Sunday, June 29, 2014

despachada: Pan Am


Esta foi uma daquelas séries que demorei horrores de tempo a ver. Em especial os últimos episódios. Os do meio já andava a ver completamente desligado, mas os últimos foi do piorio.

Veio numa altura em que os canais americanos tentaram contar histórias de outrora, com os mecanismos de hoje, muito à semelhança do Playboy Club. Claro que nada funcionou. Não querendo ser ofensivo, mas o público americano não é muito dado a história, mesmo à sua.

Pan Am é extremamente americano, tentando enaltecer uma suposta época dourada, através da exploração que fez das suas mulheres, enaltecendo o outrora glorioso papel na sociedade que era a hospedeira de bordo. Convenhamos que tentar mascarar uma objectificação da mulher com um suposto cargo que lhes permitia «sair da cozinha» parece-me de profundo mau gosto, mas o que é certo é que tirámos destes 14 episódios algumas imagens sexy da Cristina Ricci (algo que não acontecia há algum tempo), servindo ainda como mais um passo na carreira, que se antevê gloriosa, da belíssima australiana Margot Robbie, que muitos conhecerão do seu papel no recente Wolf of Wall Street.

Saturday, June 28, 2014

despachada: The Big C


Esta série foi especialmente difícil de acabar de ver. Não por falta de qualidade. Longe, muito longe disso. Pela temática. Pelo final que se antevia desde o primeiro segundo do piloto. Foram quatro temporadas para ver Laura Linney morrer. Não é fácil. Mesmo que não se goste do personagem (não foi o caso), não é nada fácil.

E se nas duas primeiras temporadas não custava tanto, muito pelos devaneios de Linney, inerentes à reacção legítima duma personagem que descobre que vai morrer, a terceira já começou a custar. Não terá sido só assim comigo. Houve ameaça de cancelamento nesse período. Imagino que muita gente tenha deixado de ver. Pois a esperança, aquela existente até ao fim, começou a revelar-se apenas a miragem que se temia ser. Felizmente conseguiram negociar uma quarta temporada, por muito que mais curta, que permitiu fechar a história.

Linney faz um papel duma carreira, que só não terá mais destaque porque Linney já teve um ou outro desses. É uma interpretação excelente, dum personagem muito particular. Mais, Linney é acompanhada por um elenco forte e talentoso, que só ajuda à festa.

Big C será das melhores séries da HBO, mas nunca será considerada como tal porque ninguém gosta de ver uma série com este peso.

despachada: Dead Boss


Dead Boss já será diferente. Tinha bastante mais potencial que Whites. E parece-me que ficou-se por apenas uma temporada por motivos diferentes.

Ao que sei, estão a tentar fazer uma versão americana, talvez com a pretensão de fazer algo mais duradouro. Espero que não, sinceramente. Coisas britânicas adaptadas ao universo americano tendem a ser um nojo. É raro o caso contrário.

Pena não ver mais da série. Estava dedicado ao enredo. Pena não ver mais da actriz principal. Acho-lhe muita piada. (Não nesse sentido, seus ordinários.) Pena também não ver mais da morena ali à esquerda. Também lhe achei muita piada. (Sim nesse sentido, seus perspicazes.)

despachada: Whites


Entramos num universo completamente diferente da sticom. O universo original, em boa verdade. O britânico.

Em todo o caso, Whites não será o melhor exemplo. A comédia foi fraca. Percebe-se o que queriam fazer e parece-me até que as ferramentas para o fazerem eram as ideais. Terão falhado na execução.

Claro que a noção de sucesso dos britânicos é completamente diferente. Uma temporada de seis episódios apenas não é sinónimo de fracasso naquela terra. E às tantas, daqui a uns anos, ainda se lembram de fazer mais uma.

despachada: Welcome to the Family


Welcome to the Family teve direito a três episódios. Ganhou ao We Are Men por um. Uau.

Entre os dois, acho que esta tinha mais potencial. Mas não deixa de ser mais uma série familiar limpinha... por muito que tenha uma gravidez adolescente.

A sério, pessoal. Estas coisas já não chocam ninguém!

despachada: We Are Men


We Are Men durou dois episódio na televisão norte-americana. Há mais episódios feitos, mas a coisa correu-lhes tão mal, que dois episódios bastaram para perceber que não tinha sido boa ideia.

Mesmo gostando de quase todos os actores (o principal é-me desconhecido), não precisaria de um episódio sequer para saber que era um flop. Não sei que se passa na cabeça destas pessoas em Hollywood.

Friday, June 27, 2014

despachada: Sean Saves the World


Mais um exemplo do que falava. À semelhança do Michael J. Fox Show, Sean Saves the World é uma série familiar demasiado limpinha. E não, o factor gay já não choca ninguém (e ainda bem). Não interessa se o pai de família vai para a cama com homens, mulheres ou lamas. Se for tudo certinho, não tem piada para o espectador em casa.

E atenção que eu não sou das pessoas que odeia o Sean Hayes. Adoro o gajo, em boa verdade. Espero vê-lo noutras séries, muito provavelmente a fazer este mesmo papel. Sei que vou rir-me de qualquer forma. E se puder levar a loira com ele, então é ouro sobre azul.

Saturday, June 21, 2014

despachada: The Michael J. Fox Show


Falando de personagens que marcaram gerações, Michael J. Fox interpretou umas três ou quatro.

Mike merece várias oportunidades. Sempre. Mesmo com a doença que tem, vê-se que quer continuar a fazer o que lhe dá mais gozo. E ainda bem. Já no Scrubs foi um prazer vê-lo. E sim, quando soube da série nova fiquei entusiasmado. Claro que mais por ele. A série já se previa que não tivesse grande sucesso. Por nenhum motivo em especial. É só daquelas coisas que se sabe logo.

A minha teoria passa pelo tom da série. Qualquer série com este tipo de produção (cara, entenda-se) precisa ter um factor choque elevado. Sejam os seios da Sofia Vergara, ou sexo a torto e a direito como no HIMyM, violência ou algo parecido, séries caras precisam dum gancho que agarre este cínico público do século XXI. O Michael J. Fox Show será demasiado limpinho para estes tempos. Se fosse há dez anos ainda faria sucesso. Hoje em dia... é duvidoso.

Haverá ainda espaço para séries cómicas familiares?

Thursday, June 5, 2014

despachada: Murphy Brown


E de coisas recentes saltamos para um clássico dos clássicos.

Eu, como toda a gente, adorou Murphy Brown quando dava num dos dois canais de TV que havia, na altura. Talvez «toda a gente» seja um exagero. Mesmo eu,que adorava, apanhava apenas metade das piadas. Era novito, convenhamos. Uma coisa é incontestável. É uma das grandes sitcoms de sempre, com uma das personagens mais marcantes da televisão.

Vê-lo agora à distância permite-me ver pormenores e saber de histórias que passaram-me ao lado na primeira vez. Não, não sabia da polémica com Quayle, mas adorei saber dela agora. Também não tinha dado para reparar nas misteriosas saídas de dois dos personagens acima. Assim como da tentativa de tentar mandar pelos menos mais um deles à vida. Os egos eram grandes, e ligar com certas coisas não deveria ser fácil. Hoje em dia haverá saudade e muito companheirismo entre os actores, mas aposto que durante as filmagens houve mais que um problema grave para resolver.

Quando falei que andava a ver a série a algumas pessoas, a primeira coisa de que se lembraram era do chorrilho de secretárias que Murphy teve. Claro que dei por isso quando vi. E agora pude ver ao pormenor, achando genial que para o fim da série, os actores que faziam de secretária eram cada vez mais de alto gabarito. Aposto que houve muito actor de sucesso que pediu para aparecer, e nem todos terão tido oportunidade. Mas confesso que está longe de ser a coisa que mais me marcou. A banda sonora do genérico, em especial das primeiras temporadas, isso sim impressiona. Tudo clássicos e tudo a ver com o enredo. É daqueles pormenores que faz muita diferença.

Mais que tudo, sobressai Murphy. Ponto.

Saturday, May 31, 2014

Tuesday, May 20, 2014

despachada: Enlisted


E se Men at Work foi injusto, então esta coitada nem lhe deram uma hipótese. Enlisted é daquelas séries criadas para tapar buracos. Dentro do canal, alguém precisou mostrar serviço e assim surgiu uma série sobre parvoíces no exército. O problema é que empurraram-na para sexta à noite. Foi fazer companhia a Raising Hope, numa qualquer estratégia disparatada de torná-la numa nova noite de comédia. É rara a série que tornou-se um sucesso à sexta. Nos EUA então não funciona de todo. Na europa, em especial em Inglaterra, é um pouco diferente. Lá não. Quase tudo é cancelado. E Enlisted não foi diferente.

Não sendo genial, tinha potencial para ser algo bem agradável de se ver durante uns quatro ou cinco anos. Acabou por ser apenas um desperdício de material e recursos.

despachada: Men at Work


A meio desta temporada televisiva que há poucto terminou, já mais para o final, precisei duma nova série cómica. Havia pausas a torto e a direito. Algumas séries terminaram mais cedo. Houve ali espaço para algo novo. Decidi apostar em Men at Work. Apanhei uns episódios na TV. Achei piada. Tinha no papél principal o Hyde e o nível certo de tontice que procuro numa sitcom. Não tive grande pontaria. Vi as duas primeiras temporadas. Acompanhei a parte final da terceira. E quando pensei que teria esta nova companhia, de tempos a tempos, descubro que foi cancelada. Ainda por cima quando os personagens finalmente começavam a cimentar as respectivas personalidades.

Não fico com grande pena. Cedo vou esquecer-me que alguma vez existiu. Mas não deixa de ser injusto. Coisas bem piores mantêm-se por aí.

despachada: Community


No mesmo momento que descobri que Raising Hope foi cancelado, descobri também que Community seguiu o mesmo caminho. E esta custou-me muito mais.

Foi das minhas séries preferidas dos últimos anos. Em especial as primeiras temporadas. Só que pelo caminho teve muitos problemas, quase todos de bastidores. O criador é louco, como todos os génios são. Assim como temperamental... como todos os génios são. Atritos entre ele e o elenco, assim como entre membros do elenco, eram notícias recorrentes. Depois vieram as consequências dos atritos. O criador saiu. A série viveu a sua pior temporada com outras pessoas ao leme. Vá-se lá saber como, sobrevive mais um ano, outra vez com o criador... só que sem dois membros do elenco principal. Havia muito por resolver, que foi mal desenvolvido na tal pior temporada. Era uma missão quase impossível. Mais que não seja porque esteve sempre no limite do cancelamento. A série sobrevive ao longo de cinco anos apenas e só por teimosia de algumas pessoas que acreditavam, que acreditaram até ao fim... e dizem que ainda acreditam.

O objectivo eram seis temporadas e um filme. Ficaram-se pelas cinco. Foi um esforço digno. Houve demasiados momentos maus no final, mas preferirei sempre guardar os melhores, os geniais. E houve uns quantos bem geniais.

Sunday, April 6, 2014

despachada: Raising Hope


No início do mês passei o meu habitual período a «analisar» a temporada televisiva. A ver o que foi renovado, o que foi cancelado, o que para aí vem na próxima. O objectivo destes posts é dar conta das séries que «despachei», vendo todos os episódio de forma abrupta, ou ao longo do tempo. É mais comum ser no segundo ritmo. As piores chegam a arrastar-se durante demasiados meses.

Depois há o outro momento. Aquele em que descubro que uma série que andava a  ver foi cancelada ou terminou e, como tal, «despachei-a». Quando sei que terminam, acabo por fazer o post logo após o último episódio dar. Normalmente. Agora, quando são assim canceladas do nada... acaba por passar algum tempo. Vão surgir  uns quantos post dos vários tipos. Começou-se com algumas canceladas de surpresa. Outras que tinha para ver e descobri que foram canceladas, logo fui despachar a meia dúzia de episódios de existência que acabaram por ter. Entretanto ganhei-lhe o gosto e no último mês tenho andado a varrer o lixo que tinha aqui pendurado pelos discos. Os restos das tais séries que custou ver mas que, por teimosia, fui até ao fim.

Comecemos por Raising Hope, o parente pobre das séries deste criadores. Estranhamente é a que teve mais hipóteses de durabilidade. Começou bem, forte, com um elenco divertido e uma premissa que poderia trazer muitas surpresas. Depois os personagens desenvolveram ao ponto de estar tudo bem e acabou por deixar de ter desafios. As tontices permaneceram e teve momentos engraçados até ao final. Mas deixou de haver enredo. Estava tudo resolvido. Como tal, as audiências baixaram. Deixou de haver algo para ver. A série foi-se aguentando até ao fim, muito pelo sucesso inicial, mas ao ser empurrado para as noites de sexta, o fim era mais que previsível.

Saturday, April 5, 2014

despachada: How I Met our Mother


Chiça! Foi quase impossível escolher a imagem do post, como é que vou escrever o texto? Não que a imagem seja perfeita. Simplesmente cansei-me e ficou a que representa a minha maior inveja por este grupo: o bar.

Há oito anos, mais ou menos, o L. recomendou-me a série. Toda uma temporada tinha passado e eu não conhecia HIMyM. Devorei-a no fim-de-semana, na terrinha. Eram outros tempos. Tinha outras liberdades. Terminado o primeiro visionamento, recomendei aos mais chegados e revi com a pessoa mais próxima, na altura. A partir daí, a par do Lost, será a série que mais discuti com pessoas. Por muito estranho que possa parecer, as duas séries tinham um ponto em comum: um final que toda a gente queria ver. E, como tal, deu azo a muita discussão.

«devia acabar»
«não deve acabar»
«esta é a melhor, esta é a mãe»
«espero que esta não seja a mãe, odeio esta»
«o Barney devia ser a mãe»

Isto para não falar na mega discussão de com quem devia ficar a Robin. E pior, a discussão de «esta é que é a mãe?!», logo a seguir a ter aparecido uma pobre rapariga durante 10 segundos.

Apaixonei-me por HIMyM no episódio do ananás. Voltei a vê-lo uma ou duas vezes. Continuo a amar o episódio. Acho que vou amá-lo para sempre. Poderá mesmo ser o amor da minha vida.

O episódio da slap bet tem tudo. Tive que o rever, algum tempo depois, para perceber tudo o que estava naqueles singelos 20 minutos. Na minha cabeça era história para encher três ou quatro episódios. E lembro-me perfeitamente da primeira vez que o vi. Lembro-me onde estava, com quem estava. Lembro-me de ter sido memorável. Lembro-me de rir, de ficar surpreendido e encantado. Foi um dos melhores momentos televisivos que vi. Mais que não seja porque terminou com, ou pelo menos envolveu, um portentoso estalo entre amigos.

Apaixonei-me pela Victoria e delirei quando voltou. Odiei o Ted por não ter ido com ela e até por tê-la trocado pela Robin, durante um segundo. Sabia que não podia ser a mãe, mas sempre foi a minha favorita. Mesmo quando a trouxeram de volta para a destruir, como trouxeram todas as possibilidades que houve ao longo de nove anos. Destruíram uma atrás da outra, só para que não houvesse um espectador no final a dizer: «a mãe devia ter sido a bla bla». (Acho que ninguém no seu perfeito juízo diria isto, mas serviu o exemplo.)

Independentemente de gostos pessoais, HIMyM marca uma geração, uma época e marca ainda a televisão. Porque numa altura que os canais iam começar a desistir das sitcoms, esta série mostrou que as pessoas ainda queriam o humor com riso em lata. Com ela vieram mais, E assim salvou-se um género.

HIMyM esteve para morrer um par de vezes. Daí algumas soluções bruscas que se assistiram. Há muita gente (eu inclusive) que dirá que teve uma temporada a mais. Alguns dirão duas ou três. Tive períodos em que cheguei a odiar a série, querendo que acabasse.

Então porque estou triste como tudo, sabendo que nunca mais vou ver um episódio novo? Porque por muito que tenham havido momentos em que odiei, houve muitos mais em que amei, de forma completa e absoluta. Os bons momentos suplantaram em muitos os piores.


HIMyM acompanhou-me por uma data de coisas. E se houve esses momentos de ódio em que passava dias esquecendo-me de ver um episódio, na grande maioria via assim que saíam. E revia. E revi. E revia... E sei que vou rever, muitas e muitas vezes. A minha vontade é voltar a ver tudo outra vez. Já. Todas as temporadas de seguida. Para apanhar os penteados da Lily. Para ver os vários fatos do Barney. Para ver a evolução das personagens. Para ver os erros de história. Para recordar pequenos detalhes entretanto esquecidos.

Mas os tempos não são outros. E as liberdades muito menos.
Vai acontecer, só não agora.

Custa-me «despachar» esta série, como provavelmente mais nenhuma custará.

It was indeed legen... wait for it...

Friday, February 28, 2014

filme do mês: Fevereiro '14



Her

Estive dividido entre este e o Filth. Houve mais um ou outro que podia ter sido escolhido. Foi mais um bom mês, por muto que deprimente.

Saturday, February 1, 2014

despachada: Wings


Tenho que chegar aos trinta e poucos anos para saber que havia uma série tipo Cheers, na mesma altura do Cheers. Porque só agora soube da sua existência? Porque não era tão boa. E porque aos 30 tenho aquele saudosismo que obriga-me a procurar coisas antigas, à procura de sentimentos que já não sinto. E acreditem, foi muito estranho ver uma coisa que parece ser velho e, como tal, associamos à década de 70/80, e afinal foi tudo feito nos finais de 90.

Wings é sobre um conjunto de amigos e colegas, num aeroporto pequeno em Nantucket (sim, fartei-me de pensar no Family Guy). Os dois principais são os à frente. Dois irmãos pilotos. O que é certo é que daqui ficaram famosos os secundários. Dois dos da fila de trás. O da esquerda apareceu num episódio solto, na primeira temporada. Terá voltado e ficado porque o público gostou dele. O da direita estava desde início, mas vai-se embora ainda antes da série terminar. Não sei que aconteceu.

Wings tentou imitar o Cheers. Aliás, chega a ter personagens habituais frequentadores do famoso bar, a aparecer no dito aeroporto. Se calhar, personagens do Wings chegaram a interagir com Sam Malone. Não me recordo. Não conhecia estes personagens na altura. O que é certo é que esta série não chega aos calcanhares do sítio onde toda a gente sabe o teu nome. E por isso terá sido cancelada sem mais nem menos. Não há finale, o que é muito pouco normal para séries duradouras desta altura. Algo terá corrido mesmo muito mal. Era não ser molenga e tentaria descobrir. Não vai acontecer, mas seria fixe.

Friday, January 31, 2014

filme do mês: Janeiro '14



About Time

Voltei a números decentes... Claro que implicou ver mais trampa. Meh. Enalteceu as melhores coisas.

Wednesday, January 1, 2014

top dos filmes do ano de 2013

Saltar dum ano perfeito para o segundo pior ano é esquisito. Aconteceu fruto do grande projecto, mas também muito por inépcia. O tempo foi usado mais em séries e demasiado noutras parvoíces. Não se pode dizer que tenha sido um bom ano. Longe disso. Mas não deixei de ver coisas boas.

Volto a frisar que não são necessariamente filmes de 2013.

Aqui fica uma lista dos melhores do ano:
- Don Jon
- CBGB
- Prisoners
- The To Do List
- Thor: The Dark World
- Gravity
- The Way Way Back
- The Kings of Summer
- Stuck in Love
- Scott Pilgrim vs. the World
- Django Unchained
- Pacific Rim
- Star Trek: Into Darkness
- Trilogia Back to the Future

Esperemos que 2014 seja melhor... não necessariamente em termos de filmes.

Tuesday, December 31, 2013

filme do mês: Dezembro '13



Dividido com CBGB até ao fim, mas Don Jon acaba por ganhar o título do mês.

despachada: King of the Hill


Ao longo dos anos vi muitos episódios soltos na TV, sempre fora de ordem. Era uma série que achava piada mas não conseguia deslumbrar. Preferi sempre a outra série de Mike Judge. A dos dois palermas, da qual esta saiu. A original, no fundo, já que houve ainda outra série a sair de lá.

Não esperava ter gostado tanto de King of the Hill. Até o genérico. Quando faço embaços de séries grandes, a partir de certa altura avanço o genérico, por estar farto. Neste caso fazia questão de o ver/ouvir. Ainda para mais na esperança de ouvir a versão mais longa, com direito a berros e tudo.

King of the Hill surpreendeu-me muito pela positiva. Em boa verdade, ajudou ter sido daquelas que foi uma óptima companhia em períodos mais conturbados. Cheguei mesmo a ficar completamente embrenhado, ao ponto de nem perceber que era uma mulher a fazer a voz do filho, ou mesmo a entender perfeitamente o que o Boomhauer dizia. Dantes não percebia mais que duas ou três palavras. E se o que diz tem piada...

Vou ter saudades dos sulistas, do vendedor de propane and propane accessories, da melhor professora substituta vários anos seguidos, do não desenvolver da relação entre pai e filho, das fixações e das paranóias, e de ter pena do Bill... talvez por me identificar demasiado.

Boa série.

Yup.

Saturday, December 7, 2013

despachada: Eastbound & Down


Parece que acabou. Consta que sim. Ameaçou morrer por cancelamento o ano passado, mas lá conseguiram aguentar mais uma temporada, para ao menos acabar com a história. E ainda bem. Dá pena tanta série que não se deixa terminar.

Eastbound & Down não é para toda a gente. Nem de perto, nem de longe. Se há anti-herói protagonista, este é o exemplo máximo. Toda a série é feita para incomodar, para odiar. Parvo demais em demasiadas ocasiões. Irritante por ver alguém ter sucesso, quando claramente não o merece. Se bem que havia momentos de redenção, embora não compensasse o idiota que era maior parte do tempo.

Posto isto, eu gostei de Eastbound & Down, com todos os seus defeitos e problemas. Cresceu com o tempo e eu com ela. Nenhum de nós bem, mas seguramente mais parvos no final, como se pretendia.

Saturday, November 30, 2013

filme do mês: Novembro '13



Thor: The Dark World

Os meses em que há um da Marvel são um pouco injustos para os restantes filmes.

Saturday, October 19, 2013

despachada: The IT Crowd


Há quem não goste que fale em absolutos, em exageros. Compreendo. Por norma é pelo negativo. E isso é difícil de perceber, de pôr em contexto. É abrasivo dizer que se odeia alguma coisa, mesmo que seja algo universalmente visto como mau. Espero que não se sinta tanto pelo positivo. Sinceramente, mesmo que se sinta... mesmo que se sinta mais... temos pena!

Eu AMO esta série.

IT Crowd é das coisas mais geniais a sair da cabeça de gente que faz séries. De todo o mundo. De sempre. Para todos que adoram o Big Bang Theory, porque «ah e tal, nerds agora têm piada» (e atenção que eu também gosto da série), o IT Crowd é o que o Big Bang Theory queria ser.

Porque termina então algo tão genial, e como é que não comecei o post injuriando quem decidiu que terminasse? A série acaba por ser vítima do seu próprio sucesso. Os dois actores principais têm carreiras maiores que uma série apenas. A actriz terá outros planos, que para já passaram pelos pessoais. E os criadores... bem, se esta série não lhes abre as portas do mundo, não sei que abrirá. Todos juntaram-se uma última vez para fazer um especial, para fechar tudo. Muito ao modo britânico. Confesso que respeito esta forma de fazer as coisas. Sair em grande, mas sair em vez de arrastar a coisa. Tanto por vontade como também por respeito aos fãs.

É curioso como vim a saber da sua existência. Li num comentário aleatório dum criador duma tira de BD online. Nem é duma tira que continue a seguir. Nem é sequer duma tira que gostasse especiamente. E eu não sou nada de ler comentários/posts de criadores. Aconteceu. Ele pôs-se a falar das séries que andava a ver. Chamou-me a atenção que gostasse de Stargate (outras das minhas coisas preferidas no mundo). Falou em IT Crowd desculpando-se, dizendo que teve que sacar ilegalmente porque não tinha outra forma de ver a série. Tinha sido recomendada por um leitor britânico.

Nunca pensei gostar tanto duma série que vim a descobrir de forma tão aleatória. Torna tudo muito mais especial... e triste também... Há algo em mim que deixou de funcionar com o final de IT Crowd.

Have you tried turning it off and on again?

Friday, October 18, 2013

despachada: Love Bites



Não consegui arranjar uma imagem com o elenco todo. Faz algum sentido, dado a forma como a série era feita. Arranjei esta coisa publicitária, com uma das actrizes da série. Confesso que ando completamente obcecado por esta mulher. (A Robin que me perdoe, mas odeio o Barney.)

Love Bites é um conjunto de histórias românticas soltas, coladas entre elas por uns poucos personagens. Alguns a aparecer mais que outros. Alguns a interagirem uns com os outros. Outros nem por isso. Um conjunto simpático de actores e actrizes (daquele saco que o canal tem, de onde vai mandando actores para aqui e ali, para compor ramalhetes) faz uma série simpática também, mas sem grande identidade própria. Porque isto podia ser tudo. Podiam ser ideias de encher temporadas de outras séries. Ou podia ser um filme à Love Actually. Não é que as histórias não sejam boas. Com este tipo de actores, é muito fácil gostar delas (daí o canal tê-los sempre disponíveis). Só que não conseguem valer por si. Precisam de drama. É estúpido, mas o espectador não quer ver sempre histórias que correm bem, que são bonitas e românticas. Querem sangue.

Tenho pena. Está a incomodar-me esta mulher incrível não ter um trabalho regular. Acima de tudo, incomoda-me o pouco que invade a minha casa.

Monday, October 7, 2013

despachada: Futurama


Adiei o máximo que pude fazer este post. Uma coisa é falar duma parvoíce criada por gente sem talento (produtores e canais de TV, entenda-se) que durou meia dúzia de episódios e que será sempre considerado uma trampa, por toda a gente no mundo... mesmo os envolvidos no processo. Ou então mandar vir com o mundo por terem cancelado demasiado cedo uma série com tremendo potencial. E sim, é fácil falar em «tremendos». Porque deixando de existir é fácil imaginar algo grande.

Dizer adeus a um universo que gosto por uma segunda vez... é difícil. Ainda para mais quando não posso criticar a decisão de acabar. À segunda volta foi notório o decréscimo de qualidade de Futurama. Teve os seus momentos, claro que teve. Só que não era a mesma coisa. Muito do pessoal que fez da primeira volta genial já não estaria na equipa de guionistas desta vez. Faz sentido. É gente talentosa. Tinham que seguir o seu rumo. Não poderiam ficar disponíveis para sempre. Assim, acabou por cair-nos ao colo uma série que deu um salto evolutivo demasiado grande, muito pouco natural. Passou a gozar com uma data de coisas que não faziam sentido da primeira vez. Coisas que foram aparecendo no mundo, enquanto a série dormia. Esta falta de naturalidade dos processos criou barreiras. Não deu para apreciar tão bem.

Estes novos episódios não envergonham ninguém, atenção. Foi com gosto que voltei a ver estes personagens. E será com gosto que voltarei a vê-los, ou a revê-los.

Estou só a dizer que... Sei lá, não é a mesma coisa.