Saturday, June 6, 2020

despachada: Deadly Class


Gosto muito da ideia duma escola para rufias e assassinos, mas ter geeks e outras classes, como cheerleaders e afins, não faz qualquer sentido. Uma escola assim não seguiria os chavões usuais dum secundário americano.

No fundo os meliantes destruiriam os nerds, ou aproveitar-se-iam dos pais ricos e influentes, no limite. É que um dos nerds era só sacana. Os pais nem pertenciam a nenhum sindicato criminal, por exemplo. Eram só totós com dinheiro. Qual a lógica de meterem o filho num colégio privado onde a educação não é propriamente o forte? Não estou a ver a escola de assassinos a aparecer nos rankings. E se assim fosse, a Assassins Guild seria primeira opção, imagino.

Ó último episódio até é bastante emocionante, mas mostra que a série deve ter sido cara demais. Sem vedetas de maior (e a moça do To All The Boys I Loved não conta, porque não é famosa para este género) a série nunca conseguiria ter audiências suficientes.

Não é uma temporada muito bem conseguida, com demasiados dramas de liceu parvas, mas teve alguns momentos interessantes, como um episódio a homenagear o Breakfast Club.

Sunday, May 31, 2020

filme do mês: Maio '20



No meio de nada que fazer em tempo de quarentena, passando para um regressar a ritmos menos desejáveis do passado, consegui despachar todos os filmes Irmãos Marx e pela saga X-Men, que deu-me mais gozo do que estava à espera.

Mesmo não sendo as melhores coisas, gosto mesmo de embaçar comic book movies. Acho que até se visse os DC movies estaria entretido.

Consegui ainda entreter-me com alguns bons buddy movies e até umas comédias românticas (género que a Netflix procura revitalizar a toda a força, mas só com uma geração específica em destaque). E até consegui ver em média um filme por dia, algo que não creio que se repitirá tão cedo.

Não há muito para ver hoje em dia, mas ainda é possível ver algumas coisas decentes. Dá algum alento, no meio do caos da vida real.

Destaque para Lovebirds, porque a dupla merece isso e muito mais.

Tuesday, May 19, 2020

despachada: The Last Dance


Não queria começar a ver antes de terminar. Estava aqui na lista, para ver no momento certo. Mas a pressão foi grande. O meu grupo de conversa semanal só falava nisto. E em todo o lado apareciam coisas. Nunca pensei ver o fenómeno de desmultiplicação de artigos, nos dias a seguir a saírem episódios, para um documentário!

E o impresssionante é isso mesmo. Será o documentário mais famoso do planeta, não? Até nisso o sacana do Jordan tinha de ser o melhor. Foi aburdo. Não gostava do Jordan. Não gosto de documentários. Mas Last Dance é espectacular e vê-se tão bem. Desde o primeiro segundo ficas agarrado e queres ver tudo de seguida. O que não só é possível, como é super fácil de fazer.

Porque é que foi tão incrível para mim? Não falo pelos outros, nem pelo sucesso mundial que teve. Para mim foi o acesso a mais informações. Muito mais do que nos chegou na altura. Por exemplo, tinha uma noção completamente errada da morte do pai dele. Em Portugal chegou-me a parte das intrigas e fofoquices. Até ver o documentário estava convencido que o Jordan tinha saído do jogo porque devia dinheiro a máfias que mataram o pai. Nada disso é verdade. É até bastante estúpido. Mas notícias sem polémica não tinham qualquer força para chegar ao resto do planeta. O que se queria e ainda quer hoje é sangue.

Percebi também que tive muito azar. A altura em que vi NBA foi quando os Bulls dominaram. A década de 90. Foi a única altura em que dominaram, aliás. E quando o Jordan esteve reformado pela primeira vez e a jogar (mal) beisebol, os Rockets ou os Spurs ganharam. Que trágico. Torcia por equipa que estiveram perto, mas não chegaram lá.

À partida foi a última vez que vi os Bulls de Jordan a dominar. A não ser que se lembrem de fazer filmes ou séries. Esperemos que não.

Monday, May 18, 2020

despachada: Schitt's Creek


Uma das séries mais badaladas nos últimos anos.

A comédia pura, inocente e familiar, está cada vez mais em desuso. Logo é difícil encontrar séries de boa qualidade nas listas anuais de premiados. Coitaditos não podem propriamente dar prémios ao Rick & Morty, apesar de ser hilariante e super inteligente. Daí que se diga que a comédia esteja a morrer um pouco. Ou, pelo menos, a transformar-se.

Contudo, há «sobreviventes».

Schitt's Creek tem algumas obscenidades mas é, no fundo, a história duma família. Uma família branca, rica, que perdeu tudo. Há tons de homossexualidade, bissexualidade e outras coisas no espectro, mas continua a ser a história dos que sobrevivem e prosperam no grande país que é a América. E isso faz com que, mesmo se não tivesse piada, seja uma presença garantida nas listas de nomeados dos grandes prémios.

Agora, independentemente de tudo isto, Schitt's Creek tem mesmo muita piada. É uma série engraçada. Tem um pouco menos de parvoíce do que pensava - há momentos mesmo bastante profundos e bonitos -, mas tem interpretações absolutamente divinais. Enalteço alguns dos personagens da terriola, que são deliciosos, mas o ponto máximo é a personagem de Catherine O'Hara. Não que a mulher precisasse, mas este papel é fabuloso e marcante numa carreira. Ainda não ganhou o Emmy, mas se não o ganha para o ano é só criminoso.

Foi uma excelente série para embaçar (com moderação) durante a fase final da quarentena.

Monday, May 11, 2020

despachada: Muppets Tonight


Mais uma que demorei demasiado tempo a acabar. São 22 episódios, mas acho que durou cerca de três ou quatro anos para «despachar».

Sou fã dos Marretas. Fiquei todo entusiasmado quando o novo filme foi um sucesso e quando soube que iam fazer nova série. Também fiquei super triste quando percebi que a série não era grande coisa e ia ser cancelada, e que o estúdio decidiu arruinar o sucesso do novo filme e dum possível franchise com uma trampa duma sequela.

Só que esta iteração de Muppets não foi mesmo fácil de digerir. Nem era muito má. A sequela cinematográfica recente foi pior, por exemplo. Mas o formato era muito igual. Era trazer uma estrela da altura para um episódio (ou várias, até) e fazer piadas com isso. Um variety show, à la SNL, mas com Marretas.

Tudo muito ideal, mas demasiado. Demasiado tudo. Demasiadas secas, musiquetas, referências de então (datadas, entenda-se), demasiados chistes físicos. Talvez se visse semanalmente fosse mais tolerável. Só que comecei a ver de enfiada uns quantos episódios, e depois tinha de fazer longas pausas entre visionamentos.

Uma coisa tenho de aceder. Seja em que formato for, toda a gente quer participar em coisas com os Marretas. Toda. A. Gente. É impressionante.

Sunday, May 10, 2020

despachada: Cybill


Cybill é o cromo que me faltava das séries mais antigas, criadas por Lorre. Para quem não sabe, o cavalheiro criou coisas como Dharma & Greg, Two and a Half Men ou Big Bang Theory. E, apesar de ser tudo muito igual, vi todas. Não tenho paciência para ver coisas novas. Ele tem três ou quatro séries a dar, neste momento, incluindo um spin-off do Big Bang. Mas eu já dei o suficiente para o peditório Lorre. Ele não precisa mais de mim.

Tinha Cybill para ver há algum tempo. E, sendo honesto, ando a vê-la se calhar há mais dum ano. Não, não é assim tão longa. São quatro temporadas de episódios de vinte e poucos minutos. Em situação normal, demoraria cerca de quatro/cinco dias a ver. Porque demorei assim tanto tempo?

Não, não é nada má. É formatada no mesmo registo de todas as outras que listei acima. É um registo cansado e que já não funciona tão bem para o público mais novo, mas eu ainda tenho alguma tolerância para a coisa. E poderá surpreender, mas Cybill teve Alan Ball a escrever para a série, por exemplo. Mais uma vez, para quem não sabe, Ball escreveu coisas como o Six Feet Under ou o American Beauty.

Mas, mais que tudo isto, Cybill tinha Cybill Sheperd que, para quem não se lembra, entrou na muito famosa (na altura) série Modelo e Detective. Série essa que lançou para a ribalta um jovem moçoilo de seu nome Bruce Willis. Admito que, enquanto miúdo, fiquei fixado foi em Willis. Era um gajo com piada, mas que se aguentava na acção. Esperto e mordaz, sempre às turras com a personagem de Sheperd. Chiça, ele era o John McClane!

Hoje em dia vejo que Sheperd não ficava aquém do companheiro de cena. Era uma mulher bonita, inteligente e com muita piada. Também canta, mas esse tipo de coisas não me impressiona. A não ser que façam uma versão musical do Assalto ao Arranha-Céus. Cybill trouxe muitas das qualidades de Sheperd ao de cima, aproveitando para mandar uma data de bicadas a Hollywood e à sociedade em geral. Especialmente na forma como as mulheres eram tratadas, na vida em geral e no trabalho em concreto.

Demorei a ver porque a série é repetitiva e usa todos os mesmos artifícios das outras séries Lorre. Não por falta de qualidade. Ou seja, se visse na altura em que saiu, com os olhos de hoje, teria apreciado muito mais e «despachado» muito mais rapidamente.

Thursday, May 7, 2020

despachada: Crashing


Phoebe Waller-Bridge é a nova grande cena. Uma daquelas vozes que Hollywood vai engolir e esmifrar até toda a gente dizer que afinal não era assim tão fixe. O certo é que, por enquanto, cá em casa somos fãs.

Crashing são seis episódios duma série britânica que até tinha pernas para continuar, mas que PW-B sempre disse que era uma coisa fechada. A série começa a grande velocidade. É sempre a despachar. (Porque, convenhamos, seis episódios de 20 minutos cada não é assim tanto para se poder contar o que seja.) Tem um conjunto de momentos bastante engraçados e teve um absolutamente hilariante lá pelo meio, que fez-nos rir a bom gargalhar. Até que nos apercebemos que estávamos a fazer demasiado barulho para as onze da noite.

Gostava que a moça fizesse mais coisas ao género disto e de Fleabag, mas parece que a estamos a perder para a acção. Alguém sabia que o guião do novo Bond é escrito por ela?

Brilliant.

Sunday, May 3, 2020

despachada: Band of Brothers


Weekend passes are canceled.

Para mim, é a frase que fica desta mui clássica série. Nos primeiros episódios é repetido até à exaustão, durante o período de treino. Pensa-se que na «parte da guerra» não será grande assunto. Errado. Ter o período de divertimento e descontração cancelado é quase um perigo tão presente como os próprios nazis.

A Segunda Guerra Mundial foi diferente de todas as outras, aos olhos dos criativos de Hollwood. Enquanto que em maior parte das guerras os homens são brutos, sanguinários, infantis (são miúdos, afinal), cheias de demasiado sexo e deboche, tanto quanto violência e homicídio, nesta Guerra específica os soldados são sempre dotados duma honra inabalável. São miúdos, vão «às meninas» à mesma, matam e morrem, mas é tudo com uma distinção notável, de quem tudo faz por uma causa maior. Mesmo frequentar prostitutas. «Não são maus rapazes. Têm é necessidades e precisam dum escape, pois estão a lutar pelo bem da humanidade.»

Há uma cena quando entram na Holanda, onde certas mulheres são despidas pela população em praça pública, sendo que é-lhes cortado o cabelo à força. Choram e tentam defender-se. É bastante violento, mas o público bate palmas. Porque são umas malandras que foram para a cama com Alemães, durante a ocupação. Então e depois dos Americano saírem? Estas mulheres serão vistas como heroínas pelas pequenas comunidades, pois dormiram com os «bons da fita»? Estou certo que estátuas existirão a honrar o que fizeram pela causa.

Mesmo a simples história do soldado que, durante uma batalha, teve um caso de ceguez histérica. Lamento, mas compreensão e solidariedade não é o que aconteceria durante uma guerra. Teriam duvidado e gritado com ele até a coisa passar, ou piorar substancialmente. Há demasiada inocência neste bando de homens.

Posto isto, é realmente uma bela série, com histórias notáveis. E foi melhor ver agora, passado algum tempo. Todos os jovens actores que aparecem aqui em início de carreira, conheço-os quase todos doutras andanças. Neste tipo de séries de guerra, os rapazes parecem-me sempre demasiado iguais e torna-se difícil reconhecê-los nas cenas ou até simplesmente saber quem é quem. Em Band of Brothers consegui reconhecê-los quase sempre. O que me leva ao ponto final que quero fazer.

Apesar do Michael Fassbender estar registado como tendo aparecido em sete episódios da série (que tem dez, no total), por vezes é mais difícil encontrá-lo do que ao raio do Wally, naqueles livros do demónio. E o ridículo é que, quando aparece mais, nos últimos episódios, tem o desplante de dizer que não fala alemão.

Ele nasceu no famigerado país, caramba!

Thursday, April 30, 2020

filme do mês: Abril '20

Ainda está tudo desse lado?

Eu por aqui ando, procurando novos hábitos diários que me permitam estar entretido e minimamente são. Ficar em casa nunca me custou, convenhamos. Não estou a sofrer por estar em quarentena. Há gente por aí com muito menos espaço para estar. Ainda por cima por este lado esteve sol quase todos os dias. Ajudou. O que me custa é tudo o resto. Como está o mundo e como serão os próximos tempos.

Tenho visto coisas giras. É ao que me agarro. Tenho de pensar nas coisas pequenas que possam dar alegria e contentamento (that's what she said).

Antes de referir o filme do mês (e o porquê da escolha), tenho ainda de destacar boas opções nos mais diversos géneros: My Spy (comédia ligeira), Invisible Man (terror), A Rainy Day in New York (romance), One Cut of the Dead (zombies) e Gentlemen (por ser castiço).

O filme do «mês da quarentena» é Onward. Porque é giro. Porque está bem feito. Porque foi das poucas coisas que ganhou com esta m€rd@ da pandemia. Se não fosse o fecho dos cinemas, o filme não teria saído tão cedo na Internet e tanta gente não teria visto.

Pequenas vitórias.


Sunday, April 26, 2020

despachada: Mad About You


Mais uma série sobre a qual podia jurar que já tinha falado neste blogue. Pensei que tinha visto a série há pouco tempo. Talvez não tenha sido assim há tão pouco tempo. Que raios!

Mad About You foi uma série que vi na TV. Quase tudo. Acompanhei o melhor que pude, sendo que na altura, como é sabido, a TVI (ou qualquer outro dos restantes três canais) não avisava quando começava ou acabava uma temporada. Chiça, continuo com a impressão que às vezes mudavam o horário a meio da coisa. Ou talvez não. Lembro-me que Mad About You dava todos os dias úteis a uma hora fixa, ou antes ou depois do telejornal. Mas também deu às tantas da manhã.

E sim, claro que gostava da série com um tipo simpático, uma mulher bonita e inteligente, o conjunto de familiares e amigos insano, e um cão! Tudo em Nova Iorque, quando o raio da cidade começava a mostrar demasiado encanto e a tornar-se na capital do mundo. Paul tinha uma vida extraordinária.

Quando revi, já com outros olhos, não fiquei assim tão impressionado, claro. Surpreendeu-me que uso algumas expressões, no meu dia a dia, que vieram desta série. Já não me lembrava. Aliás, há muito dos maneirismos de Paul que tenho em mim. Achava-lhe piada e tinha tudo. Como não querer ser como ele?

Fiquei entusiasmado quando soube que iam trazer de volta a série. Até porque ambos os actores, que muito admirava, tiveram carreiras não muito expansivas. Reiser continuou a tentar o sucesso na TV, mas nunca chegou ao nível desta série. Hunt deu o salto para o cinema e fez um par de filmes muito bem sucedidos, só para mais tarde desaparecer.

Foi bom revê-los. Valeu a pena esta temporada? Roubando mais uma das expressões do protagonista, que não tenho como imaginar sempre que a digo/uso: meh!

Friday, April 24, 2020

despachada: Arrested Development


Última série, último post do dia.

Mais uma que não tem cancelamento oficial. Acredito que porque a Netflix não quer acabar com a coisa, mas também não se quer comprometer em fazer mais. Porque um dos actores principais está envolvido em escândalos. Escândalos esses que o levaram a ser expulso da outra popular série que interpretava, em que até era personagem principal. Parece que o pai Booth devia mesmo ir parar à prisão.

Polémicas à parte, Arrested tinha um encanto muito particular. Será difícil encontrar algo ao qual se possa comprar, pois era mesmo muito único. Convém ainda dar mérito a como conseguiram desenvencilhar as últimas temporadas, quando já não se esperava grande coisa. Com o elenco muito mais famoso do que eram quando a série começou, tornou-se uma aventura conseguir articular as agendas dos «A listers». Creio que terá sido bom treino para os irmãos Russo.

Apesar de ter muito carinho por Arrested, se calhar já chega, malta. A última temporada não foi espectacular, convenhamos.

despachada: Flaked


Desta série então não há mesmo indicação nenhuma se continua. E até é possível que venha a existir mais uma temporada, mas já estou por tudo. Se é para limpar as listas, limpa-se tudo!

Sobre a série, não é nada má. Vê-se bem. Tem bons momentos e dá para sonhar com um outro tipo de vida, em que há sempre sol, praia perto e tudo é muito, muito mais descontraído. Mas, convenhamos, Flaked era uma má mesa de experiências para Bojack Horseman. O mesmo actor, em real e animação, é um tipo «porreiro», mas que mente e engana toda a gente, só para levar a sua avante, mas maior parte das vezes sem necessidade de o fazer. Lixa amigos, conhecidos e negócios só porque sim, porque a vida é difícil e, mesmo tendo óbvio talento/inteligência, é sempre mais fácil fazer menos para obter o mesmo resultado.

Will Arnett consegue sempre irritar-me. Não fosse até gostar do rapaz...

despachada: Idiotsitter


Qual é a cena da Comedy Central não cancelar séries? É esta e a da Amy Schumer.

Custa assim tanto fazer uma declaração com o que continua e o que não continua? Convenhamos que não perdi qualquer sono com Idiotsitter. Calma. Pouco quis saber se continuava ou não. Rala-me zero que a tenham cancelado. Ou não. Que a tenham «ignorado». Seja. Incomoda-me sim a falta de respeito para com o público.

Era uma coisa parva, em que duas amigas/actrizes/parceiras arranjaram uma história minimamente interessante, criaram personagens que podem ser vistos como «engraçados» e convenceram um canal a dar-lhes tempo de antena. Pouco mais se aprendeu, embora aceda que ambas têm talento e conseguem ser engraçadas.

O único verdadeiro «problema» é que a mais popular das duas agora anda com a mania de fazer coisas séries. Haja paciência.

despachada: Inside Amy Schumer


Mais uma que não teve notícia oficial de cancelamento.

Aliás, as primeiras notícias que se encontram na Internet continuam apenas a ser as que afirmam que a temporada 5 vai demorar «um bocado» a sair (notícias de 2016, atenção). Mas tendo em conta o perfil da actriz e a atenção negativa que a série teve em tempos, o prognóstico não é o mais favorável.

Schumer, como qualquer «estrela em ascenção», foi atacada por todos os lados. Mais por ser mulher e andar a dizer piadas sexuais, como se fosse um homem. O desplante! Claro que nem todos os ataques terão sido tão injustos. Schumer e demais equipa do programa foram acusados de plagiar piadas. Alguns sketches eram estranhamente parecidos com momentos de stand-up ou cenas de actrizes menos conhecidas. Ficou uma nuvem negra a pairar sobre o resto da série. Nada que tenha parado a «estrela da companhia», que pôs-se a fazer comédias tolas em Hollywood e deixou essas polémicas para trás... só para andar metida noutras.

Fora isso, era uma série de sketches, com alguns bons e outros menos bons. Nada de novo.

despachada: Master of None


Não saiu qualquer anúncio oficial de cancelamento de Master of None. Poderá ser precoce estar a falar da série e tirá-la das minhas listas, mas estou em limpezas. Hoje vai tudo. Se entretanto recomeçar logo se vê.

A razão das dúvidas é, apenas e só, a vida pessoal do criador e intérprete. Acima de tudo, as coisas idiotas que decidiu fazer na sua vida. Pois Aziz estava na ribalta. Saído duma série de grande sucesso, a começar a aparecer em papéis secundários em grandes filmes, Aziz encontrou na Netflix a liberdade para criar a série que queria criar. Uma espécie de autobiografia, com muito sentimento e a falar de todas as coisas que lhe interessavam trazer à baila. Tudo foi perfeito. Aziz tinha o melhor palco para o seu trabalho. O serviço de streaming tinha um tipo talentoso e na berra, a fazer algo com muita qualidade, que traria (trouxe) muitos novos aderentes ao serviço.

Até que o idiota de m€rd@ armou-se em gajo famoso e julgou-se invencível. Fez o que não devia e levou com as consequências disso. Os seus espectáculos de stand-up foram cancelados. Deixou de ter papéis secundários em grandes filmes. E a série foi posta em stand-by por tempo indeterminado.

É a cena à Hollywood. Ninguém toma decisões, porque ninguém quer perder nada. Aziz começa agora a aparecer outra vez. Começa a fazer coisas. Porque tem talento, porque Hollywood prioratizará sempre fazer dinheiro, e porque a memória é curta. Quem sabe? Uma terceira temporada poderá ainda acontecer.

Sobre a série, é realmente muito fixe. Mais a segunda temporada, onde Aziz solta-se e faz óptimos episódios. Para além de óptima pasta fresca italiana, pelos vistos.

despachada: State of the Union


Nunca houve planos de segunda temporada. Guardei nas minhas listas durante umas semanas. Era só eu esperançoso que houvesse mais.

State of the Union é muito simples. Um casal encontra-se num bar, perto do sítio onde vão começar a fazer terapia de casal. Passam por um mau bocado, mas querem tentar salvar a relação. Cada episódio é apenas o encontro no bar, a conversa que têm antes de cada sessão. Não vemos mais nada. Nem o antes nem o depois. São sessões semanais e os personagens fazem um óptimo trabalho de resumir o que tem estado a acontecer. Porque esse é o grande forte da série: os diálogos. Vamos percebendo tudo o que vai acontecendo na vida destas duas pessoas tendo por base apenas a interação um com o outro.

Eu adoro diálogos. Para mim a série foi uma grande surpresa. Porque sou fã de Hornby e de bons diálogos em ficção (não na vida real, onde tendo a grunhir mais do que articular em qualquer conversa) e, por acaso, sou grande fã dos diálogos de Hornby. Mas não fazia a mais pálida ideia que a série era escrita por ele. Tanto mais que só mais tarde, depois de a ver, descobri que era baseada num livro. Ele tem livros novos. Sim, dois. Quem diria? Parece que as pessoas continuam com as suas coisas mesmo que eu não esteja a prestar atenção ao que fazem. Curioso.

Resumindo: é uma série que tive a sorte de ver (também porque arranjei HBO Portugal), escrita por Hornby, realizada por Frears, interpretada por O'Dowd e Pike, simples, engraçada, inteligente e «fechada».

Claro que queria que continuasse.

despachada: Those Who Can't


Esta série foi cancelada há um ano. Não fazia ideia.

Com isto do Covid o certo é que vamos ter um interregno de séries. Muitas não conseguiram terminar as respectivas temporadas, pois fecharam a produção antes do final. Algumas vão sair entretanto porque já estavam feitas. Não há nada novo a ser feito, e não há previsão de quando regressará tudo ao trabalho.

Das séries que vejo regularmente, quase todas terminarão as suas temporadas nas próximas duas a três semanas. Comecei a pesquisar a ver se alguma nova temporada começaria em breve. E a questão é que não só não há muita coisa a recomeçar tão cedo, como entretanto apercebi-me que há uma datas delas que não recomeçarão de todo.

Those Who Can't é uma delas. Entre cada temporada havia sempre um interregno e falta de informação, se tinha ou não sido renovada por mais uma temporada. Logo, desde que acabou a última, não pensei muito nisso. Simplesmente esperei. Pelos vistos esperei para nada.

Não era brilhante. Longe disso. Maior parte das vezes era só parvo. Às vezes lá tinha uma piada ou outra engraçada. Acima de tudo era mais uma daquelas coisas que me faziam sonhar com empregos fáceis. Com ser possível não ser particularmente bom no que fazemos, sem que haja qualquer consequência disso. E, mesmo assim, ter tempo e dinheiro para fazermos o que nos dá gozo.

Foi mais uma bela fantasia, vá.

despachada: Will & Grace


Podia jurar que tinha visto as temporadas de Will & Grace após ter começado com estas deambulações parvas neste blogue. Tanto mais que pretendia apenas fazer uma adenda ao que tinha dito antes. Afinal tenho de fazer algo de raíz...

O curioso é que achava que iria encontrar um post a desdenhar a série. Tinha uma ideia que tinha feito um embaço que acabou por cansar, como é normal os embaços de séries fazerem. Quando é demasiado, por muito que seja duma coisa boa, acaba sempre por perder impacto e cansar. Como pude atestar com os últimos visionamentos de Parks e Office, embaços devem ser feitos a séries já conhecidas, já vistas. O resto deve ser apreciado com o tempo.

Gostei de ver estas novas temporadas de Will & Grace. Contrariamente a tudo o resto que anda por aí a ser (re)feito, acho que acrescentaram alguma coisa. Ajudaram a série a crescer um pouco mais. E agora já não tinham o peso de ser uma série com uma mensagem. Ou melhor, continuaram a passá-la, e ainda bem, mas já não era só uma série sobre isso. Deu para apreciar mais a dinâmida de grupo, a empatia e cumplicidade entre o elenco principal. E depois foi continuar a ver estrela atrás de estrela a aparecer nos episódios. Porque também era esse o sucesso de W&G: toda a gente queria participar na festa.

Estou mais velho. Tenho andado mais calmo. Fica mais fácil dizer bem das coisas. Vejo-me perfeitamente a dizer que a série não é nada de especial há uns anos. Agora consigo dar-lhe mais mérito, que é bem merecido.

Isso e já não me custa nada assumir que sempre estive loucamente apaixonado pela Karen. Se bem que não estou propriamente a «sair do armário» com esta informação. Quem me conhece bem já o sabia.

Friday, April 17, 2020

despachada: Olive Kitteridge


Luxos para quem pode: Frances McDormand gostou da história, comprou os direitos e meteu na prateleira, até chegar a altura em que tinha tempo para trabalhar na coisa. Alguns anos passaram-se e lá arranjou argumentista, realizadora e companheiro de cena. O resto terá vindo por arrasto, por certo.

Mais uma boa mini-série da HBO (duh). Mais uma incrível interpretação de McDormand e Jenkins (double duh). E uma maravilhosa surpresa em ver Bill Murray.

Não havia como não ganhar.

Wednesday, April 15, 2020

despachada: A Young Doctor's Notebook & Other Stories


A minha senhora curte o Harry Potter. É natural. Os livros e filmes são para a geração dela. Felizmente não é uma panca. Já basta perder-lhe um pouco o respeito por ter efectivamente uma panca pelo Ron. O certo é que acha que qualquer um deles é talentoso, o que não é bem verdade, convenhamos.

Tinha começado a ver esta série em tempos. Lembrou-se dela vá-se lá saber porquê. Pediu-me para vermos.

Não é má. Comecemos por aí. Vê-se bem. Mais que não seja porque também são só duas temporadas, num total de oito episódios de vinte e tal minutos cada. O que engana é o género. Apela-se que é comédia. Embora tenha uns quantos momentos de humor negro, vende-se como sendo mais cómico do que efectivamente é. Mas tem um bom gancho e dá para ignorar que Potter e Jon Hamm são a mesma pessoa, em tempos diferente. Tive de me adaptar ao registo, mas saí agradado da experiência.

E, mais importante, ganhei pontos com a patroa.

Saturday, April 11, 2020

despachada: Mrs. Fletcher


Que final «cármico».

Sei que já o disse, mas cada vez sinto mais isto: as mini-séries são o formato para mim. No cinema parece cada vez mais difícil encontrar uma história original bem contada. Atenção, continuo a adorar ir ao cinema e ver «filmes pipoca», para além de que continuarei sempre a ver filmes. Encontrarei sempre algo fixe, volta e meia. Só que parece que o formato é demasiado limitativo. Ou falta orçamento para acabar a história como deve ser, ou é uma questão de tempo. Para além de que a estrutura é cada vez mais igual, seja uma fantasia com extra-terrestre ou a história dum tipo cuja lavandaria foi à falência, sinto que estou sempre a ver a mesma coisa. E não me obriguem a falar em séries de TV. Temporadas e temporadas, sempre a contar a mesma coisa ou a tentar chegar a algum lado, só para serem desviados ao mais pequeno soluço das audiências. Ou então a nova realidade do streaming, onde tem de haver uma série nova todas as semanas, sendo que muitas não chegam a terminar as respectivas narrativas, pois o volume de «coisas novas» é que interessa.

Na mini-série temos uma história com tempo para ser contada, com tempo para dar dimensão aos personagens, mas também com tempo para o espectador digerir a acção. Pode ser a história mais simples ou a mais complexa, mas há tempo para tudo, sabendo que o que interessa é chegar bem ao objectivo, que foi traçado desde o primeiro minuto. E tudo com um bom orçamento, que permite ter gente talentosa a trabalhar para nós. Tanto à frente, como atrás das câmaras.

Vamos dar-nos muito bem, HBO. Já tínhamos um bom historial, nós os dois, mas parece-me que teremos ainda um bom caminho a percorrer.

Friday, April 10, 2020

despachada: Modern Family


O final foi tão forçado e tão pouco original como as últimas temporadas. Não quero com isto dizer que a série não foi fixe, ou que não teve momentos brilhantes, mas foi demasiado esticada. Teve três ou quatro temporadas a mais.

Tirando isso, Modern Family foi uma óptima série dentro do género, conseguindo ter na televisão a actriz mais bem paga (e se Vergara já o merecia há demasiado tempo), lançar para a ribalta um conjunto de actores e actrizes muito talentosos, e criar um dos personagens mais hilariantes dos últimos tempos: Phil Dunphy. A série valia pelo conjunto. Concordo em absoluto. Mas Dunphy é um personagem absolutamente genial. Ridículo e enternecedor, tudo ao mesmo tempo.

Há quase uma década lembro-me de ter passado a uma pessoa esta série e Community. A minha preferência e verdadeira recomendação era a segunda. Apenas passei Modern Family por dar volume ao empréstimo. Para meu espanto, as palavras de entusiasmo foram para esta família americana. Não tínhamos os gostos tão alinhados, mas S. sempre teve olho para os maiores sucessos.

Mais uma vez, a ficção imita a realidade. Como com a minha própria família, gostei de conviver com eles, mas acaba sempre por ser demasiado tempo.

Thursday, April 9, 2020

despachada: Future Man


Based on a true story.

A frase acima aparece no final da série. Para se perceber o quão ridículo a frase e a série são, procurarei dar-vos um breve resumo do enredo: Josh Futturman é um completo falhado. Vive em casa do pais, que o mimam e tratam como uma criança. Tem um emprego horrível. Namoradas nem vê-las. Só sabe fazer uma coisa, que é jogar um jogo dum futuro pós-apocalíptico, fazendo parte das forças rebeldes. Josh vive para o jogo. Nele é «Future Man» (criatividade também não é com ele), tudo aquilo que nunca conseguirá ser na realidade. Forte, corajoso, ágil, líder, etc etc etc. Ao terminar o jogo (algo que ninguém tinha conseguido até então), aparecem no quarto dele dois guerreiros do jogo. Dizem-lhe que o jogo foi criado para encontrar a pessoa que fará a diferença na revolução, que os poderá ajudar a acabar com uma guerra que dura há demasiado tempo... no futuro.

Lá está. «Baseado em factos verídicos.»

Encontrei uma notícia que a série teria apenas três temporadas. Queria começar algo que tivesse um fim. Infelizmente comecei a ver cedo demais e tive de esperar pela terceira temporada. Tive interesse em ver porque é feito pelos mesmos criadores de Boys ou Preacher, séries de que gosto muito. A primeira temporada tem alguma piada. A segunda é um caos absurdo. A terceira melhora, mas continua a ser muito parvo.

É do Rogen e amigo de adolescência. Quase tudo o que fazem é com influências de «substâncias». Às vezes criam coisas fixes. Maior parte são Pineapple Expresses e afins.

Monday, April 6, 2020

despachada: The Office (US)


Office é uma das duas séries que nos permitiu manter algum tipo de sanidade, durante este período em que estamos presos em casa. Tanto para nós os dois, como para muita gente. Office e Parks aparecem constantemente em listas de séries para «embaçar», com o benefício de alegrarem o espírito.

Porque por muito que o sentimento de constrangimento se mantenha ao longo das nove temporadas, sempre que um personagem (ou vários) fazia algo demasiado estúpido, o certo é que a base, o que fica, é um carinho tremendo que os personagens tinham entre si. É a sensação de «família» que Michael procurou toda a sua vida. É enternecedor até ao fim. Até depois do fim.

O que posso destacar deste visionamento «de enfiada» é a evolução de alguns personagens não tão «principais». Claro que ainda me lembrava da marcante relação entre Pam e Jim. E obviamente que o percurso do Michael ainda estava presente. Mas por exemplo Andy Bernard... Não me lembrava de tantos altos e baixos. Começou como sendo um gajo bastante agressivo, para depois ser um palerma mau vendedor, a ser enganado pela dupla Angela/Dwight. Eventualmente passa a ser um gajo fixe e ambicioso, chegando mesmo a patrão, só para cair em desgraça uma vez mais, salvando-se à última hora. Foi épico acompanhá-lo melhor, desta feita. A ele e a outros.

Longa vida à sucursal de Scranton, um sítio desesperante mas também muito divertido de se trabalhar. Tenciono voltar.

Tuesday, March 31, 2020

filme do mês: Março '20

Que mês estranho.

Desde o final de Fevereiro tive quatro semanas a voltar a rotinas «normais» de trabalho. Depois veio a praga, a tirar a palavra «normal» do nosso dia a dia e a destruir também esse novo trabalho. Estou longe de achar que foi ou será a coisa mais importante que destruiu/destruirá, atenção.

Quero com isto dizer que comecei o mês com pouco tempo para ver filmes e que o acabei deprimido com tudo o que via.

Olho para a lista de filmes vistos este mês e tudo parece «fora de ordem». Parecem ocorrências externas, insignificantes e distantes de tudo o resto. Mas se não nos perdemos em ficção, de vez em quando, daremos rapidamente em loucos com a realidade. Certo?



Jojo e 1917 são das melhores (pouquíssimas) coisas a sair dos Óscares deste ano. Freaks, Jumanji 2, Popstar e League foram divertidos de (re)ver.

Destaco Captive State também por ter um pouco de semelhança à nossa realidade actual.

Thursday, March 19, 2020

despachada: Parks and Recreation


Andava há demasiado tempo a convencer «alguém» a ver isto. Tanto tempo e tanta resistência à ideia levaram a que começasse a duvidar da qualidade da série. Sobreviviria ao teste do tempo? Seria bom à mesma para alguém que tem outro registo, outro nível de atenção, outro tipo de atenção a detalhes que eu? Eventualmente lá começámos. Eu deliciado com rever estes maravilhosos personagens. A minha companhia demorou um pouco... mas também ambientou-se bem ao universo.

O que disse no primeiro post que escrevi sobre a série mantém-se. Os personagens passaram por uma fase menos boa. Entenda-se: o início. O Andy era um pouco velhaco. A Leslie mais taranta do que acabou a ser. O Ron mais sexista do que me lembrava. O Tom muito mais calão. Todos acabaram onde deveriam acabar, como o grupo maravilhoso que ainda me faz sorrir sempre que me lembro de alguma cena.

Viu-se muito bem outra vez. É uma das melhores de sempre. Para mim e para muitos. E se alguém algum dia me perguntar se me importo de a ver outra vez a minha resposta será Just give me all the bacon and eggs you have. Wait... wait. I worry what you just heard was: Give me a lot of bacon and eggs. What I said was: Give me all the bacon and eggs you have. Do you understand?

Saturday, February 29, 2020

filme do mês: Fevereiro '20



Mais uma vez - e sei que me repito - o filme do mês não é um baseado em BD. Mas deveria ser. Porque independentemente da temática, foi o que me deu mais gozo ver. Quero com isto dizer que, se não fosse pela imposição das minhas regras, Birds of Prey... seria o filme destacado neste post.

Gisaengchung (também conhecido como Parasite) foi fixe, como foi Midsommar, à sua maneira. Não houve muito mais que isto. O resto não valeu assim tanto a pena. Vi pouco filmes este mês mas, pior, vi poucos bons filmes. Posso culpar os Óscares, que continuam a piorar ano após ano. Posso culpar as boas séries que tenho andado a ver. Mas para quê continuar a navegar no negativo?

Desde que veja alguma coisa está tudo bem.

Friday, February 28, 2020

despachada: Good Omens


Good Omens ou, como eu vejo a coisa, «a junção de génios a todos os níveis», é uma óptima mini-série.

Temos uma boa história de Neil Gaiman. Nem todas são assim tão boas, atenção. O cavalheiro é daqueles génios demasiado profícuos, o que faz com que nem todas as ideias estejam ao mesmo nível. E isto não quer dizer nada. Porque o homem cospe histórias como o Benfica mete miúdos na equipa principal. São umas atrás das outras. Quando se manda assim tanto cá para fora, nem todas as histórias podem ser Joões Félixes e ganhar campeonatos. Ele não deixa de ser uma óptima escola por causa disso.

Esta comparação fugiu-me um pouco das mãos.

Omens podia não ter sido nada de especial. Podia ter passado debaixo do radar, se tivesse um elenco reles. Não foi o caso. Os personagens principais são magistralmente interpretados por dois dos melhores actores britânicos que por aí andam. Junta-se a estes uma óptima realização e produção, e temos um magnífico dia televisivo pela frente.

Saturday, February 22, 2020

despachada: Fresh Off the Boat


A série foi cancelada por falta de audiências, ou porque a actriz queria dar o salto para Hollywood?

Há ainda a possibilidade de que simplesmente se fechou o ciclo. O personagem principal estava com idade de sair de casa, o que impediria a série de poder continuar a contar boas histórias. Em boa verdade, todos os personagem teriam já pouco para contar, sendo que dois ou três só serviam para encher. (Estou a olhar para vocês, miúdos mais novos e avó!)

Fresh Off the Boat foi divertido de se ver por um tempo. Não será uma série que me tenha marcado de forma alguma especial. Mas percebo que tenha sido um marco para muito boa gente, que finalmente conseguiu ver-se ser representado na TV.

Convém ainda referir que Wu é uma óptima actriz, que carregou a série às contas em vários momentos. Esperemos que consiga continuar por aí em mais (bons) projectos.

Thursday, February 20, 2020

despachada: Life in Pieces


Se disser que é uma série sobre uma grande família, não farei grande publicidade. O que não faltam para aí são séries sobre famílias.

O género está tão gasto que tentam de tudo para encontrar famílias «diferentes». As que vão ganhando atenção são sobre minorias, algumas com bons novos ângulos.

O género está tão gasto que já nem dá para pensar numa altura em que a TV não teve uma série cómica sobre uma qualquer família. Há imensas ao longo da história televisiva, umas mais bem sucedidas que as outras.

O género está tão gasto que a série sobre uma família, a mais popular da última década (talvez até mais tempo), a série «moderna» que recuperou velhas estrelas das séries sobre famílias, criou novas e tornou uma emigrante na actriz mais bem paga da TV, essa série vai terminar no final da presente temporada. Eles dirão que é por opção (imagino que os actores começassem a ficar demasiado caros), eu acho que é mesmo por cansaço. Tanto deles como do público. Mas falarei dessa série oportunamente.

Life in Pieces não trazia nada de muito novo. Tinha o ângulo de serem histórias curtas. Três por episódio. Às vezes intercalavam-se. Maior parte das vezes não. Cada pequena história a ver com alguns dos membros da grande família. Nem sempre os mesmos emparelhamentos.

Acima de tudo tinha um grupo de actores talentosos, com alguns dos personagens a serem bastante engraçados. Foi um bom entretenimento, durante um pedaço de tempo.