Wednesday, December 31, 2014

Wednesday, December 17, 2014

despachada: Hello Ladies


Com base no espectáculo de stand-up homónimo, Merchant criou esta série que tem o ingénuo rapaz como personagem principal. Merchant é igual a si mesmo, criando constrangimento por qualquer sítio que passe. Apesar de ser um totó desajeitado, isso não o impede de tentar sacar miúdas claramente fora da sua liga. O seu grande objectivo é andar com uma modelo o que, quase até ao fim, não abona nada a favor do personagem.

Com apenas uma temporada de vida, Hello Ladies ameaçou cair no esquecimento das séries canceladas. Há aqui alguma pena deste vosso blogger. Não sendo brilhante, a série tinha o registo fixe do co-criador de Office. À boa maneira britânica, felizmente conseguiram fechar a história com um especial de Natal. Do mal, o menos.

Sunday, November 30, 2014

filme do mês: Novembro '14



Interstellar

Há outros dos a merecerem estar aqui, o Rudderless e o Run & Jump. Só que o stellar foi em tela gigante...

Friday, October 31, 2014

Sunday, October 19, 2014

despachada: Once Upon a Time In Wonderland


Ao contrário da série original, o spin-off não teve o mesmo sucesso. Custa-me arranjar razões para tal. Ainda para mais quando o universo em si é tão acarinhado pelo público em geral. A única razão que posso encontrar terá a ver com custos. Este Wonderland tinha quase todas as cenas no universo fantástico. Na original passa-se muita coisa na realidade. Talvez tenha sido isso.

Será apenas a teoria.

Tuesday, September 30, 2014

Monday, September 29, 2014

despachada: Californication


Melhor começo de série de sempre deu-se no piloto de Californication. Moody entra numa igreja à procura de algo. Uma freira aproxima-se para o ajudar. Conversam um pouco. Algo profundo e intenso, como era costume ver nesta série. Culmina com um tipo de reza um pouco diferente da usual em igrejas.

É consensual que Moody é o homem com quem todas as mulheres querem estar. Seja de que raça, credo, idade ou país for. E não há como não aceitar e respeitar. Entendo perfeitamente. Tem tudo. Charme. Carisma. Autodestrutivo o suficiente para ter-se ilusões de redenção. Classe a rodos, a impedir ser demasiado depressivo. Para Moody basta um olhar e a sedução terminou, mesmo antes de começar. E até as que o odeiam de morte... Qual «e até as», especialmente essas, aliás.

A série decaiu depressa de qualidade. Nunca deveria ter durado tanto tempo. Como qualquer «relação» que Moody teve (tem [terá]), deveria ter sido fugaz e brilhante. Esticaram até sete temporadas e, com isso, as personagens maravilhosas, que nos foram apresentadas ao início, desfizeram-se graças aos desenrolares de história que apenas serviam para o efeito cómico imediato. Moody chegou a perder sentido. Porque a suposta mulher que lhe faltava na vida, aquele elemento que perdeu de forma tão errónea e abjecta, o seu sentido, esteve outra vez nas suas mãos. E que fez ele com esta benesse? He "Moodyed" it.

Depois disso continuei a achar-lhe piada. Continua a ser um gajo com quem gostaria de beber um copo. Mas deixei de empatizar com ele. Passou a ser só mais um tangas pintarolas. A série passou apenas a valer pelos seios... eerrr... pelas mulheres incríveis (e os seus seios) que passavam pela cama do nosso protagonista. E por um ou outro momento esporádico daqueles, dos que nos fizeram amar a série em determinado ponto.

Dois momentos estranhos e sintomáticos da bipolaridade da série (tenho que acabar a dizer mal, porque foi estranho dizer que amei uma série):
- A terceira temporada, com ele professor, devia ser erradicada da história da humanidade. Toda a temporada foi um quebrar com um personagem bem estruturado. Meteram-no totalmente infantil (infantil mau de primária, não infantil bom de secundário). Foi péssimo. E falo dum conjunto de episódios que teve a presença da maravilhosa filha da Susan Sarandon. É preciso ser mesmo muito mau para apelar a que se apague tempo de antena deste monumento à beleza feminina.
- Nesta última temporada, Moody não vai para a cama com ninguém. Ameaça sempre. Muito. Um dedo aqui. Uma penetração acolá. Muitas beijocas a moças diferentes, em momentos diferentes. Ele chega até a estar presente quando outras pessoas têm sexo. Já ter o acto do princípio ao fim... népias.

You overstayed your welcome, m0th€rfUUUckAA... but it was still very good to have met you, good sir.

Saturday, September 27, 2014

despachada: Believe


Believe fez-me pensar no Anjo na Terra, por incrível que pareça. Por base estará uma premissa de «pessoas normais com poderes». Uma coisa à la Heroes, com uma tentativa de controlo por parte duma qualquer agência. Mutantes usados como arma, vá. Só que a partir de certa altura  o enfoque é dado a uma miúda, a mais poderosa mas também a mais bondosa de todos. Ela anda pelo país com o pai, acabado de sair (escapar) da prisão, e também acabado de conhecer. Tem sonhos e pressentimentos de quem deve ajudar, de quem está em apuros. Foi neste momento que pensei no angélico Michael Landon. E o problema maior é que o Anjo nunca foi uma série que tenha gostado.

Tuesday, September 23, 2014

despachada: Glory Daze


Um regresso às aventuras tolas na universidade, em períodos mais inocentes, em tese. Quatro totós entram numa instituição de prestígio, com objectivos diferentes. O que é certo é que todos vão parar à mesma fraternidade, tornando-se amigos e figuras da instituição dentro da instituição. Divertido qb, Glory Daze chega tarde, não conseguindo dar nova vida ao género cómico.

Monday, September 15, 2014

despachada: Bionic Woman


A britânica que caiu aqui de paraquedas namora com um cientista, que trabalha numa agência secreta. Têm um acidente de carro e, num gesto romântico, o cientista salva a namorada. Substitui-lhe as partes do corpo que ficaram danificadas no acidente, tornando-o biónica. É bonito. Ele quebra regras e até leis, tudo para salvar o seu amor.

No episódio seguinte matam-no e afinal era um malandro.

Péssima série. Vergonhoso como envolveram a Starbuck nisto.

Tuesday, September 9, 2014

despachada: The River


Um conjunto de pessoas mete-se pelos meandros da Amazónia, para encontrar um outro conjunto de pessoas. Tudo também em prol de fazer um programa de televisão, sendo que pelo caminho encontram uma data de fenómenos paranormais.

Ora aqui está um projecto qur teria funcionado muito melhor como mini-série. Se tivessse princípio, meio e fim, com toda a certeza teria sido possível contar tudo. Porque a ideia não era má e até foi bem desenvolvida. O problema foi ter um elenco desprovido de carisma, com um caso ou outro de incapacidades graves de representação.

Não ajudou terem metido zombies aos barulho. Faria sentido e há muitas histórias assim, com voodoo e tudo mais. Acabou por apenas parecer forçado.

Sunday, August 31, 2014

filme do mês: Agosto '14



Guardians of the Galaxy

Fiz este post a meio do mês. Não havia dúvidas.

despachada: Mind Games


Christian Slater tenta a sua sorte novamente na televisão, agora com uma série mais séria, mais «cerebral», com Steve Zahn. A premissa era muito rebuscada, embora algo interessante. Tinha apenas uma perna para andar. Se tanto. Voltou a não correr bem. Não ajudará o rapaz estar sempre a fazer o mesmo papel. Digo eu.

Saturday, August 30, 2014

despachada: Mixology


Não esperava ter apreciado tanto Mixology. Tinha apanhado uns cinco minutos dum episódio solto na televisão. Não lhe vi qualquer valor. Percebia a premissa. Foi essa, misturada com alguma teimosia, que levou-me a ver a série no seu todo.

O conceito não deixa de ser bom. Uma temporada de alguns episódios, que narra uma única noite num bar. Um conjunto de quase desconhecidos entre eles estabelece relações a vários níveis. Algumas com mais piada que outras, é certo, mas todas bem construídas. Aliás, este é o grande sinal positivo da série, uma construção narrativa contínua difícil, sem grandes erros de maior.

Fico curioso como poderia ser uma segunda temporada. Fico ainda com a moça de vestido vermelho na cabeça.

Friday, August 29, 2014

despachada: Dads


Dads foi um projecto ambicioso, produzido por McFarlane, com Ribisi e Seth Green. Tudo nomes de peso, que acabaram por desenvolver uma série cheia de piadas viradas para a cueca, brincando com a temática de velhos chatos. Deveria ser suficiente. Não foi.

Contudo, nem tudo foi mau. A colaboradora principal da empresa dos nossos protagonistas deve aparecer em outras coisas melhores, o quanto antes. E houve uma cena hilariante. Alguns acharão que foram duas, incluindo a cena do grande vómito (literal), mas a única digna desse nome foi a com Ribisi. O exame à próstata, com resultados nefastos, foi muito boa, sem qualquer dúvida. A par da própria cena, Ribisi está em grande, com uma única lágrima de sofrimento, em pleno exame, a levar o espectador mais frio às suas próprias lágrimas... de riso.

Friday, August 15, 2014

despachada: Super Fun Night


Rebel Wilson goza duma popularidade não totalmente imerecida nos EUA. Não a vejo como actriz principal e esta série é prova disso mesmo. Foram raros - se sequer existentes - os momentos com verdadeira piada. Fun foi algo que só se viu no nome.

despachada: Family Tree


Seguir gajos que se curte nem sempre é positivo. Da mesma forma que seguir linhas genealógicas de família nem sempre terá boas surpresas.

Chris O'Dowd está sem namorada, emprego ou objectivos de vida. Como qualquer pessoa nestas condições decide descobrir a história dos seus antepassados. Isto leva-o a vários pontos do Reino Unido e até aos EUA. Porque gente desempregada em Inglaterra tem outro tipo de subsídio de desemprego. É uma decisão estranha. Porque a família mais próxima não é assim tão interessante. Para quê procurar mais?

Family Tree é uma comédia não ha ha. É mais humor desconfortável ao descobrir que o personagem principal tem antepassados que lutaram pelo sul na guerra civil americana, ou quando pensa ter sangue chinês ou índio. E pior é a irmã com o boneco. Pior em bom, dado o registo, entenda-se.

Thursday, July 31, 2014

filme(s) do mês: Julho '14

Tem que ser dividido entre:

 

 Captain America: The First Avenger, porque é um clássico

 

 e Dear Zachary: A Letter to a Son About his Father, porque foi o que mais surpreendeu.

Sunday, July 20, 2014

despachada: The Crazy Ones


O problema não foi falta de qualidade. O problema não foi falta de talento. The Crazy Ones tinha tudo. Imaginação a rodos. Excentricidade da que se gosta. Material para rir. Material para chorar. Material para pensar. E, mais que tudo o resto, tinha o inqualificável Robin Williams.

Na sua morte parei um pouco para pensar onde o tinha visto por último. Foi aqui. A ser desvairado e hilariante e profundo, tudo ao mesmo tempo. A descascar camada após camada de mau pai, profissional incrível, pessoa com problemas de dependência. E isto era só o seu personagem.

À sua volta um conjunto de gente divertida e talentosa também, cheia de carisma e charme, a acompanhar o grande capitão.

Não acredito em homenagens deste calibre, mas gostei de ter a oporunidade para falar dum dos grandes da comédia, mais uma vez, através desta série.

Tuesday, July 15, 2014

despachada: Dark Angel


Demorei horrores de tempo a ver duas temporadas desta série. Sim, «horrores». Descobri hoje que buttload é uma medida. Não percebo por que razão «horrores» não possa ser.

Pensava que Dark Angel seria algo de referência, de culto. Sempre foi o que lançou a Jessica Alba. Afinal não. É só um chorrilho de disparates batidos de «ficção científica», agrupados por modelitos a fingir que sabem representar, um genérico dantesco que começava a provocar arrepios e demasiadas tentativas de criar modas, fosse de expressões ou de roupa.

Claro que também não ajudava a falta de direcção na narrativa, ou não ter vilões convincentes que não passassem, eventualmente, a ser bonzinhos.

Então porquê ver até ao fim? Teimosia. E precisar preencher determinados espaços com algo que está lá atrás, a fazer barulho, enquanto pago contas ou encomendo coisas on-line.

despachada: Back in the Game


Mais uma sobre uma família fora do «normal». Aqui temos uma mãe solteira que, por necessidade, volta a viver com o pai, viúvo há algum tempo. Para além disso, é um mau feitio que nunca soube lidar com o facto de ter uma filha e não um filho. Passou-lhe a paixão pelo baseball, algo ainda incutido, se bem que a medo, ao neto. A moça acaba por tornar-se treinadora dum grupo de miúdo com muito pouca apetência para o desporto. A partir daí a série era suposto resolver-se a si própria. Não aconteceu. Choque, claro. Os momentos engraçados foram algum, mas poucos e demasiado espaçados. A série seguiu o caminho de muitas do género: o inevitável cancelamento.

despachada: Trophy Wife


Tinha a série em lista para ver. Não fiquei surpreendido com o cancelamento. Parecia-me ser mais uma série de família, sem gancho original. Vi-a numa lista de séries que não mereciam o cancelamento. Fiquei curioso.

Percebo a opinião. Não tem realmente gancho original, é só mais uma série com uma família «moderna», aos olhos do século passado. Mas tinha um pouco de atitude. Não muita. Era tímido. Mas existia. Teria potencial para crescer. Havia dois ou três personagens que podiam vir a ser mais do que eram. Demorou a arriscar. No final da temporada começou a vislumbrar-se um pouco melhor a possível diferença. Foi tarde demais.

DaMaSCo's Life OST

Sunday, July 13, 2014

despachada: Beavis and Butt-head


Por muito que possa ser pernicioso para a minha imagem, o que é certo é que BaB marcou-me. Mais que não seja, foi sempre um ponto de união com um grupo de amigos que espero ter no resto da minha vida.

Um deles recomendou a série, na altura. Emprestou-me uma cassete VHS com episódios. Lembro-me de ter feito o esforço de ver uns quantos. Não estava a achar piada nenhuma. Até que deu o do prato caro, do amigo totó. Eles usam-no como frisbee, muito para desespero do dono. O objecto passa por uma data de peripécias, em pleno voo. Fica inteiro até se partir de forma estúpida, nas mãos deles.

- That was... what's the word?
- Ironic.
- No. Cool. Yeah. That was cool.

A partir daí fiquei agarrado. Tenho inclusive uma foto do poster, tirada em plena Times Square. Não se vê mais nada. Só o poster. Era de noite e eu sou um fotógrafo «incrível». Atenção que isto foi pré-digital. Ou seja, foi uma das fotografias do rolo. Sim, gastei uma foto de rolo, de propósito, com o cartaz do filme destes palermas. E tenho total orgulho nisso. Não devia, mas tenho.

A série voltou, após uma pausa prolongada. O criador esteve dedicado a outras coisas. Acabou por ceder e fazer mais uns episódios destes famigerados personagens. Claro que já não é a mesma coisa. Até porque os comentários dantes feitos a videoclipes, alguns bons mas maior parte maus, agora passou a observações a reality shows que passam na MTV. Se isto não é um comentário à «televisão da música», não sei o que é.

O que é certo é que poderei ter 100 anos (não vou ter, que não se dêem tumultos na rua, por favor), mas sorrirei sempre que ouvir o riso estúpido dos dois personagens mais idiotas da história da televisão.

(Repararam como logo na primeira frase meti assim uma palavra mais desenvolvida, para disfarçar o facto de que gosto desta série?)

Saturday, July 12, 2014

despachada: The 10th Kingdom


Ainda fazem-se mini-séries na televisão? Dantes faziam-se coisas giras a três ou cinco episódios. Hoje em dia não há intermédio entre filme e série. Terá deixado de haver púbico, ou terá deixado de haver interesse em fazer este tipo de coisas. Lembro-me duma ou outra gira. Regra geral entrava tudo no campo da fantasia. Vi uma bem fixe de dinossauros, com o palerma que depois tornou-se famoso na fuga de prisão. Este 10th Kingdom também é engraçado, embora devesse ter mais piada ver na altura. É que tudo o que merece destaque em 10th entretanto foi feito por outras pessoas, noutras séries ou filmes, bastante melhor. Toda a questão de passar dum universo para o outro por portáis, misturando a realidade com um universo de fantasia... Ya, já foi feito até à exaustão.

Merecendo algum destaque, mais que não seja porque tem um elenco com alguns cromos bem raros nestas andanças, a história está muito dispersa. Há tendências que fogem, de momento a momento, e nunca se percebe muito bem para onde caminham os personagens. Para além de alguma (demasiada) bipolaridade dum ou outro. Em especial a rainha e o lobo mau. O lobo mau então nunca dava para perceber se ia ou vinha. Claro que não ajudou o excessivo overacting do actor.

No fundo, até pode ser visto, mas sempre dando o desconto de quando foi feito.

Sunday, June 29, 2014

despachada: Pan Am


Esta foi uma daquelas séries que demorei horrores de tempo a ver. Em especial os últimos episódios. Os do meio já andava a ver completamente desligado, mas os últimos foi do piorio.

Veio numa altura em que os canais americanos tentaram contar histórias de outrora, com os mecanismos de hoje, muito à semelhança do Playboy Club. Claro que nada funcionou. Não querendo ser ofensivo, mas o público americano não é muito dado a história, mesmo à sua.

Pan Am é extremamente americano, tentando enaltecer uma suposta época dourada, através da exploração que fez das suas mulheres, enaltecendo o outrora glorioso papel na sociedade que era a hospedeira de bordo. Convenhamos que tentar mascarar uma objectificação da mulher com um suposto cargo que lhes permitia «sair da cozinha» parece-me de profundo mau gosto, mas o que é certo é que tirámos destes 14 episódios algumas imagens sexy da Cristina Ricci (algo que não acontecia há algum tempo), servindo ainda como mais um passo na carreira, que se antevê gloriosa, da belíssima australiana Margot Robbie, que muitos conhecerão do seu papel no recente Wolf of Wall Street.

Saturday, June 28, 2014

despachada: The Big C


Esta série foi especialmente difícil de acabar de ver. Não por falta de qualidade. Longe, muito longe disso. Pela temática. Pelo final que se antevia desde o primeiro segundo do piloto. Foram quatro temporadas para ver Laura Linney morrer. Não é fácil. Mesmo que não se goste do personagem (não foi o caso), não é nada fácil.

E se nas duas primeiras temporadas não custava tanto, muito pelos devaneios de Linney, inerentes à reacção legítima duma personagem que descobre que vai morrer, a terceira já começou a custar. Não terá sido só assim comigo. Houve ameaça de cancelamento nesse período. Imagino que muita gente tenha deixado de ver. Pois a esperança, aquela existente até ao fim, começou a revelar-se apenas a miragem que se temia ser. Felizmente conseguiram negociar uma quarta temporada, por muito que mais curta, que permitiu fechar a história.

Linney faz um papel duma carreira, que só não terá mais destaque porque Linney já teve um ou outro desses. É uma interpretação excelente, dum personagem muito particular. Mais, Linney é acompanhada por um elenco forte e talentoso, que só ajuda à festa.

Big C será das melhores séries da HBO, mas nunca será considerada como tal porque ninguém gosta de ver uma série com este peso.

despachada: Dead Boss


Dead Boss já será diferente. Tinha bastante mais potencial que Whites. E parece-me que ficou-se por apenas uma temporada por motivos diferentes.

Ao que sei, estão a tentar fazer uma versão americana, talvez com a pretensão de fazer algo mais duradouro. Espero que não, sinceramente. Coisas britânicas adaptadas ao universo americano tendem a ser um nojo. É raro o caso contrário.

Pena não ver mais da série. Estava dedicado ao enredo. Pena não ver mais da actriz principal. Acho-lhe muita piada. (Não nesse sentido, seus ordinários.) Pena também não ver mais da morena ali à esquerda. Também lhe achei muita piada. (Sim nesse sentido, seus perspicazes.)

despachada: Whites


Entramos num universo completamente diferente da sticom. O universo original, em boa verdade. O britânico.

Em todo o caso, Whites não será o melhor exemplo. A comédia foi fraca. Percebe-se o que queriam fazer e parece-me até que as ferramentas para o fazerem eram as ideais. Terão falhado na execução.

Claro que a noção de sucesso dos britânicos é completamente diferente. Uma temporada de seis episódios apenas não é sinónimo de fracasso naquela terra. E às tantas, daqui a uns anos, ainda se lembram de fazer mais uma.

despachada: Welcome to the Family


Welcome to the Family teve direito a três episódios. Ganhou ao We Are Men por um. Uau.

Entre os dois, acho que esta tinha mais potencial. Mas não deixa de ser mais uma série familiar limpinha... por muito que tenha uma gravidez adolescente.

A sério, pessoal. Estas coisas já não chocam ninguém!

despachada: We Are Men


We Are Men durou dois episódio na televisão norte-americana. Há mais episódios feitos, mas a coisa correu-lhes tão mal, que dois episódios bastaram para perceber que não tinha sido boa ideia.

Mesmo gostando de quase todos os actores (o principal é-me desconhecido), não precisaria de um episódio sequer para saber que era um flop. Não sei que se passa na cabeça destas pessoas em Hollywood.

Friday, June 27, 2014

despachada: Sean Saves the World


Mais um exemplo do que falava. À semelhança do Michael J. Fox Show, Sean Saves the World é uma série familiar demasiado limpinha. E não, o factor gay já não choca ninguém (e ainda bem). Não interessa se o pai de família vai para a cama com homens, mulheres ou lamas. Se for tudo certinho, não tem piada para o espectador em casa.

E atenção que eu não sou das pessoas que odeia o Sean Hayes. Adoro o gajo, em boa verdade. Espero vê-lo noutras séries, muito provavelmente a fazer este mesmo papel. Sei que vou rir-me de qualquer forma. E se puder levar a loira com ele, então é ouro sobre azul.

Saturday, June 21, 2014

despachada: The Michael J. Fox Show


Falando de personagens que marcaram gerações, Michael J. Fox interpretou umas três ou quatro.

Mike merece várias oportunidades. Sempre. Mesmo com a doença que tem, vê-se que quer continuar a fazer o que lhe dá mais gozo. E ainda bem. Já no Scrubs foi um prazer vê-lo. E sim, quando soube da série nova fiquei entusiasmado. Claro que mais por ele. A série já se previa que não tivesse grande sucesso. Por nenhum motivo em especial. É só daquelas coisas que se sabe logo.

A minha teoria passa pelo tom da série. Qualquer série com este tipo de produção (cara, entenda-se) precisa ter um factor choque elevado. Sejam os seios da Sofia Vergara, ou sexo a torto e a direito como no HIMyM, violência ou algo parecido, séries caras precisam dum gancho que agarre este cínico público do século XXI. O Michael J. Fox Show será demasiado limpinho para estes tempos. Se fosse há dez anos ainda faria sucesso. Hoje em dia... é duvidoso.

Haverá ainda espaço para séries cómicas familiares?

Thursday, June 5, 2014

despachada: Murphy Brown


E de coisas recentes saltamos para um clássico dos clássicos.

Eu, como toda a gente, adorou Murphy Brown quando dava num dos dois canais de TV que havia, na altura. Talvez «toda a gente» seja um exagero. Mesmo eu,que adorava, apanhava apenas metade das piadas. Era novito, convenhamos. Uma coisa é incontestável. É uma das grandes sitcoms de sempre, com uma das personagens mais marcantes da televisão.

Vê-lo agora à distância permite-me ver pormenores e saber de histórias que passaram-me ao lado na primeira vez. Não, não sabia da polémica com Quayle, mas adorei saber dela agora. Também não tinha dado para reparar nas misteriosas saídas de dois dos personagens acima. Assim como da tentativa de tentar mandar pelos menos mais um deles à vida. Os egos eram grandes, e ligar com certas coisas não deveria ser fácil. Hoje em dia haverá saudade e muito companheirismo entre os actores, mas aposto que durante as filmagens houve mais que um problema grave para resolver.

Quando falei que andava a ver a série a algumas pessoas, a primeira coisa de que se lembraram era do chorrilho de secretárias que Murphy teve. Claro que dei por isso quando vi. E agora pude ver ao pormenor, achando genial que para o fim da série, os actores que faziam de secretária eram cada vez mais de alto gabarito. Aposto que houve muito actor de sucesso que pediu para aparecer, e nem todos terão tido oportunidade. Mas confesso que está longe de ser a coisa que mais me marcou. A banda sonora do genérico, em especial das primeiras temporadas, isso sim impressiona. Tudo clássicos e tudo a ver com o enredo. É daqueles pormenores que faz muita diferença.

Mais que tudo, sobressai Murphy. Ponto.

Saturday, May 31, 2014

Tuesday, May 20, 2014

despachada: Enlisted


E se Men at Work foi injusto, então esta coitada nem lhe deram uma hipótese. Enlisted é daquelas séries criadas para tapar buracos. Dentro do canal, alguém precisou mostrar serviço e assim surgiu uma série sobre parvoíces no exército. O problema é que empurraram-na para sexta à noite. Foi fazer companhia a Raising Hope, numa qualquer estratégia disparatada de torná-la numa nova noite de comédia. É rara a série que tornou-se um sucesso à sexta. Nos EUA então não funciona de todo. Na europa, em especial em Inglaterra, é um pouco diferente. Lá não. Quase tudo é cancelado. E Enlisted não foi diferente.

Não sendo genial, tinha potencial para ser algo bem agradável de se ver durante uns quatro ou cinco anos. Acabou por ser apenas um desperdício de material e recursos.

despachada: Men at Work


A meio desta temporada televisiva que há poucto terminou, já mais para o final, precisei duma nova série cómica. Havia pausas a torto e a direito. Algumas séries terminaram mais cedo. Houve ali espaço para algo novo. Decidi apostar em Men at Work. Apanhei uns episódios na TV. Achei piada. Tinha no papél principal o Hyde e o nível certo de tontice que procuro numa sitcom. Não tive grande pontaria. Vi as duas primeiras temporadas. Acompanhei a parte final da terceira. E quando pensei que teria esta nova companhia, de tempos a tempos, descubro que foi cancelada. Ainda por cima quando os personagens finalmente começavam a cimentar as respectivas personalidades.

Não fico com grande pena. Cedo vou esquecer-me que alguma vez existiu. Mas não deixa de ser injusto. Coisas bem piores mantêm-se por aí.

despachada: Community


No mesmo momento que descobri que Raising Hope foi cancelado, descobri também que Community seguiu o mesmo caminho. E esta custou-me muito mais.

Foi das minhas séries preferidas dos últimos anos. Em especial as primeiras temporadas. Só que pelo caminho teve muitos problemas, quase todos de bastidores. O criador é louco, como todos os génios são. Assim como temperamental... como todos os génios são. Atritos entre ele e o elenco, assim como entre membros do elenco, eram notícias recorrentes. Depois vieram as consequências dos atritos. O criador saiu. A série viveu a sua pior temporada com outras pessoas ao leme. Vá-se lá saber como, sobrevive mais um ano, outra vez com o criador... só que sem dois membros do elenco principal. Havia muito por resolver, que foi mal desenvolvido na tal pior temporada. Era uma missão quase impossível. Mais que não seja porque esteve sempre no limite do cancelamento. A série sobrevive ao longo de cinco anos apenas e só por teimosia de algumas pessoas que acreditavam, que acreditaram até ao fim... e dizem que ainda acreditam.

O objectivo eram seis temporadas e um filme. Ficaram-se pelas cinco. Foi um esforço digno. Houve demasiados momentos maus no final, mas preferirei sempre guardar os melhores, os geniais. E houve uns quantos bem geniais.

Sunday, April 6, 2014

despachada: Raising Hope


No início do mês passei o meu habitual período a «analisar» a temporada televisiva. A ver o que foi renovado, o que foi cancelado, o que para aí vem na próxima. O objectivo destes posts é dar conta das séries que «despachei», vendo todos os episódio de forma abrupta, ou ao longo do tempo. É mais comum ser no segundo ritmo. As piores chegam a arrastar-se durante demasiados meses.

Depois há o outro momento. Aquele em que descubro que uma série que andava a  ver foi cancelada ou terminou e, como tal, «despachei-a». Quando sei que terminam, acabo por fazer o post logo após o último episódio dar. Normalmente. Agora, quando são assim canceladas do nada... acaba por passar algum tempo. Vão surgir  uns quantos post dos vários tipos. Começou-se com algumas canceladas de surpresa. Outras que tinha para ver e descobri que foram canceladas, logo fui despachar a meia dúzia de episódios de existência que acabaram por ter. Entretanto ganhei-lhe o gosto e no último mês tenho andado a varrer o lixo que tinha aqui pendurado pelos discos. Os restos das tais séries que custou ver mas que, por teimosia, fui até ao fim.

Comecemos por Raising Hope, o parente pobre das séries deste criadores. Estranhamente é a que teve mais hipóteses de durabilidade. Começou bem, forte, com um elenco divertido e uma premissa que poderia trazer muitas surpresas. Depois os personagens desenvolveram ao ponto de estar tudo bem e acabou por deixar de ter desafios. As tontices permaneceram e teve momentos engraçados até ao final. Mas deixou de haver enredo. Estava tudo resolvido. Como tal, as audiências baixaram. Deixou de haver algo para ver. A série foi-se aguentando até ao fim, muito pelo sucesso inicial, mas ao ser empurrado para as noites de sexta, o fim era mais que previsível.

Saturday, April 5, 2014

despachada: How I Met our Mother


Chiça! Foi quase impossível escolher a imagem do post, como é que vou escrever o texto? Não que a imagem seja perfeita. Simplesmente cansei-me e ficou a que representa a minha maior inveja por este grupo: o bar.

Há oito anos, mais ou menos, o L. recomendou-me a série. Toda uma temporada tinha passado e eu não conhecia HIMyM. Devorei-a no fim-de-semana, na terrinha. Eram outros tempos. Tinha outras liberdades. Terminado o primeiro visionamento, recomendei aos mais chegados e revi com a pessoa mais próxima, na altura. A partir daí, a par do Lost, será a série que mais discuti com pessoas. Por muito estranho que possa parecer, as duas séries tinham um ponto em comum: um final que toda a gente queria ver. E, como tal, deu azo a muita discussão.

«devia acabar»
«não deve acabar»
«esta é a melhor, esta é a mãe»
«espero que esta não seja a mãe, odeio esta»
«o Barney devia ser a mãe»

Isto para não falar na mega discussão de com quem devia ficar a Robin. E pior, a discussão de «esta é que é a mãe?!», logo a seguir a ter aparecido uma pobre rapariga durante 10 segundos.

Apaixonei-me por HIMyM no episódio do ananás. Voltei a vê-lo uma ou duas vezes. Continuo a amar o episódio. Acho que vou amá-lo para sempre. Poderá mesmo ser o amor da minha vida.

O episódio da slap bet tem tudo. Tive que o rever, algum tempo depois, para perceber tudo o que estava naqueles singelos 20 minutos. Na minha cabeça era história para encher três ou quatro episódios. E lembro-me perfeitamente da primeira vez que o vi. Lembro-me onde estava, com quem estava. Lembro-me de ter sido memorável. Lembro-me de rir, de ficar surpreendido e encantado. Foi um dos melhores momentos televisivos que vi. Mais que não seja porque terminou com, ou pelo menos envolveu, um portentoso estalo entre amigos.

Apaixonei-me pela Victoria e delirei quando voltou. Odiei o Ted por não ter ido com ela e até por tê-la trocado pela Robin, durante um segundo. Sabia que não podia ser a mãe, mas sempre foi a minha favorita. Mesmo quando a trouxeram de volta para a destruir, como trouxeram todas as possibilidades que houve ao longo de nove anos. Destruíram uma atrás da outra, só para que não houvesse um espectador no final a dizer: «a mãe devia ter sido a bla bla». (Acho que ninguém no seu perfeito juízo diria isto, mas serviu o exemplo.)

Independentemente de gostos pessoais, HIMyM marca uma geração, uma época e marca ainda a televisão. Porque numa altura que os canais iam começar a desistir das sitcoms, esta série mostrou que as pessoas ainda queriam o humor com riso em lata. Com ela vieram mais, E assim salvou-se um género.

HIMyM esteve para morrer um par de vezes. Daí algumas soluções bruscas que se assistiram. Há muita gente (eu inclusive) que dirá que teve uma temporada a mais. Alguns dirão duas ou três. Tive períodos em que cheguei a odiar a série, querendo que acabasse.

Então porque estou triste como tudo, sabendo que nunca mais vou ver um episódio novo? Porque por muito que tenham havido momentos em que odiei, houve muitos mais em que amei, de forma completa e absoluta. Os bons momentos suplantaram em muitos os piores.


HIMyM acompanhou-me por uma data de coisas. E se houve esses momentos de ódio em que passava dias esquecendo-me de ver um episódio, na grande maioria via assim que saíam. E revia. E revi. E revia... E sei que vou rever, muitas e muitas vezes. A minha vontade é voltar a ver tudo outra vez. Já. Todas as temporadas de seguida. Para apanhar os penteados da Lily. Para ver os vários fatos do Barney. Para ver a evolução das personagens. Para ver os erros de história. Para recordar pequenos detalhes entretanto esquecidos.

Mas os tempos não são outros. E as liberdades muito menos.
Vai acontecer, só não agora.

Custa-me «despachar» esta série, como provavelmente mais nenhuma custará.

It was indeed legen... wait for it...

Friday, February 28, 2014

filme do mês: Fevereiro '14



Her

Estive dividido entre este e o Filth. Houve mais um ou outro que podia ter sido escolhido. Foi mais um bom mês, por muto que deprimente.

Saturday, February 1, 2014

despachada: Wings


Tenho que chegar aos trinta e poucos anos para saber que havia uma série tipo Cheers, na mesma altura do Cheers. Porque só agora soube da sua existência? Porque não era tão boa. E porque aos 30 tenho aquele saudosismo que obriga-me a procurar coisas antigas, à procura de sentimentos que já não sinto. E acreditem, foi muito estranho ver uma coisa que parece ser velho e, como tal, associamos à década de 70/80, e afinal foi tudo feito nos finais de 90.

Wings é sobre um conjunto de amigos e colegas, num aeroporto pequeno em Nantucket (sim, fartei-me de pensar no Family Guy). Os dois principais são os à frente. Dois irmãos pilotos. O que é certo é que daqui ficaram famosos os secundários. Dois dos da fila de trás. O da esquerda apareceu num episódio solto, na primeira temporada. Terá voltado e ficado porque o público gostou dele. O da direita estava desde início, mas vai-se embora ainda antes da série terminar. Não sei que aconteceu.

Wings tentou imitar o Cheers. Aliás, chega a ter personagens habituais frequentadores do famoso bar, a aparecer no dito aeroporto. Se calhar, personagens do Wings chegaram a interagir com Sam Malone. Não me recordo. Não conhecia estes personagens na altura. O que é certo é que esta série não chega aos calcanhares do sítio onde toda a gente sabe o teu nome. E por isso terá sido cancelada sem mais nem menos. Não há finale, o que é muito pouco normal para séries duradouras desta altura. Algo terá corrido mesmo muito mal. Era não ser molenga e tentaria descobrir. Não vai acontecer, mas seria fixe.

Friday, January 31, 2014

filme do mês: Janeiro '14



About Time

Voltei a números decentes... Claro que implicou ver mais trampa. Meh. Enalteceu as melhores coisas.

Wednesday, January 1, 2014

top dos filmes do ano de 2013

Saltar dum ano perfeito para o segundo pior ano é esquisito. Aconteceu fruto do grande projecto, mas também muito por inépcia. O tempo foi usado mais em séries e demasiado noutras parvoíces. Não se pode dizer que tenha sido um bom ano. Longe disso. Mas não deixei de ver coisas boas.

Volto a frisar que não são necessariamente filmes de 2013.

Aqui fica uma lista dos melhores do ano:
- Don Jon
- CBGB
- Prisoners
- The To Do List
- Thor: The Dark World
- Gravity
- The Way Way Back
- The Kings of Summer
- Stuck in Love
- Scott Pilgrim vs. the World
- Django Unchained
- Pacific Rim
- Star Trek: Into Darkness
- Trilogia Back to the Future

Esperemos que 2014 seja melhor... não necessariamente em termos de filmes.