Tuesday, May 20, 2014
despachada: Enlisted
E se Men at Work foi injusto, então esta coitada nem lhe deram uma hipótese. Enlisted é daquelas séries criadas para tapar buracos. Dentro do canal, alguém precisou mostrar serviço e assim surgiu uma série sobre parvoíces no exército. O problema é que empurraram-na para sexta à noite. Foi fazer companhia a Raising Hope, numa qualquer estratégia disparatada de torná-la numa nova noite de comédia. É rara a série que tornou-se um sucesso à sexta. Nos EUA então não funciona de todo. Na europa, em especial em Inglaterra, é um pouco diferente. Lá não. Quase tudo é cancelado. E Enlisted não foi diferente.
Não sendo genial, tinha potencial para ser algo bem agradável de se ver durante uns quatro ou cinco anos. Acabou por ser apenas um desperdício de material e recursos.
despachada: Men at Work
A meio desta temporada televisiva que há poucto terminou, já mais para o final, precisei duma nova série cómica. Havia pausas a torto e a direito. Algumas séries terminaram mais cedo. Houve ali espaço para algo novo. Decidi apostar em Men at Work. Apanhei uns episódios na TV. Achei piada. Tinha no papél principal o Hyde e o nível certo de tontice que procuro numa sitcom. Não tive grande pontaria. Vi as duas primeiras temporadas. Acompanhei a parte final da terceira. E quando pensei que teria esta nova companhia, de tempos a tempos, descubro que foi cancelada. Ainda por cima quando os personagens finalmente começavam a cimentar as respectivas personalidades.
Não fico com grande pena. Cedo vou esquecer-me que alguma vez existiu. Mas não deixa de ser injusto. Coisas bem piores mantêm-se por aí.
despachada: Community
No mesmo momento que descobri que Raising Hope foi cancelado, descobri também que Community seguiu o mesmo caminho. E esta custou-me muito mais.
Foi das minhas séries preferidas dos últimos anos. Em especial as primeiras temporadas. Só que pelo caminho teve muitos problemas, quase todos de bastidores. O criador é louco, como todos os génios são. Assim como temperamental... como todos os génios são. Atritos entre ele e o elenco, assim como entre membros do elenco, eram notícias recorrentes. Depois vieram as consequências dos atritos. O criador saiu. A série viveu a sua pior temporada com outras pessoas ao leme. Vá-se lá saber como, sobrevive mais um ano, outra vez com o criador... só que sem dois membros do elenco principal. Havia muito por resolver, que foi mal desenvolvido na tal pior temporada. Era uma missão quase impossível. Mais que não seja porque esteve sempre no limite do cancelamento. A série sobrevive ao longo de cinco anos apenas e só por teimosia de algumas pessoas que acreditavam, que acreditaram até ao fim... e dizem que ainda acreditam.
O objectivo eram seis temporadas e um filme. Ficaram-se pelas cinco. Foi um esforço digno. Houve demasiados momentos maus no final, mas preferirei sempre guardar os melhores, os geniais. E houve uns quantos bem geniais.
Sunday, April 6, 2014
despachada: Raising Hope
No início do mês passei o meu habitual período a «analisar» a temporada televisiva. A ver o que foi renovado, o que foi cancelado, o que para aí vem na próxima. O objectivo destes posts é dar conta das séries que «despachei», vendo todos os episódio de forma abrupta, ou ao longo do tempo. É mais comum ser no segundo ritmo. As piores chegam a arrastar-se durante demasiados meses.
Depois há o outro momento. Aquele em que descubro que uma série que andava a ver foi cancelada ou terminou e, como tal, «despachei-a». Quando sei que terminam, acabo por fazer o post logo após o último episódio dar. Normalmente. Agora, quando são assim canceladas do nada... acaba por passar algum tempo. Vão surgir uns quantos post dos vários tipos. Começou-se com algumas canceladas de surpresa. Outras que tinha para ver e descobri que foram canceladas, logo fui despachar a meia dúzia de episódios de existência que acabaram por ter. Entretanto ganhei-lhe o gosto e no último mês tenho andado a varrer o lixo que tinha aqui pendurado pelos discos. Os restos das tais séries que custou ver mas que, por teimosia, fui até ao fim.
Comecemos por Raising Hope, o parente pobre das séries deste criadores. Estranhamente é a que teve mais hipóteses de durabilidade. Começou bem, forte, com um elenco divertido e uma premissa que poderia trazer muitas surpresas. Depois os personagens desenvolveram ao ponto de estar tudo bem e acabou por deixar de ter desafios. As tontices permaneceram e teve momentos engraçados até ao final. Mas deixou de haver enredo. Estava tudo resolvido. Como tal, as audiências baixaram. Deixou de haver algo para ver. A série foi-se aguentando até ao fim, muito pelo sucesso inicial, mas ao ser empurrado para as noites de sexta, o fim era mais que previsível.
Saturday, April 5, 2014
despachada: How I Met our Mother
Chiça! Foi quase impossível escolher a imagem do post, como é que vou escrever o texto? Não que a imagem seja perfeita. Simplesmente cansei-me e ficou a que representa a minha maior inveja por este grupo: o bar.
Há oito anos, mais ou menos, o L. recomendou-me a série. Toda uma temporada tinha passado e eu não conhecia HIMyM. Devorei-a no fim-de-semana, na terrinha. Eram outros tempos. Tinha outras liberdades. Terminado o primeiro visionamento, recomendei aos mais chegados e revi com a pessoa mais próxima, na altura. A partir daí, a par do Lost, será a série que mais discuti com pessoas. Por muito estranho que possa parecer, as duas séries tinham um ponto em comum: um final que toda a gente queria ver. E, como tal, deu azo a muita discussão.
«devia acabar»
«não deve acabar»
«esta é a melhor, esta é a mãe»
«espero que esta não seja a mãe, odeio esta»
«o Barney devia ser a mãe»
Isto para não falar na mega discussão de com quem devia ficar a Robin. E pior, a discussão de «esta é que é a mãe?!», logo a seguir a ter aparecido uma pobre rapariga durante 10 segundos.
Apaixonei-me por HIMyM no episódio do ananás. Voltei a vê-lo uma ou duas vezes. Continuo a amar o episódio. Acho que vou amá-lo para sempre. Poderá mesmo ser o amor da minha vida.
O episódio da slap bet tem tudo. Tive que o rever, algum tempo depois, para perceber tudo o que estava naqueles singelos 20 minutos. Na minha cabeça era história para encher três ou quatro episódios. E lembro-me perfeitamente da primeira vez que o vi. Lembro-me onde estava, com quem estava. Lembro-me de ter sido memorável. Lembro-me de rir, de ficar surpreendido e encantado. Foi um dos melhores momentos televisivos que vi. Mais que não seja porque terminou com, ou pelo menos envolveu, um portentoso estalo entre amigos.
Apaixonei-me pela Victoria e delirei quando voltou. Odiei o Ted por não ter ido com ela e até por tê-la trocado pela Robin, durante um segundo. Sabia que não podia ser a mãe, mas sempre foi a minha favorita. Mesmo quando a trouxeram de volta para a destruir, como trouxeram todas as possibilidades que houve ao longo de nove anos. Destruíram uma atrás da outra, só para que não houvesse um espectador no final a dizer: «a mãe devia ter sido a bla bla». (Acho que ninguém no seu perfeito juízo diria isto, mas serviu o exemplo.)
Independentemente de gostos pessoais, HIMyM marca uma geração, uma época e marca ainda a televisão. Porque numa altura que os canais iam começar a desistir das sitcoms, esta série mostrou que as pessoas ainda queriam o humor com riso em lata. Com ela vieram mais, E assim salvou-se um género.
HIMyM esteve para morrer um par de vezes. Daí algumas soluções bruscas que se assistiram. Há muita gente (eu inclusive) que dirá que teve uma temporada a mais. Alguns dirão duas ou três. Tive períodos em que cheguei a odiar a série, querendo que acabasse.
Então porque estou triste como tudo, sabendo que nunca mais vou ver um episódio novo? Porque por muito que tenham havido momentos em que odiei, houve muitos mais em que amei, de forma completa e absoluta. Os bons momentos suplantaram em muitos os piores.
HIMyM acompanhou-me por uma data de coisas. E se houve esses momentos de ódio em que passava dias esquecendo-me de ver um episódio, na grande maioria via assim que saíam. E revia. E revi. E revia... E sei que vou rever, muitas e muitas vezes. A minha vontade é voltar a ver tudo outra vez. Já. Todas as temporadas de seguida. Para apanhar os penteados da Lily. Para ver os vários fatos do Barney. Para ver a evolução das personagens. Para ver os erros de história. Para recordar pequenos detalhes entretanto esquecidos.
Mas os tempos não são outros. E as liberdades muito menos.
Vai acontecer, só não agora.
Custa-me «despachar» esta série, como provavelmente mais nenhuma custará.
It was indeed legen... wait for it...
Monday, March 31, 2014
Friday, February 28, 2014
filme do mês: Fevereiro '14
Saturday, February 1, 2014
despachada: Wings
Tenho que chegar aos trinta e poucos anos para saber que havia uma série tipo Cheers, na mesma altura do Cheers. Porque só agora soube da sua existência? Porque não era tão boa. E porque aos 30 tenho aquele saudosismo que obriga-me a procurar coisas antigas, à procura de sentimentos que já não sinto. E acreditem, foi muito estranho ver uma coisa que parece ser velho e, como tal, associamos à década de 70/80, e afinal foi tudo feito nos finais de 90.
Wings é sobre um conjunto de amigos e colegas, num aeroporto pequeno em Nantucket (sim, fartei-me de pensar no Family Guy). Os dois principais são os à frente. Dois irmãos pilotos. O que é certo é que daqui ficaram famosos os secundários. Dois dos da fila de trás. O da esquerda apareceu num episódio solto, na primeira temporada. Terá voltado e ficado porque o público gostou dele. O da direita estava desde início, mas vai-se embora ainda antes da série terminar. Não sei que aconteceu.
Wings tentou imitar o Cheers. Aliás, chega a ter personagens habituais frequentadores do famoso bar, a aparecer no dito aeroporto. Se calhar, personagens do Wings chegaram a interagir com Sam Malone. Não me recordo. Não conhecia estes personagens na altura. O que é certo é que esta série não chega aos calcanhares do sítio onde toda a gente sabe o teu nome. E por isso terá sido cancelada sem mais nem menos. Não há finale, o que é muito pouco normal para séries duradouras desta altura. Algo terá corrido mesmo muito mal. Era não ser molenga e tentaria descobrir. Não vai acontecer, mas seria fixe.
Friday, January 31, 2014
filme do mês: Janeiro '14
About Time
Voltei a números decentes... Claro que implicou ver mais trampa. Meh. Enalteceu as melhores coisas.
Wednesday, January 1, 2014
top dos filmes do ano de 2013
Saltar dum ano perfeito para o segundo pior ano é esquisito. Aconteceu fruto do grande projecto, mas também muito por inépcia. O tempo foi usado mais em séries e demasiado noutras parvoíces. Não se pode dizer que tenha sido um bom ano. Longe disso. Mas não deixei de ver coisas boas.
Volto a frisar que não são necessariamente filmes de 2013.
Aqui fica uma lista dos melhores do ano:
- Don Jon
- CBGB
- Prisoners
- The To Do List
- Thor: The Dark World
- Gravity
- The Way Way Back
- The Kings of Summer
- Stuck in Love
- Scott Pilgrim vs. the World
- Django Unchained
- Pacific Rim
- Star Trek: Into Darkness
- Trilogia Back to the Future
Esperemos que 2014 seja melhor... não necessariamente em termos de filmes.
Volto a frisar que não são necessariamente filmes de 2013.
Aqui fica uma lista dos melhores do ano:
- Don Jon
- CBGB
- Prisoners
- The To Do List
- Thor: The Dark World
- Gravity
- The Way Way Back
- The Kings of Summer
- Stuck in Love
- Scott Pilgrim vs. the World
- Django Unchained
- Pacific Rim
- Star Trek: Into Darkness
- Trilogia Back to the Future
Esperemos que 2014 seja melhor... não necessariamente em termos de filmes.
Tuesday, December 31, 2013
despachada: King of the Hill
Ao longo dos anos vi muitos episódios soltos na TV, sempre fora de ordem. Era uma série que achava piada mas não conseguia deslumbrar. Preferi sempre a outra série de Mike Judge. A dos dois palermas, da qual esta saiu. A original, no fundo, já que houve ainda outra série a sair de lá.
Não esperava ter gostado tanto de King of the Hill. Até o genérico. Quando faço embaços de séries grandes, a partir de certa altura avanço o genérico, por estar farto. Neste caso fazia questão de o ver/ouvir. Ainda para mais na esperança de ouvir a versão mais longa, com direito a berros e tudo.
King of the Hill surpreendeu-me muito pela positiva. Em boa verdade, ajudou ter sido daquelas que foi uma óptima companhia em períodos mais conturbados. Cheguei mesmo a ficar completamente embrenhado, ao ponto de nem perceber que era uma mulher a fazer a voz do filho, ou mesmo a entender perfeitamente o que o Boomhauer dizia. Dantes não percebia mais que duas ou três palavras. E se o que diz tem piada...
Vou ter saudades dos sulistas, do vendedor de propane and propane accessories, da melhor professora substituta vários anos seguidos, do não desenvolver da relação entre pai e filho, das fixações e das paranóias, e de ter pena do Bill... talvez por me identificar demasiado.
Boa série.
Yup.
Saturday, December 7, 2013
despachada: Eastbound & Down
Parece que acabou. Consta que sim. Ameaçou morrer por cancelamento o ano passado, mas lá conseguiram aguentar mais uma temporada, para ao menos acabar com a história. E ainda bem. Dá pena tanta série que não se deixa terminar.
Eastbound & Down não é para toda a gente. Nem de perto, nem de longe. Se há anti-herói protagonista, este é o exemplo máximo. Toda a série é feita para incomodar, para odiar. Parvo demais em demasiadas ocasiões. Irritante por ver alguém ter sucesso, quando claramente não o merece. Se bem que havia momentos de redenção, embora não compensasse o idiota que era maior parte do tempo.
Posto isto, eu gostei de Eastbound & Down, com todos os seus defeitos e problemas. Cresceu com o tempo e eu com ela. Nenhum de nós bem, mas seguramente mais parvos no final, como se pretendia.
Saturday, November 30, 2013
filme do mês: Novembro '13
Thor: The Dark World
Os meses em que há um da Marvel são um pouco injustos para os restantes filmes.
Thursday, October 31, 2013
Saturday, October 19, 2013
despachada: The IT Crowd
Há quem não goste que fale em absolutos, em exageros. Compreendo. Por norma é pelo negativo. E isso é difícil de perceber, de pôr em contexto. É abrasivo dizer que se odeia alguma coisa, mesmo que seja algo universalmente visto como mau. Espero que não se sinta tanto pelo positivo. Sinceramente, mesmo que se sinta... mesmo que se sinta mais... temos pena!
Eu AMO esta série.
IT Crowd é das coisas mais geniais a sair da cabeça de gente que faz séries. De todo o mundo. De sempre. Para todos que adoram o Big Bang Theory, porque «ah e tal, nerds agora têm piada» (e atenção que eu também gosto da série), o IT Crowd é o que o Big Bang Theory queria ser.
Porque termina então algo tão genial, e como é que não comecei o post injuriando quem decidiu que terminasse? A série acaba por ser vítima do seu próprio sucesso. Os dois actores principais têm carreiras maiores que uma série apenas. A actriz terá outros planos, que para já passaram pelos pessoais. E os criadores... bem, se esta série não lhes abre as portas do mundo, não sei que abrirá. Todos juntaram-se uma última vez para fazer um especial, para fechar tudo. Muito ao modo britânico. Confesso que respeito esta forma de fazer as coisas. Sair em grande, mas sair em vez de arrastar a coisa. Tanto por vontade como também por respeito aos fãs.
É curioso como vim a saber da sua existência. Li num comentário aleatório dum criador duma tira de BD online. Nem é duma tira que continue a seguir. Nem é sequer duma tira que gostasse especiamente. E eu não sou nada de ler comentários/posts de criadores. Aconteceu. Ele pôs-se a falar das séries que andava a ver. Chamou-me a atenção que gostasse de Stargate (outras das minhas coisas preferidas no mundo). Falou em IT Crowd desculpando-se, dizendo que teve que sacar ilegalmente porque não tinha outra forma de ver a série. Tinha sido recomendada por um leitor britânico.
Nunca pensei gostar tanto duma série que vim a descobrir de forma tão aleatória. Torna tudo muito mais especial... e triste também... Há algo em mim que deixou de funcionar com o final de IT Crowd.
Have you tried turning it off and on again?
Friday, October 18, 2013
despachada: Love Bites
Não consegui arranjar uma imagem com o elenco todo. Faz algum sentido, dado a forma como a série era feita. Arranjei esta coisa publicitária, com uma das actrizes da série. Confesso que ando completamente obcecado por esta mulher. (A Robin que me perdoe, mas odeio o Barney.)
Love Bites é um conjunto de histórias românticas soltas, coladas entre elas por uns poucos personagens. Alguns a aparecer mais que outros. Alguns a interagirem uns com os outros. Outros nem por isso. Um conjunto simpático de actores e actrizes (daquele saco que o canal tem, de onde vai mandando actores para aqui e ali, para compor ramalhetes) faz uma série simpática também, mas sem grande identidade própria. Porque isto podia ser tudo. Podiam ser ideias de encher temporadas de outras séries. Ou podia ser um filme à Love Actually. Não é que as histórias não sejam boas. Com este tipo de actores, é muito fácil gostar delas (daí o canal tê-los sempre disponíveis). Só que não conseguem valer por si. Precisam de drama. É estúpido, mas o espectador não quer ver sempre histórias que correm bem, que são bonitas e românticas. Querem sangue.
Tenho pena. Está a incomodar-me esta mulher incrível não ter um trabalho regular. Acima de tudo, incomoda-me o pouco que invade a minha casa.
Monday, October 7, 2013
despachada: Futurama
Adiei o máximo que pude fazer este post. Uma coisa é falar duma parvoíce criada por gente sem talento (produtores e canais de TV, entenda-se) que durou meia dúzia de episódios e que será sempre considerado uma trampa, por toda a gente no mundo... mesmo os envolvidos no processo. Ou então mandar vir com o mundo por terem cancelado demasiado cedo uma série com tremendo potencial. E sim, é fácil falar em «tremendos». Porque deixando de existir é fácil imaginar algo grande.
Dizer adeus a um universo que gosto por uma segunda vez... é difícil. Ainda para mais quando não posso criticar a decisão de acabar. À segunda volta foi notório o decréscimo de qualidade de Futurama. Teve os seus momentos, claro que teve. Só que não era a mesma coisa. Muito do pessoal que fez da primeira volta genial já não estaria na equipa de guionistas desta vez. Faz sentido. É gente talentosa. Tinham que seguir o seu rumo. Não poderiam ficar disponíveis para sempre. Assim, acabou por cair-nos ao colo uma série que deu um salto evolutivo demasiado grande, muito pouco natural. Passou a gozar com uma data de coisas que não faziam sentido da primeira vez. Coisas que foram aparecendo no mundo, enquanto a série dormia. Esta falta de naturalidade dos processos criou barreiras. Não deu para apreciar tão bem.
Estes novos episódios não envergonham ninguém, atenção. Foi com gosto que voltei a ver estes personagens. E será com gosto que voltarei a vê-los, ou a revê-los.
Estou só a dizer que... Sei lá, não é a mesma coisa.
Monday, September 30, 2013
Saturday, September 28, 2013
despachada: Quem Sai Aos Seus
AKA: Family Ties
AKA: After-School Special de 7 Temporadas
AKA: We Love Clip Shows
Vi um pouco da série há uns anos atrás. Algo como dez, talvez. Não sei precisar. Achei um piadão. Mesmo alguns anos depois de ter visto pela primeira vez, continuava a ter piada. Pensei eu: «Ora cá está uma série que sobrevive ao teste do tempo.», mesmo antes de saber que essa expressão não faz sentido em português.
Vejo finalmente tudo desta famosa série que chegou cá uns anos depois de estrear nos EUA, como era hábito na altura. E não é que não tem assim tanta piada. Ou melhor, piada até tem. Só que há coisas que surpreenderam, desta vez.
- A música. Algo que faz parte da minha cultura televisiva. Não que soubesse a letra (embora saiba) ou a cantasse todos os dias (nunca terá acontecido), mas não fazia ideia que era tão má. Para quem não se lembra, a música é a duas vozes e a feminina é das mais horríveis que já ouvi. Não é de ser dos anos 80. É mesmo porque é uma péssima voz, irritante e estridente.,, como aliás são maior parte dos sons dos anos 80.
- Todos os episódios têm um qualquer moral para ensinar ao espectador. Todas as teclas são batidas. Desde abuso de drogas ou álcool, fugir de casa, gravidez na adolescência, perda de virgindade (que é tratada como um drama tremendo para a Mallory, mas no caso do Alex ninguém pestanejou quando passou a noite no quarto duma universitária aos 16 anos), andar com pessoas mais velhas, andar com pessoas mais novas, ser adoptado... Tudo. Todos os episódios são after-school specials. Tudo é duma moral elevadíssima. Claro que maior parte dos problemas não eram dos personagens principais. Nada disso. A família Keaton é a família mais perfeita de sempre. Não. Quem tinha mesmo problemas era qualquer pessoa que entrasse naquela casa, seja família, amigos ou recém desconhecidos. Entrar naquela casa era preparar-se para ter a vida virada do avesso. Não sei como é que alguém se dava com esta família. O que me leva ao ponto seguinte.
- Total desprezo por continuidade. O Alex teve três ou quatro melhores amigos. Mas melhores amigos de sempre. Havia o Skippy, sim, mas esse só era o melhor amigo quando dava jeito. Houve um melhor amigo de sempre que foi visto num episódio: no que morreu. Outro mais melhor amigo de sempre casou-se e só voltou a aparecer num outro episódio mais à frente... num papel diferente. E depois havia um espectacular melhor amigo que o tinha acompanhado em tudo na vida... embora só o tenhamos visto uma vez em cerca de 150 episódios. Este é o melhor exemplo porque o Alex era o personagem principal. Havia outros.
- E depois há os clip shows. Deram tantos. Acho que chegou a haver três numa temporada, alguns de dois episódios! (Nota: Um clip show é um episódio para encher uma temporada, em que dão partes de episódios anteriores.)
- Desta vez gostei do Nick. Não sei o que isto diz de mim. Odiava o Nick. Agora achei-lhe piada. :\
Family Ties teve muita qualidade para o tempo em que deu. Ainda tem, só que hoje passava no Disney e teria a Hanna Montana a fazer de Mallory. Não me arrependo, mas teria sido melhor deixar esta no passado.
Monday, September 2, 2013
filme do mês: Agosto '13
Django Unchained
O mês até começou muito bem, com algumas coisas giras. Ali a meio descambou e quase nada se aproveita.
Wednesday, August 28, 2013
despachada: 1600 Penn
1600 Penn é uma maneira ligeira de abordar a família mais poderosa do mundo. O presidente usa recursos de presidente para lidar com problemas de família. Está casado pela segunda vez e isso pareceu não ter incomodado o povo americano durante as eleições. O filho mais velho é um desorientado. A filha mais velha está grávida... mas não casada, o que também não parece incomodar o povo americano. A filha mais nova é lésbica. Faz sentido que não incomode o povo americano pois pouca gente sabe ainda. O mais novo é só um puto génio. Será o menos incómodo para o povo americano.
No fundo, é só uma grande ficção. Até bastante engraçada, mas ficção mesmo assim.
Tuesday, August 27, 2013
despachada: The New Normal
The New Normal não tem piada nenhuma. Tenta ser moralista e passa apenas por pretensioso. Os personagens são maus de mais, para lá de irritantes. Em especial... Não, não há nenhum em especial. São todos irritantes. O pior é que havia um personagem que até era giro, a avó interpretada por Ellen Barkin. Era mau feitio, malcriada, racista, mal encarada, desbocada e tudo mais. Chamava nomes a todos com bastante classe. Não descansaram até estragar até a única coisa positiva. Mudaram-lhe o feitio. Arranjou um amigo colorido e passou a ser tolerante com o casal homossexual que adopta a neta e bisneta, em troca de poderem usar o útero da neta (bem maior de idade, entenda-se). Pagam-lhe para ser barriga de aluguer, tratam-na como família... bla bla bla.
Tenta ser um Modern Family sério. É só uma péssima ideia que foi cancelada 22 episódios tarde demais.
Sunday, August 18, 2013
despachada: Partners
No meio dum David Krumholtz muito pouco interessante e de mais um gay extravagante (ou isto não fosse dos criadores de Will & Grace), encontramos Partners. É uma história sobre dois amigos de longa data que são também parceiros num ateliê de arquitectura. O primeiro tem uma relação a começar a tornar-se séria com Sophia Bush. O outro tem uma relação série com um dos Super-homens. Não há mais que isto. No entanto, admito que em meia dúzia de episódios houve alguns momentos em que ri-me bastante.
Momentos já não fazem uma temporada. Os tempos mudam.
Teve ainda uma data de piadas de Super-homem ao Super-homem em questão. Pena que não seja esse o público deste tipo de séries. Tirando a minha pessoa, claro. Mas eu vejo tudo. Não conta.
A acrescentar a isto, não tendo rigorosamente nada a ver, apercebo-me que a Sophia Bush dava uma Katchoo incrível... para além das mulher dos meus filhos. O prémio aqui vai para quem perceber a referência... e para quem conseguir drogá-la ao ponto de andar comigo.
Hey, se é realista o Krumholtz safar-se...
Wednesday, August 14, 2013
despachada: The Goodwin Games
Junta-se The Goodwin Games à lista de séries que poderiam ter durado mais algum tempo. Não que os primeiros sete episódios fossem hilariantes. Trazia algo de diferente para cima da mesa.
Beau Bridges morre e deixa aos três filhos uma grande herança monetária, mas apenas ao vencedor do jogo que cria. O jogo consiste numa data de desafios que vão sendo revelados em cada episódio. Um dos primeiros é obrigar os três rebentos a voltar à terriola onde cresceram. O mais velho é um cirurgião de renome. A do meio tenta ser actriz, sem grande sucesso. O terceiro é um ladrão muito pouco sucedido.
Lá está. Era diferente do resto que anda por aí. E tinha a Quinn, do HIMYM. Via, na boa, umas três temporadas disto. Depois os jogos iam ser ignorados e a série caía numa espiral de coisas já demasiado vistas. Até lá, estaria entretido.
Friday, August 9, 2013
despachada: Family Tools
Um taranta que tenta fazer tudo e mais alguma coisa para ter a aprovação do pai volta a casa para herdar o negócio de família. O pai, contrariado, tem que o fazer, pela sua saúde. É certo que tem ataques cardíacos com demasiada frequência, mas é mais porque senão a irmã mata-o. Com o negócio, o taranta herda um funcionário porreiro, mas pouco dado a trabalhar. E uma irmã do tal funcionário, dona da loja de ferragens onde o taranta compra todo o material. A dita irmã ainda por cima faz-se a ele. Sim, é um problema, apesar dela ser gira que se farta. Há ainda um primo muito estranho, mas isso é só para efeito cómico reles. Está lá atrás a decorar, para todos os efeitos.
Embora fosse uma série simpática, percebe-se bem por que Family Tools apenas durou dez episódios. A grande pena aqui é deixar de ver mais da irmã do outro.
Grande, grande pena.
Saturday, August 3, 2013
despachada: How to Live with Your Parents (For the Rest of Your Life)
Sarah Chalke é ela mesma, só que agora já não tanto médica, nem a rebentar com o coração do pobre Ted. É um pouco mais fofinha e desorientada, ou não fosse uma pessoa adulta, com uma criança, a voltar para casa dos pais. Parece que não ajudou casar-se com um rapaz simpático, mas também muito desorientado. O divórcio acontece logo no início da série... e agora que páro para pensar em tudo, não é algo que faça muito sentido. Ela dá-se muito bem com o ex, sendo que o rapaz até faz muito parte da vida dela. E há ainda um processo de crescimento, enquanto adulto. Se a série não tivesse sido cancelada, aposto que eventualmente enrolavam-se outra vez. Em que categoria entra HtLWYP, se devia ou não ter sido cancelada? Algures ali no meio.
Wednesday, July 31, 2013
Tuesday, July 2, 2013
despachada: Boy Meets World
Mais uma série de adolescência. Ainda por cima tem o irmão do protagonista do Wonder Years. Protagonista esse que até chega a entrar aqui, a representar e a realizar. Não vi tudo, na altura. Apesar de tudo, em certo ponto fiquei demasiado crescido para o conteúdo. Agora suponho que estaria a precisar dum pouco de relembrar tempos mais simples e simpáticos. Boy Meets World era um grande after school special, repleto de lições de moral e conduta. Tinha péssimos genéricos. Miseráveis, mesmo. E batia sempre nas mesmas teclas. Mas é um clássico da minha (nossa) juventude. E terá ajudado a moldar algumas mentes. Sei que agora apanhei aqui uma ou duas lições que ter-me-iam dado jeito ter ouvido melhor. A parte ainda mais gira é que estava a meio de rever a série, quando li uma notícia que vão fazer um spin-off. Agora, Topanga e Corey são os pais, tendo que lidar com uma criança deles. Não conto ver esta nova série, mas poderá ser engraçado para os mais novos.
Monday, July 1, 2013
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