, suits) anunciam coisas, e eu fico em pontas só para depois ser desiludido, ou torço o nariz e sou surpreendido. Aconteceu com Acolyte, do qual esperava muito e a série não chegou lá. Ou Andor, projecto que achei parvo, e afinal é o melhor Star Wars desde a trilogia original. O mesmo aconteceu com Skeleton Crew.
Achei uma ideia infantil. Achei que ia ser simples demais. Achei que ia irritar-me com o Jude Law. A última parte confirmou-se, mais ou menos. Acedo que estava errado. Crew foi divertido, do princípio ao fim. Teve um tom de aventura e expectativa que esperava ver noutros projectos. Manteve-me entretido e curioso sobre o que iria acontecer a seguir. Roçou a fantasia criada nos anos 80 e 90.
Como com o MCU, há projectos bons e outros maus. Parece que vão saindo alternadamente, fazendo-nos pensar em deixar de ver totalmente, ou ter vontade de rever tudo. Crew foi um dos projectos bons, no meu entender.
Será que... Esta coisa de ser sempre contrariado, será que sou eu? O problema é meu? Raio de altura para ter uma crise existencial, quando estava tudo a correr tão... moderadamente OK.
Wednesday, January 1, 2025
top dos filmes vistos em 2024
Estava a pensar no que incluir neste post e, mais que obter a lista de filmes (essa parte é super fácil, especialmente tendo em conta que vi pouquíssimos filmes, comparando com quase todos os outros anos deste blogue), tive dificuldade em lembrar-me de referências de 2024. Maior parte foi muito igual. Acordar, ir para o trabalho, voltar, apanhar a Madame M. na creche, fazer as rotinas da noite com ela, sentar no sofá e ver alguma coisa, dormir. Sempre o mesmo, com ligeiras variações (trabalhar desde casa teve ainda menos destaques). Ao fim-de-semana, ou eram tarefas domésticas ou visitar sogros o que ocupou o tempo. Genericamente foi isto. Mas também foi visitar dois países desconhecidos (um em família, outro com amigos tontos), ter visitas desses mesmos amigos e de família, ir a um zoo incrível, retomar algumas rotinas pré paternalidade e ter uma boa nova sobre um futuro pelintra cá em casa. Bem vistas as coisas, não foi um ano terrível.
Em ano de prequelas, sequelas e reboots, ainda deu para ver alguns bons filmes. Como de costume, seque lista dos filmes que gostei de ver, sem qualquer ordem especial. E excluindo óptimos revisionamentos.
This is Christmas e That Christmas
If You Were the Last
The Marvels e Deadpool & Wolverine
Mission: Impossible - Dead Reckoning Part One
Dune: Part Two
Flora and Son
The Greatest Hits
Teenage Mutant Ninja Turtles: Mutant Mayhem
The Ministry of Ungentlemanly Warfare
The Fall Guy
Babes
The Union
The Wild Robot
And Mrs
The 4:30 Movie
My Old Ass
A Quiet Place: Day One
Em ano de prequelas, sequelas e reboots, ainda deu para ver alguns bons filmes. Como de costume, seque lista dos filmes que gostei de ver, sem qualquer ordem especial. E excluindo óptimos revisionamentos.
This is Christmas e That Christmas
If You Were the Last
The Marvels e Deadpool & Wolverine
Mission: Impossible - Dead Reckoning Part One
Dune: Part Two
Flora and Son
The Greatest Hits
Teenage Mutant Ninja Turtles: Mutant Mayhem
The Ministry of Ungentlemanly Warfare
The Fall Guy
Babes
The Union
The Wild Robot
And Mrs
The 4:30 Movie
My Old Ass
A Quiet Place: Day One
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