Sunday, March 31, 2024

filme do mês: Março '24

Faltou tempo - e alguma vontade, confesso - para tratar destes posts. Este vem com algum atraso. Mas o lado positivo de tudo é que posso olhar para esta lista de filmes visto em Março com outros olhos. Fevereiro foi muito fraco. Março não. Março teve bons filmes. Gostei de aperceber-me disso.

Não vou pela escolha óbvia. Há dois monstros blockbusters (Mission: Impossible - Dead Reckoning Part One, Dune: Part II), há dois «filmes Óscar» (Poor Things, American Fiction) agradáveis, e há umas coisas simpáticas (Orion and the Dark, Suncoast). A minha escolha de «filme do mês» vai para Flora and Son.

Porque foi porreiro de se ver, mas porque é daqueles filmes que, quanto mais o tempo passa, mais gosto há por se ter visto. Como se fosse sentindo cada vez mais que foi uma óptima escolha ter visto. Sei que não o estou a explicar bem. É um filme que vai crescendo dentro de mim, com o passar do tempo. Se calhar, se o vir daqui a dez anos não será a mesma coisa. Para já, posso dizer que gostei bastante de ter visto.

Saturday, March 23, 2024

despachada: History of the World: Part II


Malta da minha idade, da minha geração, fãs de Mel Brooks, decidiu voltar a este universo. E ainda bem. É uma homenagem merecida. Eu faço parte do grupo de fãs. Não tenho o talento, dinheiro, fama ou currículo, para fazer a Parte II. Ou III, IV ou XIX. Se tivesse a capacidade de continuar a história de History, claro que o faria. Entendo perfeitamente esta gente. Agora, se valeu a pena... O humor de Brooks é datado. Marcou aquele momento, aquela (minha) geração e as à volta. Mas entretanto já foi feita tanta coisa. Continua a ter piada, atenção. E acho fixe que exista para os miúdos hoje em dia. Porque Brooks era e é genial. Talvez o seu espaço tenha sido aquele e já não este.

Isto para dizer que achei piada a ver isto. Foi tão bom como quando vi em miúdo? Não, claro que não. Verei a Parte III, se a fizerem? Sem dúvida que tentarei. Eu sei. É confuso. Tem a ver com emoção, com saudosismo, com respeito por alguém que o merece. Mel Brooks fez-me rir. Fez-me companhia, quando era um miúdo deitado no sofá, fechado em casa por opção, fizesse chuva ou sol. Marcou o meu espírito, o meu humor. E, como a mim, terá sido igual para muita gente. Por isso é que há malta a revitalizar o material, mesmo que não seja a coisa mais brilhante do mundo a ser feita, neste momento. Porque Brooks merece.

Sunday, March 3, 2024

despachada: Echo


Mais uma vez, não faço ideia se haverá segunda temporada. Ou se isto sempre foi suposto ser uma temporada apenas. Ou se foi cancelada. A única coisa que tenho a certeza é que ninguém sabe se haverá mais ou não. O show business não fecha portas. Se um dia uma pessoa talentosa, que garanta sucesso, quiser fazer algo com o personagem, vai fazer. E pode dar-se o caso de chamarem-lhe segunda temporada, mesmo que passados dez anos.

Até porque se há coisa que a Disney aprendeu com o Star Wars é que nunca se sabe o dia de amanhã. O lixo de hoje poderá ser a mina de ouro do futuro. Sim, os conhecedores e os fãs da Marvel poderão dizer que a série é fraca. Mas os miúdos, quando forem mais velhos e com posses, poderão querer comprar os bonecos da Echo. Ou o que raio os miúdos/adultos comprarão daqui a 20 anos.

Eu, a única coisa que aponto à série é que a actriz é fraquinha. Tem bons momentos. É a escolha possível mais perfeita para o papel, estou certo. Só que meterem actores a contracenar com esta parede, em especial o «monstro» que é o Kingpin de D'Onofrio, custa um bocado de ver. Fora isso, a série tem o seu interesse. Louvo a representação e respeito pela cultura. Há personagens que não me importava de ver mais. Viu-se OK.