Bem, o nível baixou imenso, dos últimos meses para este.
Não destacaria exactamente The Bob's Burgers Movie em si. Não é nada de extraordinário. Mas destaco a série, sim. Divertida. Cheia de puns para quem gosta. Boas personagens, liderada por uma das melhores criadas nas últimas duas décadas: Louise.
Friday, October 31, 2025
Friday, October 3, 2025
despachada: The Plot Against America
É uma espécie de Man in the High Castle, mas não vai tão longe como permitir que os nazis ganhem a Guerra. Ficam apenas pela ameaça.
Em tPAA, a premissa é que o outro tipo ganhou as eleições. Com o personagem errado no poder, as pessoas erradas ganham coragem e tomam acções erradas. Um momento, uma decisão, uma mudança (não assim tão pequena, convenhamos), cria um clima de tensão enorme, num país grande só por si, o que leva a uma quase total mudança do acontecimento histórico que foi a Segunda Guerra Mundial. Os Estados Unidos viraram-se para a direita, as minorias começaram a sofrer e os nazis quase ganharam um aliado poderoso.
Só que depois foi aquela coisa muito patriótica, em que um país como os Estados Unidos nunca poderia facilitar contra o fascismo. A história da série perdeu-se um bocado. Para mim, entenda-se.
Tuesday, September 30, 2025
filme do mês: Setembro '25
About Time não precisa de ajuda de nada para ser destacado. Mas tenho de admitir que foi um cenário perfeito. Férias, bom tempo mas não muito calor, os miúdos a dormir, ambiente super relaxado e mostrar um filme óptimo a alguém impressionável, que não o tinha visto. Não, About Time não precisa de ajuda de nada, nem de ninguém. Logo, melhor ajudar outros.
O filme não merece assim tanto. A Pamela merece muita coisa boa. À falta doutra opção, The Last Showgirl é o «filme do mês».
O filme não merece assim tanto. A Pamela merece muita coisa boa. À falta doutra opção, The Last Showgirl é o «filme do mês».
Wednesday, September 3, 2025
despachada: Big Mouth
A Netflix, com todos os seus defeitos, tem o dom de ter ajudado a criar não uma, mas duas séries de animação que, apenas com o genérico, causavam rios de ansiedade dentro de mim. Foi BoJak Horseman e Big Mouth.
Não consigo explicar porquê. Talvez... Epá, não sei. Não é que tenha sido logo de início. Não vi o genérico pela primeira vez e mexeu comigo. Não, terá sido após alguns episódios. Após conhecer as personagens ou a mecânica da série. Após ter alguns tópicos a relembrar velhas memórias ou até traumas. Ou a chamar a atenção para coisas que relativizei na altura e afinal foram traumas. Não sei se foi isso. Sei que começava cada episódio com algum receio do que poderia identificar como sendo do meu passado, de como poderia ver cenas ficcionadas de algo pelo qual passei. Talvez. Não sei. Não vou tão longe e dizer que também tinha um monstro da luxúria. Não, não era assim tanto a minha cena. Mas os fantasmas da vergonha? O gato da depressão. Chiça. São coisas que falarão a uma geração inteira. Talvez até mais que uma.
Boa série. Parece ser uma coisa e afinal é um murro no estômago. Engana um bocado. Mas boa série, sim senhor.
Sunday, August 31, 2025
filme do mês: Agosto '25
Tive uma semanita sem a família, enquanto passavam parte do tempo da creche fechada em casa dos meus sogros, para tirar a barriga de misérias.
Não se pense que algo vai mal para estes lados. Foram duas semanas de creche fechada. Na primeira também estive lá, gozando férias do trabalho. Na segunda, como trabalhei, negociámos que eu viveria melhor não tendo de fazer uma viagem de duas horas para chegar ao escritório, e os miúdos estariam melhor com acesso directo a um jardim (mato?) enorme.
Aproveitei para ver uns filmes de tirinhos, género que não é o preferido da minha senhora, mas que agora anda a dizer que gostaria de ver. Haja paciência para lidar com malta com FOMO.
Repetindo, Venom à parte - e ao dito junto o Summer of 69, que é girinho mas não passa disso -, gostei muito dos quatro filmes de acção que vi. Boa execução. Não inventam. Sabem ao que vão e como lá chegar. Fight or Flight foi o mais surpreendente. Novocaine o mais divertido. Boy Kills World o mais «fora». A ter de escolher apenas um, seja Ballerina, porque a cena na loja de armas foi por demais... criativa, vá.
Não se pense que algo vai mal para estes lados. Foram duas semanas de creche fechada. Na primeira também estive lá, gozando férias do trabalho. Na segunda, como trabalhei, negociámos que eu viveria melhor não tendo de fazer uma viagem de duas horas para chegar ao escritório, e os miúdos estariam melhor com acesso directo a um jardim (mato?) enorme.
Aproveitei para ver uns filmes de tirinhos, género que não é o preferido da minha senhora, mas que agora anda a dizer que gostaria de ver. Haja paciência para lidar com malta com FOMO.
Repetindo, Venom à parte - e ao dito junto o Summer of 69, que é girinho mas não passa disso -, gostei muito dos quatro filmes de acção que vi. Boa execução. Não inventam. Sabem ao que vão e como lá chegar. Fight or Flight foi o mais surpreendente. Novocaine o mais divertido. Boy Kills World o mais «fora». A ter de escolher apenas um, seja Ballerina, porque a cena na loja de armas foi por demais... criativa, vá.
Friday, August 15, 2025
despachada: Devs
Posso ter sabido o enredo de Devs, a certa altura. Tenho dúvidas, mas é possível. Não ficou na memória. Já o disse antes. Gosto de escolher coisas para ver baseado em pouco. Em impressões. Em elenco. Num poster. Numa imagem.
Esta da miúda é muito boa. Não sabia ao certo o que era. Não fazia ideia que era uma estátua. Na minha cabeça criou-se a narrativa de ser uma série sobre andróides. Não sei porquê. Talvez tivesse sabido que o personagem de Offerman tinha perdido a filha e, no processo traumático do luto, pensava eu que teria criado uma filha andróide. Sim sim, eu sei. Já visto e revisto. Foi a narrativa que o meu pouco criativo cérebro criou. Ê por estas e por outras que eu só vejo ficção, não a escrevo.
Talvez tenha tido por base algo que soube e esqueci. Talvez houvesse algo concreto para justificar a minha vontade de ver esta série. Talvez tenha sido apenas por ter o Offerman. Endendo porque queria ver. Entendo porque vi. Entendo porque gostei.
Wednesday, August 6, 2025
despachada: Star Wars: Tales of the Underworld
A haver alguma evolução à minha pessoa, será que dantes irritava-me com coisas e ponto final, enquanto que agora consigo entender o porquê de andarem a irritar-me deliberadamente. Atenção que entendo apenas, não quer dizer que aceito.
Irrita-me que estas séries de animação, estes Tales of..., não tenham temporadas, apenas volumes. Irrita-me estar constantemente a ter de escrever um post sobre cada um dos «volumes», quando bastaria um no final da totalidade da «série». Irrita-me que não o faça só porque sim.
Não o faço porque nunca saberei quando acabou, se é que alguma vez acabará. Cada volume tem tópicos/personagens diferentes; os «tons» são efectivamente diferentes. E a primeira embirração duma mui short shortlist é uma consequência dos tempos em que vivemos. Temos atenção curta. É fácil esquecer que foram x temporadas até agora. É difícil saber se uma série foi cancelada ou continuará. Não será fácil aos criadores saber quando terão uma nova temporada terminada. E não ter prazos ajudará à criatividade, admito.
Reforço, sei por que motivo as coisas são como são. Tirando o último ponto, o resto desagrada-me. Sou velho. Odeio modernices. Por muito que seja molenga e goste de muitos dos facilitismos que temos.
Underworld desenvolve dois personagens muito queridos dos fãs das séries de animação (e livros e afins). Quem só vê os filmes não os conhece de lado nenhum. De Asajj Ventress percebo, ou começo a perceber (estas backstories ajudaram), o fascínio. Já de Cad Bane tenho dificuldades em entender. Como tinha e tenho em relação ao Boba Fett. É aquela coisa do pessoal idolatrar um vilão. Eu curto vilões, mas ao ponto de vê-lo falhar no final. Estes não perdem nunca. Continuam. Lá está, ela tem nuances. O Cad é só um f#lh0 d@ p$t@.
Por muito que rabuje e me irrite com estas coisas, até podiam fazer o Tales da Retrete, que eu via na mesma. No final do dia, sou apenas e só um vendido.
Thursday, July 31, 2025
filme do mês: Julho '25
Vi dois filme. Parece pouco, mas não é. Vi ambos no cinema! O que é um destaque só por si. No entanto, segundo as minhas próprias regras, não posso destacar nenhum deles como «filme do mês».
Destaco então a ida ao cinema em si. Algo que dizem que está para morrer, mas que a mim continua a recarregar-me baterias até quase ao máximo.
Destaco então a ida ao cinema em si. Algo que dizem que está para morrer, mas que a mim continua a recarregar-me baterias até quase ao máximo.
Wednesday, July 9, 2025
despachada: Mythic Quest
Esta série tem momentos de absoluta genialidade e emoção pura, ao mesmo tempo tendo personagens execráveis. Soa bastante contraditório (e é), mas isso é o que também faz da série especial. Recomendável? Talvez não. Mas sem dúvida que é diferente de muito do que há por aí. Mais que não seja pelos episódios isolados, a quebrar completamente o registo por vezes infantil da narrativa. Esses episódios são de lhe tirar o chapéu.
Por outro lado, é mais uma série que não consegue escapar da típida novela americana, com muito conflito forçado e repetido. Sim, os personagens principais tinham uma relação pessoal complicada. E dou-lhes o mérito de que desenvolveram muito bem o porquê de assim ser, com flashbacks a justificarem muito do que se passava no presente, para além de dar dimensão ao relacionamento. Só que, a partir de certa altura, o «conflito» entre os dois resolveu-se, parecia que finalmente conseguiriam ultrapassar os defeitos de personalidade e vingar, contra tudo e contra todos, só para voltarem à infantilidade, tudo para conseguir esticar a coisa um pouco mais.
Não será a última parte que ficará para a História. Não tenho muitas dúvidas disso. Logo...
Continuo sem saber se a recomendo.
Monday, June 30, 2025
filme do mês: Junho '25
Saltamos dum máximo para um mínimo como quem muda de cuecas.
Só um filme. Poderia não destacar, mas destaco A Nice Indian Boy. Não deixou de ser um filme simpático.
Só um filme. Poderia não destacar, mas destaco A Nice Indian Boy. Não deixou de ser um filme simpático.
Saturday, May 31, 2025
filme do mês: Maio '25
Oito filmes num mês. Até fui ao cinema. Loucura. Qualquer dia chego à dezena, não?
Não. Não mesmo. Não tão cedo. A não ser que algo mude radicalmente na minha vida. Não vai acontecer. Não sou assim tão interessante.
Posto isto, destaques para Moana 2 (acho que vou ver muito deste filme, cá por casa, por bastante tempo), mais Watchmen I e II (não é por ter adormecido que é mau, é uma boa adaptação), com o filme do mês a ser Snack Shack, porque gosto de filmes castiços (versão adolescente).
Não. Não mesmo. Não tão cedo. A não ser que algo mude radicalmente na minha vida. Não vai acontecer. Não sou assim tão interessante.
Posto isto, destaques para Moana 2 (acho que vou ver muito deste filme, cá por casa, por bastante tempo), mais Watchmen I e II (não é por ter adormecido que é mau, é uma boa adaptação), com o filme do mês a ser Snack Shack, porque gosto de filmes castiços (versão adolescente).
Friday, May 30, 2025
despachada: Andor
Que sonho de série, de história, de respeito por aquilo que é Star Wars, sem ter necessidade alguma de puxar ao saudosismo. F#d@-s€, Andor é espectacular!
É tudo bom. A narrativa, o desenrolar, os actores, os personagens, a envolvência. E já Rogue One tinha tido a seriedade de saber para onde a história tinha de ir, onde tinha de ir parar. Muito, mas muito bom.
Pontos máximos são discurso de Skarsgård (ainda tenho arrepios, só de pensar nisso) ou as duas revoltas em planetas básicos, cheias de significado e desespero. Porque as pessoas nem tinham bem noção do porquê da sua revolta, o porquê da sua situação. Mas nós sabemos. E nós vemos em Andor o que realmente foi a governação do Império. Não as batalhas no espaço, com lasers ou gajos encapuçados a usarem uma «magia» esquisita. Nada disso. São pessoas comuns a sofrer com um governo tirânico. E, lá está, nem sabem elas da missa a metade.
Não tenho palavras suficientes para recomendar Andor. Mesmo para pessoas que não gostam de Star Wars. É por demais um dos maiores projectos recentes. E, sem dúvida, a única coisa que está quase ao nível da trilogia original.
Não, não queria que continuasse. Não, não tenho pena que não tenham feito as quatro ou cinco temporadas que estavam inicialmente previstas. Está óptimo assim. Não tenho pena que seja pouco. É mais que suficiente. Porque é bom. E, como o restante de bom que este franchise tem, terei todo o prazer em rever vezes e vezes sem conta.
Wednesday, April 30, 2025
filme do mês: Abril '25
Não é uma decisão difícil, este mês. Dois filmes. Um é péssimo. O outro é bonito, mesmo que não seja muito cativante. Logo, a escolha é o Here.
Sobre a vida, nada a registar. Somos quatro. Um número fixe, de que sempre gostei, mas é muito cansativo. Está tudo óptimo, mas estou de rastos.
Sobre a vida, nada a registar. Somos quatro. Um número fixe, de que sempre gostei, mas é muito cansativo. Está tudo óptimo, mas estou de rastos.
Monday, March 31, 2025
filme do mês: Março '25
O que é que recomendo, dentro dos quatro filmes que vi? Epá... O Wolfs? Sei lá! São os dois uns castiços. Faço-lhes o gesto. Mas não. Se alguém me pedisse uma recomendação de algo para ver (ideia parva, bem sei), nunca na vida recomendaria qualquer um destes filmes, a verdade é essa.
Thursday, March 27, 2025
despachada: Star Trek: Lower Decks
Um ano depois descubro que foi cancelada. Ainda há pouco tempo vi a quinta temporada. Que tristeza.
Talvez o sucesso do Quaid tenha levado a uma difícil renovação. Mas o mais provável é não ter tido audiências suficientes. O que é normal. Tudo é caro. Para se pagar é preciso muita gente a ver. O que não acontece com tanta facilidade, hoje em dia. Porque há demasiado para ver. O público está super disperso. E, convenhamos, é uma série de animação dentro do universo Star Trek, não tem grande ligação às demais séries actuais, e é uma paródia da coisa. Pareceu-me sério, atenção. Ou seja, fiel ao que é o universo e as suas regras, mas simplesmente feito com um tom muito mais humorista.
Não conheço fãs de Star Trek. Gostaria de perguntar-lhes se gostaram de Lower Decks. Acho que qualquer pessoa, com um mínimo de sentido de humor, tenha gostado. Eu gostei. Super divertido. Mas eu não sou ninguém. Verdade.
Tuesday, March 11, 2025
despachada: The Penguin
Olha, Sony! Estás a ver, Sony? É possível fazer histórias com vilões a serem vilões. Não é preciso fazer deles heróis, ou ter de salvar um gato da árvore, para nós, espectadores, gostarmos de ver a história. Basta serem humanos. Basta terem defeitos e ligações. Serem falíveis e terem fraquezas. Basta contar-se uma história como deve ser. E os vilões têm muitas. Têm quase tantas histórias como os heróis.
Eu não sou fã de Batman. Não gostei especialmente do último. Não gosto do Penguin enquanto personagem. Estou habituado a uma criatura ridícula, de quem é difícil ter medo. É complicado alguém ficar impressionado com um pinguim. No entanto, este Penguin do Colin Farrell, isto é outra conversa. Isto já é qualquer coisa. Metes-lhe uma Milioti muito impressionante e, de repente, uma série que achei que não ia ver, captou toda a minha atenção.
Estás a tomar notas, Sony? Já vai tarde, bem sei, mas talvez seja útil para um próximo franchise que te lembres de fazer.
Friday, February 28, 2025
filme do mês: Fevereiro '25
Friday, February 21, 2025
despachada: Dopesick
Mais uma mini-série baseada em factos verídicos, mas à qual têm de chamar ficção, para não serem processados até à quinta casa.
Uma empresa farmacêutica, pertença duma família rica, faz tudo ao seu alcance para fazer dinheiro com uma droga extremamente viciante. Subornos, estudos aldrabados, extorsão, marketing muito «específico», e um rol de mentiras que acredita quem precisa desesperadamente e quem é ganancioso. Uma péssima amostra de gente, por sinal.
Parece real, certo? Pois.
Friday, February 7, 2025
despachada: Black Bird
Pesado. É uma série intensa, que aborda um assunto pesadíssimo. Claro que é tudo romantizado.
Dando contexto: um tipo porreiro e cheio de lábia, preso por tráfico de drogas, tem uma hipótese de melhorar a sua situação. É-lhe pedido que vá para uma prisão bem pior, tornar-se amigo de alguém suspeito de ter violado e morto umas quantas adolescentes, e levá-lo a confessar. E o pior é que isto é baseado numa história verdadeira.
Digo que é romantizado porque o tipo principal é pintado como um gajo porreiro e cheio de escrúpulos, mas convenhamos que ele ganhava dinheiro a fazer heroína chegar as ruas. Vamos lá ter calma com os endeusamentos.
Vê-se bem. Óptimas representações. Mas ainda tenho alguns arrepios.
Friday, January 31, 2025
filme do mês: Janeiro '25
Não. Não vou aqui destacar nada. Vi dois filmes. Um de Natal, que não é nada de especial. E outro que é só mau, que nunca deveria ter visto.
Vem aí um ano novo, com muita coisa prevista. Continuam a haver demasiadas sequelas e remakes, mas esperemos que haja alguma originalidade pelo caminho. Não sei se terei oportunidade de ver muita coisa. O ano antevê-se ainda mais limitado de tempo para ver filmes que os anteriores, mas espero que surjam coisas novas para animar a malta. Espero mesmo que sim, a bem de todos.
Tuesday, January 28, 2025
despachada: What If...?
Sempre gostei de ler as pequenas histórias de What If em formato BD. Não ia tão longe como comprar e ler toda a série de livros de enfiada. Mas gostava quando metiam uma história completamente «fora» no final dum livro qualquer. Isto acontecia muito nas edições brasileiras, que compilavam mais que um comic americano. Gostava de ver como, bastando uma ligeira diferença, uma pequena alteração do desenrolar de acontecimentos que era conhecidos, como isso podia dar um mundo completamente alterado. Algumas ideias eram só parvas, mas muitas eram interessantes. E isso depois levou aos universos paralelos, e a histórias excelentes como Age of Apocalypse ou House of M. Também levou à tentativa falhada da Marvel Studios com a multiverse saga, mas não entremos por aí.
A série What If...? foi fiel a esta origem. Pegou no que foi construído no MCU e desconstruiu-o. Deu-nos versões que tínhamos curiosidade em ver. Deu mais tempo de cena à Hayley Atwell, algo que apoiarei sempre a 100%. E deu-nos uma boa história na primeira temporada. A segunda foi fixe e acrescentou personagens porreiros, embora não tivesse um grande fio condutor. Na terceira esticaram a corda. Talvez não devesse ter existido, fazendo sentido que, no final, a série tenha sido cancelada.
Mesmo assim, é bom visionamento para os fãs absolutos. Acho que é das coisas boas para ver, para os que querem ver tudo MCU. Para quem só quer ver o principal, não perdem nada em saltar. Tirando perderem uma boa história global na primeira temporada, lá está.
Monday, January 20, 2025
despachada: Kevin Can F**k Himself
O projecto é original. O conceito é óptimo. E foi tão bem concretizado. Faz-me acreditar na Humanidade. Faz calar o macaquinho que tenho na cabeça, que diz que tudo já foi feito e não há nada original. E depois sei da origem da história. É baseado na vida real, mais ou menos. O macaquinho riu-se. Não deixei de gostar da série.
Não sei os detalhes todos. Não vou entrar muito na parte real. Consta que houve uma série, daquelas básicas de riso de lata, cheia de clichês e coisas básicas. Pai de família, working man, que só quer divertir-se com os amigos, e que tem uma esposa chata, yadda yadda. Já não há paciência para este formato. É pena que continue. Agora, nos bastidores parece que a actriz que faz de esposa não achava piada ao desenvolvimento do seu personagem «chapa 5». Ou não se dava com o elenco maioritariamente masculino, e houve arrufos. A estrela da série ganhou a batalha. A actriz foi despedida, ou não lhe renovaram o contrato, e a personagem simplesmente deixou de aparecer, duma temporada para a outra. Sem justificação sequer na série.
É o clássico exemplo de Hollywood. Tudo bonito em frente às câmaras. Tudo muito podre atrás delas.
Essa é a parte fixe de Kevin Can F**k Himself. Tem esses dois lados. Uma parte da série é colorida e filmada como uma sitcom parva, com riso em lata e afins. Mas sempre que a esposa afasta-se do idiota do marido, tudo fica escuro, real, sem risos e situações ridículas. As transições eram deliciosas. Ele, um completo idiota, mas com toda a gente à volta dele a compactuar com as ideias parvas. Mas quando saía de cena, ou quando os personagens começam a verdadeiramente perceber o quão idiota ele é, ou quando eram traídos ou expulsos do círculo interno, por este ou por aquele motivo, tudo mudava. Eles passavam de personagens secundários cómicos para seres com produndidade, com opiniões, desejos, ambições ou simplesmente com necessidade de serem respeitados. E neste lado da história víamos as verdadeiras consequências de ter de lidar com um ser egocêntrico e tóxico.
O exemplo mais simples é o Alf. Não é referência para toda a gente. É para uma geração específica e, mesmo dentro dessa, nem todos seguiram a série. Eu adorava o Alf, em miúdo. Era um boneco peludo e fofinho, que mandava todas as piadas. Depois revi a série em adulto. O Alf era um alienígena, preso na Terra quando a sua nave despenhou-se. Mas era um personagem execrável. Infernizava a vida da família que o adoptou. E não fez nunca nada para merecer isso. Nunca pedia desculpa. Fazia porcaria, era apanhado e, no episódio seguinte, fazia porcaria outra vez. Não havia qualquer justificação para não o expulsaram de casa, ou simplesmente entregá-lo ao governo. Não havia razão alguma para gostarem dele ou quererem-no na família. Numa situação real, a família tinha-o morto, facilmente, num momento de raiva. E não poderiam ser incriminados de nada. Era só fazê-lo desaparecer, já que ninguém sabia que ele existia sequer.
Kevin Can F**k Himself mostra essa parte mais real, ao mesmo tempo que mostra o riso em lata. E fê-lo de forma genial. A única coisa que tenho a apontar é que o final é apressado. Os criadores tinham o enredo todo idealizado, do princípio ao fim. Só que contariam com mais uma temporada, algo que o estúdio decidiu cancelar. Ou outra coisa aconteceu. Não sei ao certo. Felizmente conseguiram terminar a história que queriam contar, mas tiveram de apressar os últimos episódios. É especialmente notório no penúltimo, onde todos os enredos, de repente, resolveram-se quase na totalidade.
Mesmo assim. Gostei de ver.
Thursday, January 16, 2025
despachada: Star Wars: Skeleton Crew
Vivo num mundo de altos e baixos.
Apenas e só em relação ao MCU e, neste caso concreto, a Star Wars. No resto, a minha vida é muito básica. Anda a roçar o enfadonho, em boa verdade, de tão rotineira que é. Não. Refiro-me apenas a estes dois franchises.
O que acontece é que eles (estúdio, Disney, suits) anunciam coisas, e eu fico em pontas só para depois ser desiludido, ou torço o nariz e sou surpreendido. Aconteceu com Acolyte, do qual esperava muito e a série não chegou lá. Ou Andor, projecto que achei parvo, e afinal é o melhor Star Wars desde a trilogia original. O mesmo aconteceu com Skeleton Crew.
Achei uma ideia infantil. Achei que ia ser simples demais. Achei que ia irritar-me com o Jude Law. A última parte confirmou-se, mais ou menos. Acedo que estava errado. Crew foi divertido, do princípio ao fim. Teve um tom de aventura e expectativa que esperava ver noutros projectos. Manteve-me entretido e curioso sobre o que iria acontecer a seguir. Roçou a fantasia criada nos anos 80 e 90.
Como com o MCU, há projectos bons e outros maus. Parece que vão saindo alternadamente, fazendo-nos pensar em deixar de ver totalmente, ou ter vontade de rever tudo. Crew foi um dos projectos bons, no meu entender.
Será que... Esta coisa de ser sempre contrariado, será que sou eu? O problema é meu? Raio de altura para ter uma crise existencial, quando estava tudo a correr tão... moderadamente OK.
Wednesday, January 1, 2025
top dos filmes vistos em 2024
Estava a pensar no que incluir neste post e, mais que obter a lista de filmes (essa parte é super fácil, especialmente tendo em conta que vi pouquíssimos filmes, comparando com quase todos os outros anos deste blogue), tive dificuldade em lembrar-me de referências de 2024. Maior parte foi muito igual. Acordar, ir para o trabalho, voltar, apanhar a Madame M. na creche, fazer as rotinas da noite com ela, sentar no sofá e ver alguma coisa, dormir. Sempre o mesmo, com ligeiras variações (trabalhar desde casa teve ainda menos destaques). Ao fim-de-semana, ou eram tarefas domésticas ou visitar sogros o que ocupou o tempo. Genericamente foi isto. Mas também foi visitar dois países desconhecidos (um em família, outro com amigos tontos), ter visitas desses mesmos amigos e de família, ir a um zoo incrível, retomar algumas rotinas pré paternalidade e ter uma boa nova sobre um futuro pelintra cá em casa. Bem vistas as coisas, não foi um ano terrível.
Em ano de prequelas, sequelas e reboots, ainda deu para ver alguns bons filmes. Como de costume, seque lista dos filmes que gostei de ver, sem qualquer ordem especial. E excluindo óptimos revisionamentos.
This is Christmas e That Christmas
If You Were the Last
The Marvels e Deadpool & Wolverine
Mission: Impossible - Dead Reckoning Part One
Dune: Part Two
Flora and Son
The Greatest Hits
Teenage Mutant Ninja Turtles: Mutant Mayhem
The Ministry of Ungentlemanly Warfare
The Fall Guy
Babes
The Union
The Wild Robot
And Mrs
The 4:30 Movie
My Old Ass
A Quiet Place: Day One
Em ano de prequelas, sequelas e reboots, ainda deu para ver alguns bons filmes. Como de costume, seque lista dos filmes que gostei de ver, sem qualquer ordem especial. E excluindo óptimos revisionamentos.
This is Christmas e That Christmas
If You Were the Last
The Marvels e Deadpool & Wolverine
Mission: Impossible - Dead Reckoning Part One
Dune: Part Two
Flora and Son
The Greatest Hits
Teenage Mutant Ninja Turtles: Mutant Mayhem
The Ministry of Ungentlemanly Warfare
The Fall Guy
Babes
The Union
The Wild Robot
And Mrs
The 4:30 Movie
My Old Ass
A Quiet Place: Day One
Tuesday, December 31, 2024
filme do mês: Dezembro '24
O melhor filme que vi este mês foi, sem qualquer dúvida, o Quiet Place: Day One. Bom pacing, um universo porreiro e aterrador, óptimas interpretações e um gato. Só que estamos em Dezembro. Convém respeitar a quadra em questão. Neste mês, o que interessa do catálogo do Elvis é o álbum dele de Natal. Não é o Jailhouse Rock ou o Hound Dog.
Logo, de entre os «filmes de Natal» que vimos, o destaque maior tem de ir para That Christmas. É fofinho, tem fantasia e questões familiares. Não há nada mais «filme de Natal» que isso. Menções honrosas, para quem gosta do género e/ou quão mau consegue ser: The Christmas Charade, Red One, Meet Me Next Christmas e Round and Round.
Logo, de entre os «filmes de Natal» que vimos, o destaque maior tem de ir para That Christmas. É fofinho, tem fantasia e questões familiares. Não há nada mais «filme de Natal» que isso. Menções honrosas, para quem gosta do género e/ou quão mau consegue ser: The Christmas Charade, Red One, Meet Me Next Christmas e Round and Round.
Friday, December 20, 2024
despachada: What We Do in the Shadows
Ora aqui está uma óptima série, criada por gente só com tontices na cabeça, que soube quando parar.
WWDitS foi delicioso, do princípio ao fim. Um conjunto de actores que soube trazer tudo aos personagens. A começar pela sua própria loucura. Gente nova que se descobriu. Um ou outro actor já conhecido. Sempre com ideias novas. Alguma continuidade, mas maioritariamente episódico.
Sei que é um conjunto de características algo disconexas e básicas, mas não há muito mais para contar. É um mockumentary sobre quatro vampiros e um humano com pretensões a ser vampiro, que vivem juntos. Parece ser uma série longa (ainda foram seis temporadas), mas com poucos episódios cada uma. E vê-se tão bem. Não quero revelar muito mais, embora não haja assim tanto para revelar. Só tenho elogios para esta série. A verdade é essa. Foi mesmo divertida, a começar e a acabar nos encontros dos vampiros de energia. Que coisa deliciosa. Que conceito maravilhoso.
Vão ver WWDitS. E, já agora, comecem com o filme que deu origem à série. Eu sei que eu hei-de ver a série outra vez. Provavelmente mais que uma vez.
Bat!
Friday, December 6, 2024
despachada: Party Down
Estava a tentar evitar meter esta na lista. Não há relatos oficiais de (novo) cancelamento, mas não há como achar que voltará, tendo em conta que já foi o que foi. Certo?
Party Down teve duas temporadas, entre 2009 e 2010. Vá-se lá saber como, chegou à segunda. Porque ninguém via esta coisa esquisita e muito «fora», com uma data de actores relativamente desconhecidos. Até que, como acontecia muito com estas coisas, tornou-se uma série de culto. E todo o talento muito jovem que a série tinha, eventualmente explodiu e andam quase todos a fazer coisas muito bem sucedidas. Esta combinação de factores justificaria um comeback? Os actores, por muito que tenham outros projectos, adoraram trabalhar nisto e querem voltar. É só uma questão de acertar agendas e vai ser um mega sucesso, certo?
Não, claro que não. Não é assim que a coisa funciona. Quando temos algo bom, não ligamos. Queremos ser a pessoa que o descobre depois e, assim, tem o direito de chamar idiotas aos executivos que não tiveram como não cancelar a série. E protestamos. E mandamos vir com toda a gente. E fazemos abaixo-assinados para trazer a série de volta. E clicamos em todos os links em que um jornalista pergunta aos actores pela série. E perguntamos aos actores quando a série vai voltar. Eu não faço nada disto, mas nerds como eu sim.
Na eventualidade rara da série voltar, ninguém vê. E os que vêem dizem que dantes é que era bom. Que «eles voltaram só para estragar e se era para isto não valia a pena».
Pois. O mundo é esquisito. E as pessoas são assim a modos que parvas. Nada a fazer.
despachada: This Way Up
Que limpeza hoje. Tanta boa série que não vou continuar a ver.
Esta não é grande surpresa. Já há algum tempo que se sabe, mas acho que propositadamente ignorei-o. De qualquer modo, dada a popularidade de Aisling Bea, é normal que este «pequeno» ou «menor» projecto tenha caído. E a «irmã» Sharon Horgan também tem «melhores» (entenda-se «mais bem pagos») projectos a decorrer. Curiosamente, o mais popular que Horgan tem, neste momento, é um em que é novamente irmã de irlandesas tontas.
This Way Up é um óptimo cartão de visita do talento de Bea. Achamos-lhe piada. Criamos ligação. Ela é gira, simpática e inteligente. Queremos beber um copo com ela. Queremos ouvi-la a contar histórias. Queremos rir com ela.
Terei de contentar-me em vê-la noutras coisas.
despachada: Stath Lets Flats
Este gajo criou um projecto pessoal. Foi daqueles que foi bem sucedido. Porque projectos pessoais há para aí muitos. Dos que ganham prémios, menos.
Aproveitou-se do humor negro britânico, aliado ao facto de que as séries neste país são menores e quase nunca têm a obrigação de sair uma temporada por ano. E aproveitou-se ainda do facto de ter uma irmã muito talentosa, que o ajudou a brincar com a sua cultura, por certo trazendo uma data de histórias cómicas da família para dentro da série. E sim, a irmã dele na vida real faz de irmã dele na série. Uau!
Tudo isto fez rir os britânicos e deu prémios ao criador. Merecidos. A série tem piada. Não estava muito convencido (principalmente porque o personagem dele é super irritante), mas há uma cena, lá para o final duma das temporadas, em que ele fecha-se num quarto duma casa que mostrava a alguém, e lança uma fala no meio da confusão que fez-me rir alto e a bom som.
Eu rir-me desta forma não é assim tão comum, apesar de ver muita coisa com piada. Quer dizer algo.
despachada: Star Wars: Tales of the Jedi
Afinal isto teve uma segunda temporada, que foi o Tales of the Empire?
Eu não saber que uma qualquer série foi cancelada, tenho pena que aconteça, mas não é o fim do mundo. A minha vida deu voltas, que escolhi, que não permitem que esteja tão a par como dantes. Tudo bem. Não sofro por causa disso. Agora, eu não saber que uma série de Star Wars afinal não é uma série, ou é uma série mas a «segunda temporada» tem outro nome, e a ideia é irem contando histórias sob um chapéu que só os fãs conhecem, mas que tem sempre nomes diferentes para não alienar o espectador casual, permitindo ainda poder lançar novos episódios apenas e só quando há episódios de qualidade para lançar, epara que assim os criadores tenham mais liberdade e, acima de tudo, não tenham os productores ou os fãs a pressionar, eu não saber isto custa-me.
Faz pouco sentido estar a acrescentar mais a este post. Até porque disse tudo no de Tales of the Empire. Eles vão lançar mini-séries destas com apontamentos soltos dentro do universo, a dar profundidade a personagens vários. Acho óptimo. O nerd em mim preferia uma só série, um só nome, com várias temporadas. Mas não tem mal. Eu percebo. Venha mais do que raio queiram lançar. Estes episódios são giros. 'Bora!
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