Friday, January 31, 2020
despachada: BoJack Horseman
Mais uma boa série a terminar, a abandonar-nos.
Tenho uma relação muito particular com BoJack. Em especial com o genérico. É genial, comecemos por aí. Mas, não sei porquê, houve momentos em que provocou-me total angústia. Dava-se um aperto no estômago, quando acontecia ver vários episódios de seguida. E essa sensação passava para os episódios.
Não consigo explicar muito bem porquê. O mais próximo que consigo chegar duma possível justificação é o personagem, a maneira como o via. Creio que provocava-me angústia ver alguém desperdiçar tamanho talento, desperdiçar uma boa vida, com problemas parvos. Pensava - inconscientemente, entenda-se - estas coisas mais no início. Porque para o final da série tínhamos muito mais informação sobre o personagem e os motivos porque fazia as coisas idiotas que fazia. A situação familiar... Bem, só visto.
Há muitos momentos de absoluta genialidade em BoJack, uma série que não é a típica série de animação que se possa pensar. Mas tenho que destacar o episódio do funeral. Aquele discurso... Que coisa deliciosa.
despachada: The Good Place
Os tempos modernos das séries de TV (e de serviços de streaming) trouxeram-nos uma coisa maravilhosa. Para além de histórias de qualidade, entenda-se. Hoje em dia já não há muitos cancelamentos estúpidos, que deixam histórias a meio. Por norma os canais (e serviços de streaming) agora procuram fechar projectos. Ponderam, quase sempre ajuizadamente, e avisam qual será a última temporada.
Foi o caso de Good Place. Vi o anúncio. Fiquei triste, porque gostei da série. Mas tive tempo para mentalizar-me que ia terminar. E, assim, os criadores tiveram também eles tempo para planear o encerramento desta fantasia, em que um grupo improvável de humanos decide o destino da humanidade no pós-vivência.
Muito se andou aos tropeções, ao longo das várias temporadas. Houve momentos que pouco sentido fez. Apesar da minha apreciação geral, não tenho como fechar os olhos a algumas incongruências. Independentemente disso, Good Place tinha um elenco novo, talentoso, multifacetado, que brincou com muitos chavões, mas também trouxe uma doçura que não se encontra em qualquer série. Tudo isto com o prazer acrescido de ver Ted Danson, uma vez mais.
Fechou-se o projecto de forma sentida, como tinha de ser. Foi bom de ver.
Thursday, January 30, 2020
despachada: Years and Years
Excelente mini-série da HBO. Mais uma, como se espera do canal.
Em Years and Years temos um futuro não tão distante, com uma data de coisas assustadoras, todas elas bastante presentes. O mediatismo político ridículo que temos. Que merecemos, na minha opinião. Por exemplo. Mas também as novas relações com a tecnologia e entre pessoas, que assistimos todos os dias, parece. YaY tem um pouco de tudo que nos assusta nos tempos que correm... até mudarmos de canal para ver a próxima tragédia.
E não é só isso. Há também uma parte que tenho dito muito, ultimamente. A única coisa que me leva a não acordar todas as noites com suores frios. Porque apesar de todas as tragédias que «assistimos» diaramente na vida real, o ser humano é perseverante. Arranjamos forma de adaptarmo-nos ao novo status quo. Não é uma vantagem a 100%, mas entendo ser uma grande vantagem, mesmo assim.
Última nota para os finais de cada episódio. Todos eles marcantes, chocantes, a deixar-nos à beira do assento, a roer unhas e a arrancar cabelos só de ouvir o raio da música da série. Menos o final da bicicleta. Esse foi um bocado tolo.
Sunday, January 12, 2020
despachada: Abby's
A morte do velho formato de sitcom ainda não foi anunciado, mas que o bicho está ligado à máquina, é um facto.
Abby's tinha personagens bastante engraçadas, um cenário giro e até algo original, assim como algum potencial. Não muito, mas algum. Nada disto puxa ao espectador acual, que não quer o sistema de câmaras múltiplas e público ao vivo.
Vou sentir falta. Enquanto houver estes momentos pontuais duma fórmula que muito me deu, cá estarei a marcar presença. Sei bem que não é suficiente. É a companhia que consigo dar à beira da cama do paciente, antes do beep contínuo final.
Friday, January 10, 2020
despachada: Catch-22
Intenso. Para mim foi um visionamento muito mais intenso do que a leitura do livro. A série tem mais humor do que o filme feito nos anos 70 e até capta bastante bem alguns destes momentos mais humorosos. Mas, mesmo assim, é mais intenso que o livro, onde tudo é mascarado por momentos de humor moldados por insanidade, como só uma guerra poderia propiciar.
Gostei de ver a série. Acho que foi uma adaptação justa e honesta. Pessoal, até. Nota-se que foi feito por malta apreciadora do material de origem, mas com consciência que era preciso adaptar aos métodos modernos de narrativa. Conseguiram isso. O elenco é formado por um conjunto de rapazes que aparentam ter talento. Malta nova, como tinha de ser.
Nota-se que Clooney gostaria de ter tido a oportunidade de fazer de Yossarian. Quem não gostaria? Um clássico anti-herói, inteligente e mordaz. Porque vê-se na interpretação de Clooney o quanto ele conhece os personagens. A forma intensa como se dedicou a ser o general idiota (um deles). Foi pena a falta de timing. Um jovem Clooney a fazer de Yossarian teria ganho prémios a torto e a direito. Mas imagino que, mesmo assim, lhe tenha sabido bem poder pôr em cena esta história.
Friday, January 3, 2020
despachada: Fleabag
Que rico início de ano estamos a ter. Só se vê TV de qualidade por estes lados!
Andava há algum tempo a tentar convencer a minha senhora a ver. Não que precise dela, mas se vejo sozinho começa logo a reclamar. E se não tinha ainda percebido que havia grande série em Fleabag, pouco tempo faltaria. Porque Fleabag, mais concretamente a criadora/intérprete, andou a colecionar prémios nos últimos anos. Com total mérito.
Fleabag é divertido, inteligente, mordaz, cáustico, original... tudo isto e mais um par de botas. Os diálogos são de extrema qualidade. O desenrolar de história é dramático, mas não necessariamente inverosímel. O que tem imensa piada, porque vemos facilmente alguns destes episódios a acontecerem-nos.
Quer dizer... Não a mim. Eu sou desisteressante e passo a vida no sofá. Mas a pessoas que andam por aí, na rua, a fazer cenas. A essas pessoas, com histórias para contar, acontecem destas coisas, por certo.
A coisa parece ter sido pensada. Duas temporadas bem cosidas, com tudo a acontecer com propósito, desde início até ao fim. Mais o padre. O padre é incrível. Tudo com o padre é incrível.
Aposto que já ninguém dizia algo assim desde aquele rapazito acólito muito maduro e interessado em... religião.
Wednesday, January 1, 2020
despachada: Watchmen
Fizemos uma ligeira pausa no visionamento só para levantar a cabeça e vislumbrar alguns fogos de artifício, celebrar o ano novo, yadda yadda yadda. Voltámos rapidamente para acabar.
Porque Watchmen é incrível.
Será um caso raro no mundo da ficção. Uma série fechada, sem planos de continuar, como «sequela» dum filme/livros de BD. Passo a explicar:
Watchmen é considerada a história de BD, capaz de aliciar os mais reticentes anti-fãs de BD. É preciso gostar um pouco de ficção, mas a história foi tão bem contada que «enganou» muita gente quando saiu. Passou a ser referência, mais que não seja porque veio abanar completamente o status quo da BD. Os heróis passaram a ser imperfeitos, talvez até chegando a ser um pouco «sujos». Até então era tudo muito bonitinho e não havia como fazerem mal. Passou a existir toda uma sub-cultura, que agarrou novas gerações e aumentou substancialmente o público leitor, que desistia um pouco das histórias banais do costume. Corta para: há uns anos fizeram um filme, adaptação da famosa BD. Não sendo um sucesso tão flagrante como o material de origem, deu bom dinheiro e fez com que um palerma acabasse por ficar à frente dos destinos dos filmes da DC. Um claro erro no meu entender, mas o palerma tem fãs espalhados por todo o lado. Se há quem vota deliberadamente no Trump, como não haver fãs de Snyder.
Pensava-se que tudo ficaria por aí. Até que Lindelof decide continuar a história, não havendo propriamente muito no qual se pudesse basear. Aconteceu o mesmo com a BD. Apareceram eventualmente sequelas no mesmo universo, mas creio (ênfase no «creio») que não foi nessas que Lindelof se baseou.
O resultado é algo memorável, exemplificativo de como tudo deveria ser feito. Respeito pelo material de origem mas, mais que isso, muito respeito pela narrativa. Nada de episódios para encher, ou tentações de fazer mais, só para esmifrar audiências até se fartarem. O grande golpe de génio foi Lindelof ter vendido isto à HBO, canal sobejamente conhecido por fazer boas séries, sem grande pressão.
Óptimo projecto. Muito bem feito.
top dos filmes do ano de 2019
Que ano!
Em termos pessoais...
Houve muito que queria ter feito, mas parece que mesmo não tendo as rotinas dum dia a dia «normal», continua sem haver tempo para tudo. Parece que os dias ainda mal começaram e já estão a terminar. É assustador perceber isto.
De qualquer modo: saí dum sítio; fui para outro; fechei uma data de caixas; abri outras; tentei sair da zona de conforto (vamos ver como corre); tentei ajudar a fechar uma porta importante; não fechei nenhuma porta, felizmente... Foi um ano em cheio.
Em termos de filmes...
Estranhamente não consegui entrar em números estratosféricos. É surreal. Com menos tempo - ou pensava eu que tinha sido com menos tempo - vi muito mais. Mesmo assim consegui ver uma data de coisas boas - e, nalguns casos, de forma «sequencial», algo que foi giro só por si. Cheguei a 271, igualando um dos primeiros anos deste blogue.
Para além disso: Acabou-se os Avengers em grande. Alguns bons franchises continuaram. Vi desde Óscares ao lixo que enche a Netflix. Consegui despachar uma data de coisas que por aqui andavam há demasiado tempo. Bati recordes. E, acima de tudo, vi pontes para mais e melhor em 2020 e nos anos seguintes.
Estamos numa espécie de auge. Mais para séries que para filmes, é certo. De qualquer modo acho que é uma época especial para o cinema. Tudo é grande. E é importante que o seja, para justificar os preços que se praticam nas salas. Grandes actores. Grandes cenas. Grandes explosões e afins. E os outros filmes, os que já não são blockbusters e que começavam a ser ignorados, encontram novas plataformas nos vários serviços de streaming. Muita gente não acha justo, mas no meu entender esse é o melhor espaço para crescer. Há e haverá sempre «dores de crescimento», mas acho mesmo que as coisas só têm como melhorar.
Fica abaixo a lista do costume, sem nenhuma ordem em especial. Não foi fácil de fazer. Faltam aqui alguns, que também mereciam destaque.
Split + Glass (Temos pena. Eu gostei.)
Isle of Dogs (Em representação da maratona dos Óscares.)
A Quiet Place e Us (Não são o meu género, mas são obras primas dentro deste.)
Tully
Shazam! e Joker (Será desta que a DC começa a atinar?)
The Grinch
Captain Marvel, 1.ª e 2.ª vez + Avengers: Endgame, 1.ª, 2.ª e 3.ª vez + Spider-Man: Far From Home (D'uh!)
Landline
Always be my Maybe, Someone Great, Long Shot e Plus One (A provar que ainda é possível fazer coisas boas neste género.)
The Meyerowitz Stories (New and Selected)
T2 Trainspotting
Booksmart
Hearts Beat Loud
The Hate U Give
Mid90s
Blindspotting
Searching
Eighth Grade
Yesterday
The Kid Who Would Be King
Zombieland I e II
When Harry Met Sally
Mission: Impossible - Fallout, Alien: Covenant, Creed II, Men in Black: International, John Wick: Chapter 3 - Parabellum, Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw e Star Wars: Episode IX - The Rise of Skywalker (Blockbusters/franchises que, no meu entender, devem continuar. Infelizmente não será o caso para alguns.)
Tuesday, December 31, 2019
filme do mês: Dezembro '19
Acabo o ano com números fracos. Nem é muito normal. Tirando os últimos anos, em Dezembro costumo ter bastante tempo para filmes. Mais que não seja porque as séries estão em pausa. Mas tudo muda. Hoje em dia há séries em qualquer altura. Se juntarmos a isso uma vida diferente, e um mês em que fui passar uma temporada ou duas «de férias»... a Portugal!
É normal que tenha visto pouca coisas. Mas vi dois blockbusters porreiros, de franchises que continuarão, por certo. Também vi umas coisa que tentaram ser algo... mas ficaram-se pelo caminho.
E vi o episódio IX em muito boa companhia, em lugares especiais, numa sala condigna para tamanho filme. O episódio em si é o que é, mas não deixou de ser uma óptima experiência cinematográfica. Assim sendo, Rise of Skywalker é o filme deste mês. E seria, mesmo que tivesse visto dezenas de filmes.
Monday, December 30, 2019
despachada: Mr. Robot
O início é impecável, apesar de ter o twist que começava a ser banal, já na altura em que a série começou.
As duas temporadas do meio não fizeram grande coisa por mim, apesar de terem tido uma variação engraçada desse mesmo twist, e um final de temporada supreendente. Na última temporada estive para desistir. A meio! Sabia que ia acabar, mas estava a ser uma seca e não parecia levar a lado nenhum. Não tinha grande ligação à narrativa, que parecia ter dado tudo o que tinha a dar.
Até que surgiram dois episódios... brutais!
Dois episódios maravilhosamente bem feitos, que compensaram os episódios todos de encher chouriços, só para ali chegar. É de notar que um deles tem 10, como avaliação no IMDb. Com mais de 14 mil pessoas a votar, mesmo assim tem nota perfeita. É de valor.
Fiquei agarrado outra vez, a partir daí. Até ao fim.
despachada: The Man in the High Castle
A premissa é incrível. É o que tornou esta história tão famosa e apetecível de adaptar. E funcionou. Funcionou muito, mas muito bem. A primeira temporada é óptima e agarra, apesar de confusa e inverosímel.
Para quem não sabe, em TMitHC os nazis ganharam a Segunda Grande Guerra. Têm controlo sobre a Europa, mas não só. Dividem os EUA com os Japoneses. Têm o lado Este, enquanto que os nipónicos controlam o lado Oeste. No meio está uma zona meio destruída e perdida, onde vivem os «fora-da-lei» e uma espécie de resistência possível.
Esta não é a parte inverosímel, porque por muito que não o queiramos aceitar, o certo é que era possível terem ganho a Guerra. O mundo podia ser radicalmente diferente do que é hoje em dia. Mas isso seria o «normal» desse mundo, o vivermos sob um regime fascista. A parte verdadeiramente estranha desta história é que a dita resistência tem em sua posse um filme duma realidade paralela. Uma realidade, para eles, «anormal», onde os Aliados ganharam a Guerra. É um mundo onde, para muitos, vive-se melhor. Para pessoas dos dois lados. Porque até Japoneses e para alguns nazis, essa realidade é vista como algo a almejar.
Com esta arma, muitas mais pessoas começam a acreditar num «normal» diferente. E uma pequena resistência torna-se em algo mais, algo maior... dentro do possível.
É delicioso ver as possibilidades desta realidade paralela. Como coisas simples seriam completamente diferentes. Zepelins continuam muito mais presentes, por exemplo. E, até certo ponto, a séria foi muito bem conseguida. Só que, como acontece demasiadas vezes, esticaram a coisa até à exaustão.
O final é «tirado a ferros», com uma última temporada sofrível, apresentando muito pouco que faltasse contar. O enfoque, de repente, é dado à comunidade «afro-americana». Até então não existiam. No final têm um protagonismo gigante. Atenção que não critico a existência destes personagens neste ou em qualquer contexto. São uma parte da população. Porque haveriam de desaparecer só por causa do regime nazi imposto? A inclusão foi forçada pelo contexto mundial actual. Foi o que deveria ser feito, mas muito tarde. Tarde demais.
Monday, December 16, 2019
despachada: The End of the F***ing World
Que raios! Como é que não tenho um post já feito disto. Porque quando acabou a primeira temporada, as primeiras impressões insinuavam que tinha terminado. A primeira temporada é baseada no único material de origem feito (banda desenhada, já agora). Logo, não há mais para fazer.
Pelos vistos atrasei-me (eu sei, eu sei, choque!) a escrever o post e, entretanto, surgiu a notícia que ia haver segunda temporada, pelo que cancelei os meus planos de deambular sobre a série.
Posso dizer que está muito bem feito. A dinâmica entre os dois protagonistas é perfeita. E há surpresas pelo caminho. Daquelas bem grotescas. Poder-se-ia pensar que a segunda temporada foi «esticar a corda», até pelo final da primeira, mas não. Não senti isso. Acho que foi um bom acrescento. Não necessário só por si, mas interessante qb. Culminou bem.
Para quem gosta de histórias trágicas de «amor», The End of the F***ing World poderá ser uma boa experiência.
Friday, December 13, 2019
despachada: Northern Exposure
Não se volta a onde se foi feliz.
É uma velha máxima, é certo, mas cada vez a sinto mais presente. Esqueçamos que é quase exclusivamente por causa de filmes e séries antigas. Assumamos que é por causa disso e duma data doutros motivos importantes. Não queremos que passe por um cavalheiro desinteressante e até algo fútil.
Northern Exposure (NEx) é daquelas coisas que guardava com carinho na minha memória. Lembro-me de estar na sala, a partilhar a série com o meu velho, a ver episódios soltos que íamos apanhando na TV. NEx parecia ser uma série acima das outras da altura. Algo feito com pés e cabeça, cheio de mensagens e ideias à frente daquele tempo. Infelizmente, aos olhos de hoje em dia, falha em muitos aspectos.
«Continuidade» é uma palavra cara e desconhecida, por exemplo. Entendo. Era como as coisas eram feitas então. Juntava-se a equipa de guionistas numa sala mais para distribuir episódios do que discutir os objectivos gerais. Se é que havia sequer uma reunião presencial. O mais provável era tudo ser feito à distância. Mas desde relacionamentos cuja progressão, ou sequer exististência destes, varia de episódio para episódio, ou mesmo só estações do ano que vão variando, consoante a necessidade, passando por familiares que desaparecem sem deixar rastro, vê-se um pouco de tudo. Quase todos os episódios são independentes e há erros gritantes, para quem decidir ver tudo seguido.
Assuntos «delicados». Acredito que NEx que fosse das séries mais progressistas. Hoje em dia falha em quase todos os aspectos. Mulheres são clichês e questões raciais são abordadas com o tacto dum elefante num espaço reduzido. Basta olhar para o elenco muito, mas muito caucasiano, numa terra cheia de cultura indígena. Aliás, os personagens nativos são usados a belo prazer, consoante as necessidades dos enredos principais (entenda-se, «brancos»). Tudo muito constrangedor.
As personagens e os assuntos eram tratados com bastante inteligência... aos olhos dum adolescente na década de 90. Desta feita vi uma data de gente execrável, a quem não confiaria um cacto moribundo. Tudo malta egoísta, que só vê o seu, em detrimento da comunidade. O que é irónico, porque a grande premissa era precisamente um jovem médico citadino descobrir a beleza duma comunidade mais pequena. Há um episódio em que isso é para lá de notório. Sendo certo que o personagem que dá o mote para a existência desta série (o tal médico que vem da cidade grande) é um palerma que insulta todos os que o rodeiam, tratando-os como pacóvios provincianos, nada justifica como foi tratado, a certo momento. Ele tem a obrigatoriedade de trabalhar naquela terra, de cujo estado pagou-lhe os estudos. Mas também é verdade que com esse trabalho vêm direitos, nomeadamente a ter férias. Quando estas são canceladas mais uma vez, o médico entra em greve. É recurso de notório desespero, vindo do cansaço de quem não parava há meses. Que faz a comunidade? Vira-se contra ele, chegando ao ponto dele passar a noite na rua... no Alaska! É um estado pouco conhecido pelas noites amenas, convenhamos.
Nem tudo foi mau, atenção. Continuam a haver alguns episódios com toques de genialidade, na fantasia em que são construídas as cenas. Mesmo aos olhos de hoje em dia. Isso marcou-me então e continuei a ver desta feita. Mas não consigo recomendar NEx a ninguém, infelizmente. Percebo agora porque a série não se encontra em nenhum serviço de streaming actual.
PS - Apenas como desabafo. Não acrescenta nada ao que já disse e até spoila o final. Mas ter a O'Connell a juntar os trapos com o Chris, quando nada a isso apontava e andámos nós a levar com demasiados episódios do «vai não vai» entre ela e o Fleischman... Epá, é cuspirem na cara do espectador! Entendo que não fizesse sentido ficar com o Fleischman, mas que ficasse sozinha. Qual era o necessidade de a emparelhar com alguém?
Saturday, November 30, 2019
filme do mês: Novembro '19
Já não há nada a fazer. Este ano não vou chegar aos números que queria chegar. Não tenho grande desculpa. Acontece que há demasiadas distrações. Há demasiado que fazer e menos disposição para o fazer. E depois convém dar atenção à moça, que é um doce e atura-me... vá-se lá saber porquê.
Posso não conseguir chegar a grandes números, mas chego a números melhores que dos últimos anos. Não peço mais nada.
Nem os números, nem a qualidade, foram grande coisa este mês. Podia ser Good Boys pela novidade da coisa, porque é um filme bem engraçado. Destaco When Harry Met Sally... porque posso.
Posso não conseguir chegar a grandes números, mas chego a números melhores que dos últimos anos. Não peço mais nada.
Nem os números, nem a qualidade, foram grande coisa este mês. Podia ser Good Boys pela novidade da coisa, porque é um filme bem engraçado. Destaco When Harry Met Sally... porque posso.
Friday, November 22, 2019
despachada: Krypton
Aaaaaaaaahhhhhhh! O Brainiac vem a caminho da Terra! Ah, não. Espera. Isto foi cancelado. Ele não vai a lado nenhum.
Krypton parece-me ter sido algo ambicioso. Elevado nível de produção. Elenco talentoso mas, em teoria, mais barato. Por ser britânico. Escolha arriscada de histórias para contar. Sim, o Super-homem é conhecido pelo mundo todo, mas o seu planeta natal é apenas uma referência no início dos filmes. Logo, falar das castas e de familiares de Kal-El poderá não ser para toda a gente.
A série começou muito bem e tinha qualidade. Mais do que esperava, pois não sou o maior fã deste mundo. Depois perdeu-se, talvez por estar ameaçada pelo cancelamento. Entrou naquele limbo de personagens serem boas e depois más, só para voltarem a ser boas, consoante a necessidade da história.
A partir de determinado ponto demorei demasiado tempo a ver o resto dos episódios. A razão: Doomsday!
Primeiro tenho de dar o devido crédito. O personagem e a sua origem são respeitados. Está muito bem contada a criação deste monstro. O problema veio a seguir, na forma como o personagem foi tratado. Para quem não sabe, Doomsday é a arma mais mortífera alguma vez criada. É quase impossível pará-lo, porque a base da sua criação é sobreviver a tudo o que lhe for «atirado». O seu corpo adapta-se a todo o tipo de novos ataques. É um criatura impossível de controlar. Daí que uma parte do povo kryptoniano tivesse como única missão - secreta, por sinal - de esconder a criatura, para que ninguém a usasse. Até que aparece Zod.
A intenção de Zod é usar Doomsday contra Brainiac, um alienígena quase imortal, com conhecimento e armamento duma data de civilizações avançadas. Só Doomsday poderá derrotar Brainiac. Mas como é que se pára Doomsday depois? Bem, o Zod tem uma arma. Não é uma arma qualquer. É uma arma muito grande que dispara assim uns raios bem lixados!
Bastou um disparo e a criatura foi ao chão. Está certo.
Depois disto nem o bastich mais famoso do espaço (a seguir ao último kryptoniano) conseguiu salvar a série.
Thursday, November 21, 2019
despachada: The League
Em resposta à tua pergunta, vejo outra vez The League, caro eu do passado. Pois claro!
Não há muito a acrescentar ao post original (ver link acima). Continuo a achar muita piada à série, apesar de ser ainda mais controversa, hoje em dia. Pus-me a ver outra vez, talvez porque me falte este tipo de comunicação na minha vida. Porque me falta este tipo de ficção na vida.
Fico contente que estejamos todos preocupados em respeitar-nos, uns aos outros, mais e melhor. Mas f0d@-se, às vezes é bom ver uma boa discussão de c@r@lh@d@s, mesmo que alguém fique sentido no final.
Acho que vai acontecer, voltar a este universo mais vezes no futuro. Só tenho é de ver às escondidas. Ainda mais, que a polícia PC anda por todo o lado!
Thursday, October 31, 2019
filme do mês: Outubro '19
Mês «novo», vidas novas. Ainda não estou com um ritmo adequado para continuar a ver um bom volume de filmes. Quebrei a regra do ano, de em meses pares ter uma média superior a um filme por dia. Procuremos criar novas rotinas no próximo mês e inverter a situação.
Independentemente disso tudo, vi ainda bastantes filmes. Maior parte deles bastante agradáveis de se ver. Destaco - porque tem de ser - um deles: The Kid Who Would Be King.
É prova que ainda é possível fazer boas coisas originais... mesmo que baseadas em coisas antigas.
Independentemente disso tudo, vi ainda bastantes filmes. Maior parte deles bastante agradáveis de se ver. Destaco - porque tem de ser - um deles: The Kid Who Would Be King.
É prova que ainda é possível fazer boas coisas originais... mesmo que baseadas em coisas antigas.
Friday, October 11, 2019
despachada: BrainDead
Mais uma vez cheguei àquele ponto em que preciso de algo completo, para embaçar. Algo não muito extenso, que não me faça pensar muito e que não tenha ramificações no resto da minha vida. Uma «queca». Um «one night stand». Uma história que me faça aprender posições novas, mas que depois me deixe continuar com a minha vidinha.
BrainDead parecia querer ser mais do que 13 episódios, mas não foi possível. E o ridículo é que acho que não conseguiu porque Trump foi eleito. Há uma data de brincadeiras e parvoíces dentro da série, muito ligadas aos primeiros momentos em que se candidatou. E a premissa poderia estar demasiado próxima do que veio a ser a realidade.
Insectos alienígenas chegam à terra e invadem as mentes de maior parte do senado americano. Tomam conta das «inteligências» de ambos partidos e controlam estas vozes e estes partidos, gerando o caos necessário para que possam proceder com o resto da invasão. Quem não conseguem controlar... As cabecitas dessas pobres pessoas explodem, de forma particularmente agressiva.
BrainDead é bastante engraçado, vivendo muito do carisma dos personagens principais. Depois é só mostrar como funciona o governo americano, que tende a ter piada só por si. Para quê perder tempo a escrever ficção, quando basta a realidade?
Monday, September 30, 2019
filme do mês: Setembro '19
Curioso como nos meses ímpares acontece sempre algo que me impede de chegar a números decentes, tendo em conta o meu estilo de vida actual. A sério. Vendo os números do blogue, os ímpares têm sempre números bastante inferiores aos meses pares.
No caso, Setembro foi mês de fecho duma datas de coisas, a preparar-me para a grande mudança. A certa altura deixei até de ter condições decentes para ver filmes.
Ainda para mais foi mês de despachar restos. Coisas guardadas há demasiado tempo, que estão longe de ser primeiras opções. Mesmo assim vi algumas coisas giras, sendo que Eighth Grade é a distinção, mas com Searching muito de perto.
No caso, Setembro foi mês de fecho duma datas de coisas, a preparar-me para a grande mudança. A certa altura deixei até de ter condições decentes para ver filmes.
Ainda para mais foi mês de despachar restos. Coisas guardadas há demasiado tempo, que estão longe de ser primeiras opções. Mesmo assim vi algumas coisas giras, sendo que Eighth Grade é a distinção, mas com Searching muito de perto.
despachada: Preacher
Felizmente os dois broados, amiguinhos, Rogen e Golderg, não fazem só tolices e são fãs de BD. São verdadeiros fãs de BD. E uma série destas nunca poderia ser feita por alguém que não fosse fã. Preacher não é material fácil de adaptar, pelo que só malta com convicção para batalhar por um vilão com cabeça de c@r@lh0, poderia estar à frente do projecto.
O elenco é óptimo. Tiveram a inteligente decisão de não fazer com muita malta americana, formatada com estilos de narrativa demasiado específicos. A série está efectivamente muito bem feita.
Tenho vontade de voltar a ver tudo. Há milhentos detalhes que vão aparecendo, que só têm importância perto do final. Obviamente que não apanhei nem um terço.
Wednesday, September 18, 2019
despachada: Warehouse 13
Andei um pouco saturado do que andava a ver. Precisava de algo que não tivesse grandes «pressões». Ou seja, precisava de algo sem «bagagem». Algo não aclamado por este ou por aquele. Algo que não me obrigasse a gostar só porque existe. Sabia que Warehouse 13 era seguido por malta que gosta do género, mas não mais que isso. Não andou aí a ganhar prémios. Ninguém insinuou que é a melhor coisa desde outra coisa qualquer. Pareceu ser simples, o que ajudaria a fazer companhia num período atribulado.
Não podia ter escolhido melhor.
Warehouse 13 não tem quaisquer pretensões. É divertido e simples. Não vai além do que quer ser. Os personagem são engraçados, sendo que parece que os respectivos actores gostavam uns dos outros. Essa empatia sente-se, pelo menos.
Vim a saber, mais tarde e graças a um amigo que também aprecia este tipo de coisas, que W13 é um spin-off de Eureka... o que implica que tenho mais uma série para ver. Raios!
Saturday, August 31, 2019
filme do mês: Agosto '19
Em mês de recorde de mais filmes vistos no EuVejoFilmes, curiosamente não foi difícil escolher o «filme do mês». Destaco bons filmes, que recomendo, com o Us à cabeça, mas seguido muito de perto por Blindspotting, The Hate U Give, The House with a Clock in Its Walls, Life Itself, Plus One ou mesmo To All the Boys I've Loved Before.
Embora o vídeo já o tenha revelado, deixo duas notas, uma para o mês que passa e outra para o(s) mês(es) seguinte(s):
1. Quebrar um recorde, que durava há nove anos, não teria sido possível sem a minha moça, que gosta mais de embaçar coisa que eu. Parecendo impossível, com ela cheguei a meio do mês com 20 filmes vistos.
2. A partir de agora vou deixar de meter links de sites oficiais dos filmes. Eu já nem sei o que andei a pôr, pois não verificava os links há muito tempo. Basta o IMDb, em boa verdade. É preciso mais o quê para saber coisas dos filmes?
Posto isto, o filme do mês é um daqueles que me enche as medidas todas. Simples, com coração, e um raio duma música que fica no ouvido: Hearts Beat Loud.
Embora o vídeo já o tenha revelado, deixo duas notas, uma para o mês que passa e outra para o(s) mês(es) seguinte(s):
1. Quebrar um recorde, que durava há nove anos, não teria sido possível sem a minha moça, que gosta mais de embaçar coisa que eu. Parecendo impossível, com ela cheguei a meio do mês com 20 filmes vistos.
2. A partir de agora vou deixar de meter links de sites oficiais dos filmes. Eu já nem sei o que andei a pôr, pois não verificava os links há muito tempo. Basta o IMDb, em boa verdade. É preciso mais o quê para saber coisas dos filmes?
Posto isto, o filme do mês é um daqueles que me enche as medidas todas. Simples, com coração, e um raio duma música que fica no ouvido: Hearts Beat Loud.
Wednesday, July 31, 2019
filme do mês: Julho '19
Voltei a ver pouca coisa este mês. Quase «despachei um ano» e vi coisas bem fixes. A razão dos poucos visionamentos foi de andar demasiado lá por fora. Um par de semanas basta, para atrasar aqui a coisa. Embora também me tenha dedicado a embaçar algumas séries, é certo.
Independentemente do que aconteceu, este mês é mais um daqueles casos que poderia ter visto uma data de filmes, o «melhor» seria sempre Booksmart.
Saturday, July 27, 2019
despachada: Orange is the New Black
Há pouco mais de seis anos, ainda mal sabia eu o que era um «netflix» e recebia mensagens a meio da noite, da minha amiga I., a dizer-me que eu tinha de ver esta série. A moça não me conhece mal e não estava errada. Só a cena inicial era o suficiente para eu arranjar forma de atirar Óscares a esta coisa. A partir daí... calma!
Não era só seios e lesbianices. Tinha história e uma boa forma de a contar. De as contar, em boa verdade. Cada prisioneira era uma história só por si, que íamos descobrindo ao longo dos episódios e das temporadas.
O meio estagnou, é certo. Admito que sim. Mas lembro-me duma temporada que mexeu comigo e deixou-me algo deprimido. E eu sou a pessoa que gostou da temporada em que elas tomam conta da prisão. Sei que vai contra o que vem dantes, que é uma fórmula talvez demasiado diferente. Mas, lá está, a coisa estava estagnada. Era preciso abanar o barco. Foi perfeito? Não. Mas tentaram fazer alguma coisa, em vez de simplesmente deixarem o barco ir seguindo, até perder-se de vista.
E ainda bem que terminou. Terminou OK. Terminou tendo de terminar. Arrastaram um pouco, mas não muito. Fica uma boa série, cheia de boas interpretações.
Monday, July 15, 2019
despachada: The Thin Blue Line
A certa altura está série apareceu numa daquelas listas que aprecio ver, de tempos a tempos. Um clássico da comédia britânica. «Top coisas feitas pelo Rowan Atkinson.» «Série com mais gente fardada.» Sei lá, algo do género. Surgiram flashbacks na minha cabeça. Pareceu-me que tinha visto a série, na altura. Fui ver um par de vídeos ao YouTube e sim, memórias começaram a reavivar-se. Tinha boas recordações da série.
E sim, é Atkinson e Elton a mostrarem os músculos que os tornaram a referência que são. Só que...
É datado. Há montes de piadas que caem mal, hoje em dia. Tem demasiados momentos muito repetitivos. E os personagens são algo bidimensionais, na sua maioria. Contudo, sempre tinha um elenco mais diversificado que maior parte das séries de hoje em dia. Duas mulheres e mais duas minorias étnicas representadas, em plena década de XX? Ena ena!
Friday, July 12, 2019
despachada: Jonathan Strange & Mr. Norrell
Estes dois cavalheiros estavam destinados a ser os dois mágicos no Reino Unido. Estava escrito... num sítio muito particular.
JS&MN é baseado num livro e devo confessar que a história é particularmente original. No total dos sete episódios em momento algum consegui descortinar para onde queriam ir. Fugiu aos clichês usuais e o final chegou mesmo a surpreender. Ajuda ser produção britânica. Se isto fosse americano dava para ver o final feliz a chegar, ainda sem os créditos iniciais do primeiro episódio terem terminado.
Sinto-me algo sujo porque acabei a embaçar a série, algo que tenho tentado evitar fazer. Seja qualquer série. Estou cada vez mais convencido que as séries precisam de tempo. Não ajuda à experiência simplesmente devorar tudo duma só vez.
Não quero ser mal interpretado. Acho sistemas streaming o futuro e não quero outra coisa. Mas, como tudo na vida, séries devem também ser consumidas em moderação.
Acabei por não conseguir resistir à tentação, como com maior parte das coisas, em boa verdade. Ficou este dia marcado por magia e fantasia. A ver se é a única marca que deixa.
despachada: Childhood's End
Sou grande fã de histórias completas. Sou fã de ficção científica. E adoro histórias em que algo muda completamente o status quo da sociedade como nós a conhecemos. Especialmente se aparece uma qualquer raça alienígena, seja para ajudar ou para conquistar-nos.
Childhood's End tinha tudo isto... até chegar a uma parte religiosa. Foi aí que perderam o meu fascínio.
Dou-te total mérito porque mantiveram-me interessado até ao fim. Queria saber o final, que até nem é muito mal. Mas, lá está, a componente religiosa fez com que não consiga recomendar isto a ninguém. Pena.
Thursday, July 11, 2019
despachada: Chernobyl
Ainda nem tinha seis anitos, ainda nem tinha entrado na escola ou sequer interagido com muita gente fora do meu núcleo familiar, e o raio do mundo podia ter acabado. Pelo menos como nós o conhecemos. Porque Chernobyl podia ter destruído boa parte da Europa. Podia ter acabado com uma data de vegetação, água, fauna... Isto para não falar na quantidade de pessoas que morreria ou teria de mudar para outro local. A vida desde então poderia ter sido muito diferente. A História seria completamente diferente.
Como se duma guerra se tratasse, a velha URSS atirou gente ao problema. Centenas de milhares de soviéticos foram recrutados para tratar de «limpar» a central nuclear de todos os destroços radioactivos. Era uma missão... Era mandar miúdos para a morte. Especialmente para determinadas tarefas. Perderam-se vidas, helicópteros, materiais... Tanta coisa. Tudo por causa - segundo a série - de teimosia e do orgulho soviético. Por causa de desleixo e ignorância. Chernobyl conta maravilhosamente bem uma história trágica da nossa História. Claro que usa demasiados truques dramáticos americanos...
O que me recorda do que aconteceu assim que a série terminou. A Rússia emitiu um comunicado a dizer que fariam a sua versão de Chernobyl. A «verdadeira» versão do que aconteceu em Chernobyl, que envolve interferência americana, através dum espião da CIA. Quero tanto, mas tanto, ver esta versão. Vai ser incrível. Porque não foi uma produtora ou um canal a falar do assunto. Foi o país Rússia, no alto do seu total descontentamento com a afronta que foram as acusações da série, a dizer «nós vamos contar a verdade». Incrível.
Outra coisa de que me lembrei, que levanta uma perspectiva muito peculiar. Cerca de três anos depois dos incidentes em Chernobyl, nos EUA, uns jovens criativos cómicos criam uma personagem que se tornaria canónica na cultura pop do século XX. E que profissão dão a esta personagem? Trabalhador duma central nuclear. Até aqui nada de especial. Problema é que esta personagem não é muito esperta, chegando ao ponto da sua expressão mais conhecida ser um sinal de quando se apercebe que algo correu mal, ou que ele próprio fez algo mal. O que quer dizer que acontecia muitas vezes.
D'oh indeed, gentlemen. D'oh indeed.
Sunday, June 30, 2019
filme do mês: Jun'19
Mês com muito visionamento, se bem que pelo pior motivo: procrastinação. No início até tinha desculpa, que estava bem acompanhado. E vi coisas engraçadas. Pelo meio foi só parvoíce de despachar. Algo terá de mudar, já que tenho muita coisinha para fazer.
Independentemente disso, gostei de The Meyerowitz Stories (New and Selected), Gifted, Someone Great e Always Be My Maybe. Mas o que deu a «sapatada» foi o T2.
despachada: Marvel's Jessica Jones
Última série Disney na Netflix a ser cancelada, esta mesmo antes da última temporada estrear.
Foi de génio o anúncio semanas antes de estrear a última temporada (estou a ser irónico). É que nem deram hipóteses de apreciar a coisa só por si. Foi aquela coisa de «Sim, sim, vocês gostam e tal, mas não contem com mais nada depois disto. Mas apreciem, hein? Que a malta envolvida parece ter feito esforços para dar-vos algo engraçado e tal.»
Não é que seja uma surpresa o cancelamento, mas não havia melhor forma?
Ah, e a série era porreira. Não gosto da escolha de actriz principal, mas safou-se bem. A personagem, universo e vilões são óptimos, e espero que consigam ressuscitar tudo no Disney+. OK, não tudo tudo. Não sei se há muito mais para contar em termos individuais. Dêem-me uma boa temporada ou duas de Defenders e serei um moçoilo bem feliz.
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