Friday, April 24, 2020

despachada: State of the Union


Nunca houve planos de segunda temporada. Guardei nas minhas listas durante umas semanas. Era só eu esperançoso que houvesse mais.

State of the Union é muito simples. Um casal encontra-se num bar, perto do sítio onde vão começar a fazer terapia de casal. Passam por um mau bocado, mas querem tentar salvar a relação. Cada episódio é apenas o encontro no bar, a conversa que têm antes de cada sessão. Não vemos mais nada. Nem o antes nem o depois. São sessões semanais e os personagens fazem um óptimo trabalho de resumir o que tem estado a acontecer. Porque esse é o grande forte da série: os diálogos. Vamos percebendo tudo o que vai acontecendo na vida destas duas pessoas tendo por base apenas a interação um com o outro.

Eu adoro diálogos. Para mim a série foi uma grande surpresa. Porque sou fã de Hornby e de bons diálogos em ficção (não na vida real, onde tendo a grunhir mais do que articular em qualquer conversa) e, por acaso, sou grande fã dos diálogos de Hornby. Mas não fazia a mais pálida ideia que a série era escrita por ele. Tanto mais que só mais tarde, depois de a ver, descobri que era baseada num livro. Ele tem livros novos. Sim, dois. Quem diria? Parece que as pessoas continuam com as suas coisas mesmo que eu não esteja a prestar atenção ao que fazem. Curioso.

Resumindo: é uma série que tive a sorte de ver (também porque arranjei HBO Portugal), escrita por Hornby, realizada por Frears, interpretada por O'Dowd e Pike, simples, engraçada, inteligente e «fechada».

Claro que queria que continuasse.

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